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O pacificador

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O homem que prometeu acabar com a guerra na Ucrânia "em 24 horas" decidiu tomar as dores de Israel e atacar três instalações nucleares do Irão. Donald Trump, o presidente que retornou à Casa Branca em Janeiro com promessas de paz mundial, colocou o Médio Oriente a ferro e fogo, ao mesmo nível da sua insanidade em transformar Gaza num destino turístico mediterrânico. Para tão brilhante "pacificador", só falta meter-se nos conflitos africanos e na antiga Birmânia, bombardear o "amigo" da Coreia do Norte, disputar Caxemira e continuar a escalar as tarifas aduaneiras com a China rumo à Terceira Guerra Mundial.

Diplomacia e bom senso

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Não alinho naquele discurso pseudo patriótico de apoiar tudo o que os portugueses "emigrados" dizem lá fora. As palavras do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao dizer que os ataques do Hamas “não aconteceram do nada", são profundamente infelizes, relacionando a causa com o efeito para esses mesmos ataques. Era como se eu dissesse que roubar alguém "não acontece do nada", estando a justificar a necessidade desse mesmo roubo! A reacção de Israel é exagerada, mas para uma pessoa que está neste cargo é recomendável mais isenção, imparcialidade, de modo a cumprir o seu papel de apaziguador, construindo pontes para que as partes em conflito possam negociar. 

A lei da bala

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  Esta espécie de 11 de Setembro, em Israel, demonstra que é impossível negociar com fundamentalistas islâmicos disfarçados de organizações políticas, pois só conhecem a violência armada, dando cada vez mais força à direita conservadora israelita, também simpatizante da lei da bala. Só haverá paz no Médio Oriente com um estado árabe e judeu independentes, reconhecido por todas as partes em conflito, porque o vencedor desta guerra israelo-árabe será sempre o mesmo, enquanto as populações civis serão os eternos derrotados.

A politização do Festival da Eurovisão

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  Parece que o Festival Eurovisão da Canção está em risco de não se realizar, no próximo ano, em Israel. Ouvi falar de boicotes, de protestos, e como estamos no Médio Oriente pensei que tamanha indignação se devesse à marginalização e à falta de direitos das mulheres nesta região. A obrigatoriedade do uso do véu, a proibição de simples actos como conduzir, fazer desporto, estudar, trabalhar, viajar, andar de bicicleta ou pintar as unhas seriam motivos para uma rebelião contra a segregação. Mas não, a represália ao festival, contra Israel, prende-se com as "violações dos direitos humanos" contra o povo palestiniano, organizada por ideólogos europeus e políticos de esquerda que acham que o conflito israelo-palestiniano se resume aos bons e aos maus, esquecendo que no seu continente existe intolerância, racismo, discriminação e perseguição a migrantes e refugiados, onde a Turquia bombardeia o povo curdo e onde grassa uma guerra na Ucrânia alimentada pela Rússia. 

Israel

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  Israel, sentado no monte Sião, vejo a transformação do deserto, a aridez deu lugar às tâmaras. Apesar da fragância das inúmeras flores, ainda se sente o cheiro a sangue e o ódio dos vizinhos que dura há 63 anos. Vislumbro os catos de espinhos bem afiados, associo-os ao sofrimento do povo judaico, à diáspora, ao holocausto. A fé e os 3500 de história judaica coabitam com o inegável progresso sócio-económico do país. Mas o sonho de uma pátria não acaba aqui, é necessário apoiar a criação de em estado palestiniano, mais uma democracia no Médio Oriente, para que a estrela de David ilumine o caminho da liberdade, da justiça e da paz .  

O conflito israelo-palestiniano

A comunidade internacional apressou-se a condenar a invasão israelita aos territórios palestinianos. Sem dúvida que têm razão. Mas será que também tiveram a mesma atitude aquando da invasão russa à Georgia? E por falar em Russia, não foi a ex-URSS que fomentou sub-repticiamente a "Guerra dos Seis Dias" ao colocar-se do lado da aliança árabe? Será que alguém condena as palavras de instigação à guerra e à " intifada " anti-semita do iraniano Amandinejah ou as suas ameças nucleares?   Mas afinal quem governa a Palestina? Não são partidos fanáticos que inclusive degladiam-se para tomar o poder? Israel abandonou alguns territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia para evitar mais conflitos e pelos vistos levava com uns " rockets " de agradecimento! A frágil Autoridade Palestiniana não consegue controlar os grupos de extremistas. É preciso ponderar friamente a situação no Médio Oriente e atentar nas palavras de Robert Cooper: " o conflito alimenta o fanati...