Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta comunismo

Quem tem medo da Rússia

Imagem
  Apesar de ainda não haver provas da tentativa de assassinato por parte do Kremlin de um antigo espião russo, esta história remete-nos para espisódios que aconteceram com personagens como Litvinenko, Anna Politkovskaia e Nemtsov. A Europa estava adormecida, assistiu passivamente à invasão da Geórgia, à anexação da Crimeia, ao retalhamento da Ucrânia e à fragmentação da Moldávia. Foi preciso um "ataque com arma química em solo europeu" para se perceber o que é a Rússia: um paraíso do cibercrime com uma economia estagnada que vive à base da exportação do gás e do petróleo, uma nação desejosa de ressuscitar o imperialismo, o mito soviético e o saudosismo da Guerra Fria, gostando de ameaçar militarmente os mais fracos. Agradeçamos então ao autoritário Putin por ter unido a velha Europa que tanto tenta dividir, no acto corajoso de expulsar diplomatas russos e mostrar que existem países que não têm medo da Rússia.

Despojos da revolução

Imagem
100 anos depois, a revolução marxista russa continua ser festejada por muita gente. Dá um certo ar romântico "lutar pelo proletariado", evitar "a exploração do homem pelo homem", berrar por uma sociedade igualitária, mas quando se espreme a história do comunismo resta uma ditadura totalitária sobre o povo, uma exploração dos ditadores sobre o homem e uma repressão sobre os direitos cívicos e individuais das pessoas. Nem vou falar nos milhões que pagaram com a própria vida tamanha tirania, é sim altura de homenagear historicamente aqueles que acham que o melhor regime político é a liberdade: os heróis da Praça de Tiananmen, os corajosos que saltaram e retalharam o Muro de Berlim, os audazes prisioneiros políticos chineses, cubanos e venezuelanos, e personagens valentes como Lech Walesa e Vaclav Havel.  

A História não o absolverá

Imagem
  A história de Cuba é clara como as águas das Caraíbas: substituiu-se um ditador de direita, Batista, por um de esquerda, Fidel. Para alguns, parece que existem ditadores bons e maus, consoante a costela política. Canonize-se então Fidel castrador das liberdades individuais porque alfabetizou o povo e promoveu a saúde grátis. Mas a História não absolverá quem, em nome da prometida revolução humanista, executou pessoas, prendeu quem tinha ideias políticas diferentes, ordenava trabalhos forçados, exílios e perseguições só porque alguém tinha uma orientação sexual diferente. Agora sim, Cuba é livre! 

Salto para a liberdade

Imagem
É engraçado verificar que, 25 anos depois, a queda do Muro de Berlim continua a gerar pruridos em muita gente, nomeadamente nos seguidores do regime socialista soviético. Para estes, existem os bons muros, "defensivos", como o da ex-RDA (República Democrática Alemã), e os maus, como o de Israel. Talvez seja um problema na qualidade do betão ou do arame farpado...Aquele salto sobre o muro da vergonha foi apenas a procura da liberdade, numa espécie de 25 de Abril a leste, pois a condição do homem não se padece com grilhões ideológicos, com regimes totalitários de policiamento político e de partido único sob controlo estatal.   

Castrador e castrista

Imagem
      Em Santiago de Cuba, um corajoso cidadão, aproveitando o silêncio da missa rezada por Bento XVI, gritou bem alto "abaixo o comunismo" e "abaixo a ditadura", sendo imediatamente manietado pelos fantoches de serviço do regime castrista e castrador. Os lacaios do partido silenciam a população, controlando as formas de comunicação com o exterior da ilha, entre reclusões e "trabalhos reeducativos" aos dissidentes políticos. Não paro de pensar no que acontecerá aquele bravo, aquela voz que ignora a cegueira partidária e a ideologia que sustenta uma ditadura. Como é possível usar uma t-shirt dum carrasco transformado em revolucionário e achar que isso é sinónimo de liberdade?

O querido sacana

As minhas férias na Coreia da Norte por Por instantes pensei tratar-se de um filme de "A Quinta Dimensão" ao ver o pranto dos norte-coreanos perante a morte de Kim Jong-il. As minha primeiras impressões, nauseadas, chegaram a uma conclusão - o medo, as décadas de isolamento, da ausência da realidade e a repressão provocavam aquele histerismo. Aquele a que estranhamente chamam de "Querido líder" foi responsável pela morte indirecta de milhares cidadãos através da fome, da tortura, da miséria, sacrificados pelo culto imbecil do narcisismo e do apetrecho nuclear que o legado soviético não foi capaz de satisfazer. Esta emulsão de comunismo com o socialismo tem muitos adeptos, por isso proponho que esses visionários passem uns dias nos calorosos campos de concentração norte-coreanos exercitando-se em trabalhos forçados, higienizados com lavagens cerebrais .