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O crime compensa

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  Podia ser um argumento de um filme policial de Hollywood mas infelizmente passou-se em Portugal. O realizador, um juiz, decretou a sentença ao nosso herói, um militar da GNR, que desta vez, não teve um final feliz: condenado à pena suspensa de quatro anos e a indemnizar os "lesados " em 45 mil euros. Exigia-se um guião diferente, pois Hugo Ernano , escapando por pouco a um atropelamento, decidiu cumprir o seu dever e perseguir dois assaltantes: pai e o tio de uma criança que viria a morrer acidentalmente.  A negligência e a irresponsabilidade do pai que levou à morte da criança custou-lhe apenas dois anos e 10 meses de prisão efectiva. Esta história tem um epílogo: mais do que concluir de que o "crime compensa", faz reflectir os agentes de autoridade, questionando se vale a pena agir no cumprimento do dever ou assobiar para o lado, essa cobarde maneira de estar na vida tão característica de muitos.

Névoa na justiça

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  O empresário de Oliveira de Azeméis que detém "O Primeiro de Janeiro" continua a passear-se impunemente pelo mundo da comunicação social e da justiça . Tem por hábito despedir jornalistas de uma forma ilegal ao mesmo ritmo das inúmeras empresas que cria. Rodeando-se de "testas de ferro", de directores e administradores de jornais com espinha dorsal acentuadamente curvada,  tem por hábito esquecer-se dos salários dos seus funcionários e redacções. No entanto, foi agora acusado pelo Tribunal de Gondomar por fuga ao fisco . Como não bastasse em ser o coveiro de algumas empresas, no qual o Jornal "Motor" é o último alvo , ainda se advoga em ser o principal credor da falência das mesmas. Temo porém que a névoa que paira sobre a justiça portuguesa - certamente devido ao   vulcão islandês - vá sepultar debaixo das cinzas a pouca credibilidade que já resta dela.