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A mostrar mensagens de novembro, 2022

Covid zero

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Julgo que a morte de dez pessoas na China num incêndio dentro de um edifício trancado por causa das medidas de confinamento deve desarmar o mais empedernido dos "covideiros". Se calhar, já era hora de responsabilizar quem cometeu tanta barbaridade em nome da "protecção da saúde pública" e quem admirava ou tentou copiar esta política de "covid-zero". No fundo, foi a passividade do mundo ocidental que aceitou este totalitarismo sanitário, aprisionar e isolar famílias durante meses sem acesso a alimentos e medicação, barricar casas, prédios e bairros inteiros. Estes confinamentos radicais também se verificaram noutros continentes e quem sabe se, no futuro, veremos os residentes portugueses enclausurados e aflitos baterem com panelas e frigideiras nas janelas visto  que o Governo recentemente propôs uma revisão constitucional que preveja casos obrigatórios de isolamento profilático e quarentena.

O regresso das cassetes

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  Preparem os antigos rádios leitor de cassetes, está a chegar bom material que pode fazer renascer este mercado pois não há nada mais agradável do que enrolar a fita de cassete com a ponta de um lápis. O PCP mudou de secretário-geral mas a música parece ser a mesma, ultrapassada, com pouca qualidade de som e a dificuldade em mudar de faixa. Um walkman portátil também vai fazer jeito para ouvir os áudios de Donald Trump, agora que anunciou a sua terceira recandidatura à Casa Branca com a mesma música gravada de sempre, "trazer a América de volta". Com a cassete do futebol no Catar gravada pelas estridentes "ronaldetes" de serviço, esquece-se o aumento do custo de vida em Portugal, o aumento do preço dos combustíveis, a inflação, o preço dos bens essenciais, a privação material, as  dificuldades em pagar a prestação ou renda de casa, a luz e a água.    

A derrota de um populista

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  O comportamento de Jair Bolsonaro no Domingo passado após os resultados eleitorais que traduziram a sua derrota, parecia um episódio da série de desenhos animados "Vitinho" que anunciava as horas das crianças irem para a cama. O derrotado foi dormir bem cedo, silencioso, e embora não se saiba se tomou uma caneca de leite morno acompanhado de bolachas antes de deitar, tenho a certeza que teve falta de chá, pois nem felicitou o vencedor. Mesmo assim, dormiu dois dias, uma sonolência excessiva provocada por uma doença chamada populismo que só o fez despertar com o país a arder. No fundo, os populistas acabam sempre por perder porque quando chegam ao poder cometem os mesmos pecados políticos daqueles contra os quais se batiam e são castigados por terem prometido estar ao "lado do povo", dos seus anseios, mas nunca cumpriram as promessas de mudanças.