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Proteger as crianças

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  Nunca te conheci mas jamais te esquecerei Valentina, o teu doce sorriso e a forma amorosa com que tratavas os animais. O único conforto que sinto é saber que os responsáveis da tua morte apodrecerão na prisão sem antes receberem um "caloroso comité de boas vindas". Ser pai não é ser procriador, é levantar da cama, de noite, vezes sem conta para ver se os filhos estão descobertos, se respiram bem, é sentir aquela pontada no estômago quando eles estão doentes, é brincarmos juntos e passarmos a ser nós as crianças, é protegê-los acima de tudo. Temos que confiar nos organismos públicos que promovem os direitos e protecção das crianças mas devemos ser nós, como familiares, vizinhos ou amigos a dar o primeiro passo e denunciar possíveis maus tratos e abusos contra as crianças, doa a quem doer. 

Lutemos pelas crianças

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  Quero felicitar quem, numa acção de cidadania, teve a ideia de lançar uma petição de forma a limitar o peso das mochilas escolares nas costas das crianças. Quando existem estudos que provam que o excesso de peso das mochilas provoca problemas de saúde na coluna, quando existem recomendações da Organização Mundial de Saúde que definiu o limite de 10% de peso da mochila face ao peso da criança, este é um assunto que a curto prazo pode tornar-se num problema de saúde pública. Lutemos pelos direitos das crianças porque já fomos crianças e serão elas a tomar conta dos destinos do país somente se forem felizes e saudáveis.

Tiques pedofobicos

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  Depois de restaurantes que não permitem a entrada de crianças, é agora a vez dos hotéis. Estranhos conceitos de gestão e discriminação ao serviço de uma burguesia que não procura sossego mas que pretende viver fechada no seu egoísmo. Estes tiques pedofobicos devem ser eliminados e claramente denunciados pois violam o princípio da igualdade, na Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pelas Nações Unidas, e a própria Constituição.

Descrédito na justiça

É impossível ficar indiferente aos gritos e choro desesperados da menina de Barcelos que estava numa família de acolhimento aquando da sua entrega à mãe biológica de nacionalidade russa. Este desenlace é tão ridículo que nem acredito na possibilidade das autoridades russas terem imaginado este dramático e insólito final. Seis anos de cumplicidades afectivas enviadas para a reciclagem sem ninguém ter perguntado à criança qual seria a sua vontade e as possíveis sequelas daí decorrentes. Mais importante do que analisar a legalidade jurídica do acto é verificar o constante descrédito que a justiça portuguesa está votada: brilhantes mentes que têm a certeza que a mãe biológica não repetirá os maus tratos e conduta dúbia, num país e família desconhecidas para a criança, de parcos recursos económicos onde não se fala português. Às vezes não dá vontade de implodir todo o sistema judicial português e pedir a anexação a outro Estado?