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A inocência muçulmana

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Eles não gostam de escritores como Salman Rushdie , de caricaturistas de Maomé nem de cineastas como Theo Van Gogh. Ofendem-se com a liberdade de expressão e o pensamento crítico próprios de uma democracia de outras latitudes, mas não direccionam a sua ira para os líderes religiosos que transformam a sua religião em extremismo ao humilhar a mulher e os homossexuais, que incentivam o incesto e a poligamia. Não se revoltam contra o miserável atraso civilizacional que estão votados, contra os "corajosos bombistas de Deus" que massacram inocentes do seu próprio povo. Não admitem nos seus países outras confissões religiosas a não ser a sua, mas vêm para o ocidente tentar impor as suas leis e costumes, à procura do mínimo pretexto para acender o rastilho da selvajaria. Deixem a inocência muçulmana de lado e mostrem que querem ser integrados numa sociedade multicultural moderna.      

Religiomania

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                                                Póvoa de Lanhoso   Em época natalícia, já parece ser habitual o massacre de cristãos em todo o mundo . Não obstante o reconhecimento e a penitência de variados líderes católicos acerca dos excessos da Igreja em nome da fé que foram feitos no passado, há quem, em nome do Islão, continue a perseguir o cristianismo. Este radicalismo islâmico, esta mania de interpretar o Corão à letra - terreno fértil para todo o tipo de oportunistas -, esta intolerância muçulmana perante outros povos mina a multiculturalidade, cria a desconfiança do Ocidente, dá uma imagem de atraso civilizacional e dá força a homens como Geert Wilders que criararam anticorpos e respondem na mesma moeda através de arrojados discursos.