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A mostrar mensagens de junho, 2013

O maior humanista português

Por ocasião da chegada a Cabanas de Viriato de familiares de sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, salvos graças aos vistos do diplomata Aristides de Sousa Mendes - o maior humanista português, é bom relembrar o passado de um homem que deveria figurar em todos os compêndios escolares. Desafiando o regime salazarista, salvou da morte milhares de refugiados, sobretudo judeus, através da concessão de vistos quando era cônsul de Portugal em Bordéus. Isto custou-lhe a carreira e vida familiar, sobrevivendo graças à solidariedade e acabando na miséria. Foi tardiamente reconhecido pelo Estado português, ao contrário do povo israelita que prestou-lhe homenagem em diversas ocasiões. Não obstante o heroísmo deste diplomata, e o esforço de algumas entidades, a sua antiga casa continua em ruínas aguardando a sua transformação em museu. Não seria digno a sua urgente restauração para preservação da memória de quem dignificou tanto o povo português?           N. B. - Parte deste texto foi modific...

A febre das raspadinhas

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    Não tenho nada contra quem quer tentar a sorte através das raspadinhas, mas quando isso se torna um vício tresloucado que se sobrepõe e impede outras necessidades básicas, é caso preocupante. A febre das raspadinhas é uma doença provocada por um vírus compulsivo, que provoca alucinações sobre enriquecimento fácil e pés-de-meia que não são mais nada do que acelerar o esvaziamento do depauperado bolso dos portugueses. Gaspar e raspar, duas realidades actuais que nos empobrecem com a ilusão de que tudo vai mudar para melhor.