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A mostrar mensagens de setembro, 2014

Vassourada

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  António Costa sempre tinha razão, o PS não precisa de estórias de cravos cortados , precisava sim de uma vassourada: nos "yes man" e na modorra em que se tinha transformado esta oposição de esquerda. A sua vitória esmagadora prova que não foi desleal, não foi egoísta, apenas não se contentou com uma pequena vitória nas Eleições Europeias e assumiu aquilo que muitos pensam mas têm medo de dizer: "os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades, existindo alternativa à austeridade". E admitindo que isso possa ser aproveitado num enganador slogan partidário com vista às Legislativas de 2015, a partir de agora o Governo não estará seguro debaixo de "fogo amigo",  estará condenado a ser desmascarado como o mais incompetente Governo de sempre.

Pontapés na gramática moral

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  Já vi Jorge Jesus irascível, gozando com os treinadores adversários ao mostrar-lhes os dedos de uma mão, dançando, e até o vi resgatar um adepto das garras da polícia, em Guimarães, mas nunca o vi meter um dedo no olho do treinador adversário , nunca o vi partir para o insulto pessoal dizendo que o seu colega de profissão tinha um neurónio nem nunca o vi romper camisolas de jogadores contrários. De modo que o recente ataque de José Mourinho a Jesus - que decidiu  interpretar mal as palavras do técnico do Benfica  -,  é baixo, desprezível, de alguém que dá calinadas em inglês e acusa outro de pontapear a gramática portuguesa, de alguém que apesar de ser bom naquilo que faz, é egocêntrico, incompatibiliza-se com colegas de profissão, futebolistas, directores, jornalistas e vive rodeado de uma legião de pedantes e bajuladores.

Perdoa-me

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  Este é o Governo do "perdoa-me", a fazer lembrar aquele programa televisivo dos anos 90 que promovia o entendimento entre pessoas desavindas. E se fica sempre bem pedir desculpa aos portuguesas, a harmonia entre os cidadãos e os governantes nunca será possível nesta relação de equívocos. Primeiro, Rui Machete , pedindo desculpa pelos processos judiciais que decorriam em Portugal contra empresários daquele país. Depois, Paula Teixeira da Cruz , assumindo responsabilidade política pela trapalhada do novo mapa judiciário. Por fim, Nuno Crato , pedindo desculpa aos professores devido ao erro na fórmula matemática utilizada nas listas de contratação de docentes. Agora só falta vir o primeiro-ministro pedir desculpa pelo massacre fiscal aos contribuintes, pensionistas e funcionários públicos, empobrecendo-os, simplesmente nós não queremos alegações de culpa, queremos que se demitam por incompetência!

Modos de vida

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  Depois de ter dito que "temos de empobrecer, de regressar ao que é mais básico", Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, volta a arrazoar no alto da sua castidade dizendo que existem " profissionais da pobreza em Portugal, que fazem da mendicidade um modo de vida ". E então? É um discutível modo de vida, talvez censurável, mas não tão grave como aqueles profissionais do dinheiro, do "off shore" ao lóbi, aqueles banqueiros que usaram o dinheiro dos outros e arruinaram o BPN, BPP e o BES. E que dizer do profissional da política, aqueles que são ou foram deputados e simultaneamente gestores de empresas que têm negócios com o Estado, ou daqueles que com um simples mandato de cinco anos têm direito a uma pensão vitalícia? Modos de vida, no país do "salve-se quem puder".

Califado de idiotas

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  Existe um califado de idiotas que quer regressar ao século VII, ao retrocesso civilizacional. São muito corajosos: enterram pessoas vivas, assassinam mulheres, velhos e crianças, decapitam criaturas indefesas e de mãos amarradas atrás das costas. São seguidores do Islão fundamentalista, repressivo, racista, intolerante, anti-ocidental, e têm o apoio encapotado de outros idiotas, dos "pacifistas" do Keffiyeh - aquele lenço de origem árabe imortalizado por Arafat. Séculos depois de Pelágio e Fernando Magno terem expulso da Ibéria os antepassados deste califado de idiotas, lá terá a nação do costume , a única com coragem, de lhes ensinar os progressos do comportamento humano moderno.

A princesa Nonô

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  A Nonô deixou-nos , foi para um mundo rosa onde se encontram outras princesas, onde habitam fadas, elfos e unicórnios, aquele portal mágico que só as crianças têm o direito de entrar. A Leonor pode não ter vencido a "maldita doença", mas aos 5 anos mostrou a coragem que muitos nunca terão em vida, enfrentando o destino sempre com um maravilhoso sorriso e recebendo doses de incondicional amor familiar.

O bom rebelde

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  Era "O bom rebelde" apesar de ser demolidor nos palcos de "stand up comedy", não poupando ninguém. Robin Williams via a gargalhada como veículo de realização pessoal, uma terapia - no papel transformista em Mrs. Doubtfire (Papá para sempre) e do incansável animador de rádio em "Bom dia, Vietname". Mas aquilo que marca a minha geração, mais do que a sua candura paternal no papel de médico em "Patch Adams", é a personagem assombrosa do "Clube dos Poetas Mortos", ensinando a arte do livre pensamento, "pois a maioria dos homens vivem vidas de silencioso desespero" - citando Thoreau, mas também dissertando sobre Frost e Whitman de modo a "aproveitar o dia", pois a vida é curta.