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Névoa na justiça

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  O empresário de Oliveira de Azeméis que detém "O Primeiro de Janeiro" continua a passear-se impunemente pelo mundo da comunicação social e da justiça . Tem por hábito despedir jornalistas de uma forma ilegal ao mesmo ritmo das inúmeras empresas que cria. Rodeando-se de "testas de ferro", de directores e administradores de jornais com espinha dorsal acentuadamente curvada,  tem por hábito esquecer-se dos salários dos seus funcionários e redacções. No entanto, foi agora acusado pelo Tribunal de Gondomar por fuga ao fisco . Como não bastasse em ser o coveiro de algumas empresas, no qual o Jornal "Motor" é o último alvo , ainda se advoga em ser o principal credor da falência das mesmas. Temo porém que a névoa que paira sobre a justiça portuguesa - certamente devido ao   vulcão islandês - vá sepultar debaixo das cinzas a pouca credibilidade que já resta dela.

Desmoronamento da montanha

O cerco ao proprietário do jornal " O Primeiro de Janeiro " está a apertar-se. além da contestação aos polémicos despedimentos no matutino portuense, do cancelamento do estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública e da perda de credencial de cooperativa do grupo Folha Cultural , Eduardo Costa enfrenta, agora, acções inspectivas do fisco às suas empresas e a título individual. A Direcção de Finanças de Aveiro confirmou oficialmente à VISÃO ter efectuado, entre Abril e Maio últimos, uma inspecção às instalações do grupo empresarial, em Oliveira de Azeméis. Naquele período, foram recolhidos dados contabilísticos em suporte digital relativos aos anos de 2004, 2005 e 2006. Os relatórios estão concluídos e as Finanças já comunicaram a Eduardo Costa as diversas irregularidades e dívidas em causa, cujo montante, contudo, não foi possível apurar. Mas, na sequência dessa acção inspectiva, as Finanças abriram, igualmente, uma investigação fiscal ao próprio empresário oliveirense, ...

Pesadelo interminável

Os trabalhadores de "O Primeiro de Janeiro", despedidos no passado dia 30 de Julho, continuam sem receber os salários em atraso e o subsídio de férias prometido pela então directora, Nassalete Miranda, antes da dissolução daquele órgão. Em causa estão parte dos salários do mês de Junho, o mês de Julho e o subsídio de férias, o que significa que alguns jornalistas dos quadros, com salários mais elevados, estão há três meses com apenas um ordenado mínimo. Em comunicado enviado às redacções, os jornalistas "despedidos ilegalmente", como assinam o documento, explicam que "o último depósito feito pela administração do [jornal] centenário nas contas bancárias dos 34 jornalistas e dos três funcionários administrativos foi feito no dia 24 de Julho, quando passava já quase um mês sobre a data prevista. No mesmo comunicado pode-se ler que, pelo menos três colaboradores do jornal, que não tinham contrato de trabalho e foram despedidos por essa altura, continuam sem recebe...