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Cada tiro cada melro

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                                                         Turdus melura   Após 20 anos de proibição, a caça ao melro passa a ser permitida só porque o Estado acha que sim, ignorando os conselhos de várias entidades ambientais e violando as regras elementares do bom senso. Nunca a expressão "cada tiro cada melro" fez tanto sentido. Aliás, aguardo ansiosamente para que também seja permitido encher de chumbo os pardais e as andorinhas, na sequência desta desastrosa política ambiental e cinegética. O harmonioso canto do melro calar-se-á perante os pistoleiros de fim-de-semana, espécie de vazadouros de frustrações, de gatilho fácil , atarracados nos seus coldres, sempre com a benção do poderoso lóbi da caça e do cheiro a patuscadas de estilo macabro.       Assine, por favor: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N10013    

Caça destemperada

É impressionante ver a quantidade de caçadores ao fim-de-semana, quase dentro das aldeias, junto a áreas rurais - chega a parecer o "faroeste". Quais "Rambos" dos tempos modernos, vestidos com uniformes militares e apetrechos de morte, disparam sobre tudo o que mexe, inclusive sobre os próprios colegas. É uma espécie de fogo amigo esta ânsia de premir o gatilho. Outros penduram orgulhosamente a caça do dia nos vidros laterais dos seus veículos quais exterminadores implacáveis, não querendo saber dos seus cães, enjaulados em atrelados minúsculos sofrendo as agruras da meteorologia. Mas que tipo de gente é esta que para enaltecer o seu ego recorre a este tipo de recreação para realização dos seus fetiches mórbidos? Sentem-se poderosos por ter uma arma na mão? Ao contrário do que disse o deputado Paulo Rangel, será que a dignidade humana é um valor superior ao valor da dignidade animal?