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Indefectíveis fanáticos

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  O Minho, outrora a região de bem receber, vê-se envolvido em casos de violência no desporto . Desde confrontos nas bancadas de campos de futebol até pedradas à equipa visitante. Em Braga, Capital Europeia da Juventude, em 2011, e Guimarães, Capital Europeia da Cultura, no mesmo ano e Cidade Europeia do Desporto, em 2013, existem energúmenos que não aprenderam nada com estes eventos e decidem manchar o bom nome da terra, quiçá instigados pelos discursos odiosos dos caciques políticos e desportivos da região, misturando as frustrações pessoais com a situação sócio económica em que vivem.

O logro

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  Sempre acreditei naquele logro, naquele sonho americano transformado em filme de Hollywood com final feliz. Sinto-me defraudado por alguém que passou de rei do ciclismo a rei da mentira, desonrando cada estrela da bandeira americana à medida que conquistava vitórias. Apesar de ter derrotado o cancro, a ganância de Lance Armstrong acabou por destroçar o próprio ciclismo e o desporto em geral. Nunca mais terei confiança em super heróis.

Orgulho e preconceito

  Enquanto no Aeroporto de Lisboa chegavam vitoriosos os atletas Francis Obikwelu e Naide Gomes provenientes dos Europeus de Pista Coberta em Paris, carregados de ouro e prata, sendo aclamados não só pelos sportinguistas, clube que representam, mas também por adeptos de outras cores que sentem o orgulho português, mais a norte, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, um presidente de um clube de futebol que se preparava para embarcar para Moscovo , reduz a sua equipa à dimensão regional através do cinismo que constantemente debita e acicatado pelos paus mandados de serviço.  Não é preciso ler nas estrelas, não é preciso decorar uns versos de José Régio, não é preciso apelar à justiça divina, não é preciso contratar os melhores advogados suiços e limpar a imagem para se saber que estamos perante um complexo de inferioridade retratado por Alfred Adler.  

Ódio, pequenez, inveja e frustração

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      O Benfica ainda não ganhou nada e já aconteceu isto.  Bem sei que é complicado engolir sapos  mas parece que vão ter de  vandalizar mais Casas pelo país... A pequenez de uns mede-se pela grandiosidade de outros .

Més que un club

    Desportivamente falando, o Barcelona é conhecido pelo lema "més que un club" - mais que um clube. Se quiséssemos fazer um paralelismo no resto do mundo chegaríamos à conclusão que também ficaria bem atribuir este epíteto ao SL Benfica. Não que a instituição portuguesa tenha intuitos regionalistas, mas antes, a representação de um povo, do ser português, a personificação do fado lusitano, da saudade e, do emigrante que não renega as suas origens. Os catalães ajudam anualmente a Unicef, enquanto que o Benfica, através da sua recém-criada Fundação, associou-se à ONU, canalizando a receita do Jogo Contra a Pobreza para as vítimas do Haiti. Porque o Benfica tem uma matriz popular, social, solidária, à imagem da epopeia na construção do seu antigo Estádio, através de Joaquim Bogalho. Para se ser "mais do que um clube", é imprescindível deixar marcas fora das "quatro linhas", numa época em que o egoísmo e a crise financeira internacional assu...

Jornalista sem medo

  http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=3&t=Morreu-Rui-Cartaxana.rtp&article=234556   Rui Cartaxana não foi apenas um jornalista desportivo nem um mero ajuntador de letras. Foi uma figura de referência no jornalismo português e pioneiro na modernização da imprensa desportiva contribuindo para a profissionalização do sector. A sua independência editorial era um sinal dos seus valores e princípios que sempre defendeu, mesmo que entrasse em choque com o seu clube do coração. Talvez fosse o fervilhar do seu sangue africano - indomesticável - contrastando com a atitude de colegas de outras redacções, comodamente silenciosos, avessos a polémicas e bajuladores. Com o Rui, desapareceu o jornalismo crítico afrontador do poder, porque não dizer romântico e ousado.     

Saudoso jornalismo

A morte de Alfredo Farinha significa o fim da melhor geração de jornalistas da imprensa desportiva em Portugal, para não dizer do jornalismo em geral. Nas palavras do beirão, um tipo de jornalismo que "não obedecia à voz do dono" nem tampouco era subserviente. Independentemente das suas simpatias políticas e do seu clube do coração, defendido até à medula quando era ridicularizado por invejosos, utilizava corajosamente a liberdade de expressão mesmo nos tempos de feroz ditadura. Escrita irrepreensível, foi professor e agraciado com o grau de comendador, também graças aos seus valores morais onde a frontalidade e a lealdade imperavam. Que lição para os dias de hoje onde o jornalista se confunde com o ardina, a notícia com a opinião, onde a a deontologia é arrumada para dentro de uma secretária e a promiscuidade de alguns jornalistas com agentes desportivos é demasiado comprometedora.