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Covid zero

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Julgo que a morte de dez pessoas na China num incêndio dentro de um edifício trancado por causa das medidas de confinamento deve desarmar o mais empedernido dos "covideiros". Se calhar, já era hora de responsabilizar quem cometeu tanta barbaridade em nome da "protecção da saúde pública" e quem admirava ou tentou copiar esta política de "covid-zero". No fundo, foi a passividade do mundo ocidental que aceitou este totalitarismo sanitário, aprisionar e isolar famílias durante meses sem acesso a alimentos e medicação, barricar casas, prédios e bairros inteiros. Estes confinamentos radicais também se verificaram noutros continentes e quem sabe se, no futuro, veremos os residentes portugueses enclausurados e aflitos baterem com panelas e frigideiras nas janelas visto  que o Governo recentemente propôs uma revisão constitucional que preveja casos obrigatórios de isolamento profilático e quarentena.

América e os três mosqueteiros

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Os Estados Unidos da América, a Austrália, o Reino Unido e o Canadá vão boicotar os Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim, protestando contra a China devido a crimes contra a humanidade e abusos dos direitos humanos. Parece a história do D' Artagnan e os Três Mosqueteiros da hipocrisia, ou não fosse esse grupo um dos principais violadores de direitos humanos em países democráticos. Discriminação racial, marginalização de migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade, xenofobia contra asiáticos, participação em guerras e conflitos que originam deslocados e crises humanitárias. São nações que têm usado a pandemia para restringir direitos básicos, liberdades e garantias dos seus cidadãos, mobilizando militares para aplicar as suas regras e medidas desproporcionais que fazem perder rendimentos. Limitam o direito à saúde que não a Covid, o direito ao trabalho e o acesso ao mesmo, restringem a liberdade de imprensa e a opinião transformando-se eles próprios na ditadura chinesa qu...

Respiracionistas

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Como perigoso "respiracionista" que sempre fui, inspirando e expirando pelos pulmões sem qualquer máscara a tapar-me a boca e o nariz no meio natural e mesmo na rua, porque nunca foi obrigatório, não posso deixar de rir com o anunciado "dia da libertação", a 1 de Outubro. O único "dia da libertação" que conheço em Portugal foi o 25 de Abril de 1974, que colocou um ponto final a quase 50 anos de fascismo e, embora andem por aí saudosistas a impor restrições aos direitos e garantias, mesmo censurando a liberdade de expressão dos cidadãos contra o pensamento único autorizado - entre eles médicos influencers com aspirações políticas e mesmo jornalistas que já se esqueceram do "lápis azul" da ditadura que decidia o que devia ser noticiado ou divulgado -, sinto-me livre. Qualquer "respiracionista" que goste de viver e não liga  aos boletins diários da DGS arrisca-se a ser chamado de "negacionista", a palavra da moda, por qualquer me...

O "Público" foi longe de mais

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O jornal "Público" retirou da sua edição digital um artigo de opinião de um médico convidado com o título "Uma vacina longe de mais", que falava das dúvidas acerca da vacinação de crianças e jovens contra o Covid. Esta "despublicação" disfarçada de " erro de controlo editorial " foi justificada "pelo tom desprimoroso em relação a várias personalidades da nossa vida pública"  e também por "negar o relativo consenso científico em torno das vacinas.” Sempre pensei que um artigo de opinião fosse parcial, abundante de juízos de valor, por vezes polémico e provocador para lançar o debate. Não me lembro de idêntica celeuma com outros cronistas que usaram do mesmo tom nesse jornal e bastava devolver o texto ao seu autor sem o publicar. Mesmo compreendendo os critérios editoriais, fica a sensação que o "Público" sonega e escolhe deliberadamente a informação, não deixando que o leitor analise e interprete os factos, fazendo lemb...

E esta, hein

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Aquele país escandinavo que vive na pré-história, onde os seus habitantes têm que montar os seus próprios móveis e passeiam nas ruas os "chaços" da marca Volvo, têm menos óbitos do que Portugal por Covid-19 bem como menos mortalidade colateral em excesso de outras causas naturais. A Suécia, com o número de população idêntica à do nosso país e cuja estratégia para combater esta pandemia não pode ser pronunciada, foi apelidada de "criminosos sem noção" quando as mortes dentro dos lares de idosos eram fogo em mato seco, aliás, o que acabou de acontecer por aqui. Dizem que não é sério comparar os dois países mas já é honesto comparar a Suécia com os seus vizinhos nórdicos apesar das diferenças da concentração demográfica nas grandes cidades. Deve ser difícil aceitar o facto da Suécia não ter feito confinamentos rigorosos, não ter restringido a liberdade e direitos fundamentais dos cidadãos mas ter optado por recomendações e responsabilidade pessoal, não ter criado tanta...

Apologia do egoísmo

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    Lamento desiludir muito moralista mas como vacinado contra a covid-19 jamais admitirei que tratem os não vacinados - por opção ou por insuficiência de vacinas - como leprosos impuros e que se use um certificado digital inútil para segregar visto que a vacina não impede mas apenas diminui o risco de contrair o vírus. Chega a ser caricato ver alguém a quem foi dispensado tratamento diferenciado devido à sua orientação sexual tentar inferiorizar um não vacinado ou um indivíduo assumir-se de "esquerda" e ter comportamentos discriminatórios indirectos. Não venham com a conversa da preocupação com a saúde pública, da empatia, do bem comum, porque desde Março de 2020 vejo muito egoísta esvaziar as prateleiras do supermercado com o medo de que o mundo acabasse, monopolizando o álcool desinfectante, luvas e máscaras. Não estão preocupados com a vida voltar à normalidade mas sim com o amor aos seus interesses próprios, pois finalmente vão ao restaurante comer as ostras e depois ao ...

O estado do país

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O Europeu de futebol serviu para deixar de reflectir sobre o estado do país, uma alienação colectiva de cervejas, tremoços e caracóis onde por instantes se despreza o constante aumento do nível de preços dos combustiveis que já não se verificava desde 2013. No intervalo do jogo, até dá para aprovar a lei de combate à desinformação que coloca o Estado a controlar "narrativas falsas ou enganadoras", uma espécie de censura à liberdade de expressão que lembra outros tempos. Numa altura em que subiu o número de pessoas em situação de pobreza por causa da pandemia e aumenta o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, cresce o número de milionários em Portugal, sem esquecer que já somos dos países com a electricidade e gás mais caros da União Europeia em termos de poder de compra das famílias. Pouco resta dos corajosos portugueses que se aventuraram por mares nunca antes navegados, hoje são um povo medroso governado por "especialistas", pouco importado com ...

Querido mudei a casa

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O Estado determinou  "a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional", a totalidade dos imóveis de um empreendimento privado no Alentejo, uma espécie de "Querido mudei a casa" ou como tornar o nosso domicílio propriedade de outros em tempos de pandemia, com candidatos forçados, remodelações, materiais e mobiliários oferecidos pelos legais proprietários. Em vez de comportar-se como um "Okupa", controlando aquele espaço, os nossos líderes políticos podiam recuperar para alojamento tanto património público abandonado pelo Estado, imóveis da administração central,  palacetes, antigos centros de saúde, escolas, postos fronteiriços, estações ferroviárias, casas florestais que se degradam a cada dia que passa ficando eu espantado com a maioria dos cidadãos acharem isto tudo normal.

Teremos sempre arroz

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Desde Março que ando farto de comer "arroz", não há mudanças na ementa nem novas ideias. Já reclamei com o chefe de cozinha que disse publicamente que promete não meter tanta água no seu cultivo, pois o Natal vai ser semidesconfinado com restaurantes de horário alargado para desenjoar do "arroz" sendo hora de experimentar o polvo, o bacalhau e o peru. Antes desta benesse, o cozinheiro profissional mais os seu ajudantes ministeriais decidiram renovar o Estado de Emergência, o nome pomposo que permite dar umas facadinhas ao regime democrático, nos nossos direitos, liberdades e garantias. Não importa o pandemónio económico, social e afectivo que os confinamentos têm provocado, o arraso de sectores como o comércio, turismo e a restauração, nem a pobreza e a desigualdade que se avizinham, como diria o nosso misericordioso primeiro ministro, imitando o apaixonado Humphrey Bogart, no filme "Casablanca", "teremos sempre arroz" - e outros nem isso!