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A lavandaria basca

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  Depois de, em 2017, a ETA ter anunciado o seu desarmamento, o grupo independentista basco anuncia agora a sua dissolução. Pedem perdão a alguns familiares das vítimas e assumem o "sofrimento provocado como consequência da sua luta." Não sei que sabão usam naquela lavandaria, mas jamais qualquer detergente branqueará as nódoas de sangue que deixaram durante cinco décadas e fizeram mais de 850 mortos. Eles bem centrifugam, mas não dá para afastar das nossas memórias a violência das suas acções, os crimes que não foram resolvidos, os raptos e as extorsões em forma de imposto revolucionário. Se querem devolver a frescura e o brilho à sociedade basca, eliminar aquele vinco que teima em não sair, entreguem-se e denunciem outros "etarras" para que sejam trazidos à justiça.

Provocação à democracia

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  Até podia ser uma história de banda desenhada de Hergé, onde Tintim, com a ajuda do cão Milu, do Capitão Haddock e dos detectives Dupond e Dupont, descobriu os terroristas e impediu um ataque a Bruxelas. Infelizmente, a realidade é bem diferente, aqui não há heróis, só vitimas , ceifadas próximo de um local onde estão representados 500 milhões de europeus e se utilizam 24 línguas oficiais. É imprescindível combater esta intimidação cobarde, esta provocação à democracia, de um inimigo invisível que não escolhe credos e que pode ser um de nós, por isso, adiantará fechar fronteiras e mudar as leis de emigração? 

Este mundo não é para vocês

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Winston Churchill disse que quem é capaz de trocar a liberdade pela segurança não merece nem uma nem outra. Eram outros tempos, desfasados da realidade actual que aconselha prudência e a estar com "um olho no burro e outro no cigano". Os atentados de Nova Iorque, de Madrid, de Londres e de Paris mostram que talvez seja necessário fazer cedências na nossa liberdade pessoal de forma a aumentar a nossa própria segurança. Para quem viveu em ditadura e transformou cada um de nós num "bufo" não se importará de encarnar um vigilante, para quem adora Big Brothers televisivos não se importará de entrar num, bem real. Quanto à recente malta que desculpa assassinos porque acha que os jornalistas de Paris estavam mesmo a pedi-las, os pacifistas da treta que não provocam, não criticam, são politicamente correctos, insossos,  vivem numa redoma de vidro e com medo, tenho uma novidade: este mundo real não é para vocês!