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A mostrar mensagens de setembro, 2009

Descriminação no andebol

O andebol português vive uma situação "sui generis". José António Silva, docente da Faculdade Desporto Universidade do Porto e actual treinador da equipa profissional do Benfica, está impedido de acumular as duas funções, o que não se compreende visto o professor ter passado pela mesma situação anteriormente, gozando da respectiva autorização por parte do presidente do conselho directivo e cumprindo todos os deveres perante aquela instituição de ensino. Não quero acreditar no facciosismo desportivo deste senhor nem imaginar que tenha um qualquer agendamento clubístico, mas não posso esquecer o seu constante achincalhamento ao clube encarnado em artigos de opinião publicados num jornal desportivo, onde é por demais evidente o seu comprometimento com o clube do seu coração, situado a norte. Que as autoridades competentes não pactuem com esta espécie de despotismo moderno, ou verifiquem se existe apenas um capricho vingativo, inadmissível numa instituição pública e prestigiada c...

Antiamericanismo primário

    Com os ataques terroristas ocorridos nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001, pensou-se que a luta contra o terrorismo iria entrar numa nova era, pois a partir dali nenhuma sociedade estaria imune a um eventual ataque. Em vez disso, entrou-se num antiamericanismo rançoso, chegando-se ao ponto de dizer que a América estava a pôr-se a jeito para que aquilo acontecesse. É   este o discurso   de uma parte da esquerda europeia, ressabiada com a desagregação soviética e saudosa do Muro de Berlim, impulsionada pelos meios de comunicação social, alguns deles meros focos de intoxicação da opinião pública. Tamanho ódio e preconceito só é superado pela deliciosa ironia: a América, o país-continente, sempre na vanguarda do progresso tecnológico e civilizacional, onde existe a maior multiculturalidade de raças e credos, onde as minorias são uma voz activa na sociedade e a liberdade e a democracia atingem o expoente máximo. É o país que mais disponibiliza ajuda h...

Falência de identidade desportiva

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    A naturalização de mais um jogador de futebol estrangeiro pela nossa Selecção Nacional é mais um rude golpe na identidade desportiva do nosso país, e acima de tudo, um retrocesso no modelo dos escalões de formação. Não se percebe esta incoerência, ainda para mais dado o currículo do seleccionador nacional, o impulsionador da chamada jovem “geração de ouro” de Riade e Lisboa. O processo de naturalização foi tão rápido e conveniente que fez corar de vergonha os trabalhadores imigrantes do nosso país. Critica-se em surdina esta naturalização e outras do passado,   dentro da incompetente FPF e entre colegas da mesma profissão enquanto o público demite-se de apoiar esta Selecção com sotaque pois ainda sabe o significado da palavra ética.