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A mostrar mensagens de julho, 2010

Domingos tristes

Todos sabemos que as grandes superfícies comerciais foram os coveiros do pequeno e médio comércio a retalho, acho mesmo que o alargamento do horário dos hipermercados ao domingo vai dizimar o pouco que resta nos centros das grandes cidades e vilas. Com este apelo idiota ao consumismo, cospe-se no domingo e na vida familiar, aliás como já vinham fazendo algumas lojas com a complacência das autarquias. E se a desculpa for a criação de emprego , existem números que provam que o emprego no comércio estagnou, mesmo com a proliferação de centros comerciais onde todo o tipo de gente se pavoneia nos corredores mas pouco compra. Por isso, governo e câmaras deste país, para darem o exemplo, aguardo ansiosamente pela abertura dos serviços públicos aos domingos, flexibilizando os horários e turnos dos funcionários, claro...

O Fugitivo

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      A justiça americana, tantas vezes criticada, deve estar a rir-se com o desfecho do caso Roman Polanski . De condenado, inclusive com um mandado de detenção e captura internacional, transformou-se em herói e foi libertado da sua prisão domiciliária na Suiça. A Europa, sempre tão lesta a acusar a dedo abusadores sexuais de menores e pedófilos, muitos deles escondidos sob a capa do "sexo consensual", como dizem alguns defensores do cineasta, acobardou-se e recusou extraditar "O Pianista". Mas como quem não deve não teme, eu só queria que a esquerda "Hollywoodesca", pseudo-intelectual e libertária, me dissesse porque razão Polanski fugiu dos EUA evitando estrategicamente visitas aos países passíveis de extraditá-lo...

Reflexões sobre o Mundial e não só

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                                                  Agora que o Mundial de futebol terminou, importa reflectir sobre o significado que este acontecimento trouxe para o marginalizado continente africano que, apesar de um certo amadorismo, abriu definitivamente as portas para a organização de eventos de grande dimensão . Venceu a melhor equipa, aquela que desenha cada jogada como de uma obra de Gaudí se tratasse. Não deixa de ser irónico que , quando se fala da emancipação independentista da Catalunha , sejam os jogadores naturais desta província espanhola a fazerem a diferença, numa comunhão com bascos, andaluzes e madrilenos. Transpondo isto para a nossa realidade social, deveríamos deixar de lado as quezílias politico-partidárias e desportivas, e por uma única vez, trabalharmos em união pelo objectivo de tirarmos o país do estado deplorável em que se encontra.    

A fruta e o futebol

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  A transferência do atleta João Moutinho do SCP para o FCP prova aos adeptos leoninos que o inimigo não mora no outro lado da 2ª Circular. Este é mais astuto, velhaco, como prova a aproximação ao jogador feita em 2008 na cidade do Porto. Facilmente se conclui que a " maçã " não apodreceu sozinha, foi contaminada por um microrganismo , acabando por ter este desfecho, na linha dos outros negócios ruinosos com o "clube amigo". Estranha-se é o facto das constantes propostas feitas pelos ingleses do Everton terem sido rejeitadas, denotando a incompetência directiva que grassa para as bandas de Alvalade. Por tudo isto, pela condição de submissão a um rival directo, temo que o treinador, director desportivo e presidente, não aguentem nos seus cargos até ao Natal graças ao aroma frutado em que vive o futebol português.

O Mundial do costume

Penso que o sucesso da Selecção portuguesa no Mundial já estava condenado ao fracasso através de uma convocatória inicial inquinada. De facto, desde opções maioritariamente defensivas que encurtaram o poder ofensivo, passando por naturalizados birrentos em fim de carreira, juntou-se uma gritante falta de ambição. Ao nacionalismo bacoco de cerveja na mão, exacerbado com a goleada à pior selecção do Mundial e apoiado no histerismo da imprensa desportiva, acrescentou-se a vaidade do capitão, ameaçando imolar-se em ketchup ! Bastou um tiro da armada invencível para afundar a nau Catrineta, pondo a nu os pecados da FPF, refém de interesses económicos e clubísticos, ou não tivesse esta perdido o estatuto de utilidade pública desportiva.