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De regresso à normalidade

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As eleições autárquicas de 2025 sustentaram o PSD como força política dominadora em Portugal, mas com o PS em recuperação, depois do desastre das legislativas que levou à demissão de Pedro Nuno Santos. O bipartidarismo regressou à normalidade pintando o país de laranja e vermelho, e o Chega, partido que propunha reconquistar o Algarve ao estilo de D. Afonso III, ganhou "estrondosamente" três pequenas câmaras, ficando atrás da CDU e do CDS-PP. O partido de André Ventura teve menos de metade dos votos das legislativas, confirmando que é um partido de protesto, de revoltados, que se extinguirá com o tempo, à semelhança do BE. Por fim, em Viseu, o "Cavaquistão" implodiu, e mais a norte, Manuel Pizarro revalidou o título de eterno perdedor "à moda do Porto".

Exterminadora implacável

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Trinta e sete anos depois da primeira saga do filme Exterminador Implacável, surge uma versão portuguesa tendo como protagonista a advogada e ex-comentadora da televisão Suzana Garcia. A candidata apoiada pelo PSD, afirmou, numa entrevista, que espera que o Bloco de Esquerda e o Chega sejam exterminados, depois de ter elogiado a castração química para abusadores sexuais e tendo se referido ao dirigente da SOS Racismo como "um parasita da sociedade". Lamento que o PSD, em vez de fazer uma oposição séria ao Governo, requisite "terminators" populistas que prometem aniquilar todas os extremos da direita e da esquerda que se atravessem no caminho e mesmo os ex-reclusos, pois "ninguém sai das cadeias melhor do que aquilo que entrou"! No entanto, enquanto o actor original se tornou governador da Califórnia, a exterminadora portuguesa promete ter a pior derrota de sempre do PSD nas autárquicas no concelho da Amadora.

Rio indomável

    Rui Rio tem todas as condições para assumir o terceiro mandato à frente dos destinos da Câmara Municipal do Porto.   Vencerá, porque é inconcebível que a sua maior adversária à autarquia tenha já garantido um lugar como eurodeputada em Bruxelas, se eventualmente perder. Na sua cidade, a candidatura socialista associa-se ao clube de futebol mais representativo procurando apoios, fazendo lembrar a vergonhosa intimidade no passado entre a Câmara e o séquito portista. Corajosamente, Rio acabou com este feudo, com a promiscuidade entre a política e o desporto, e, claro, ganhou inimigos, muito deles dissimulados.     Cáustico, incisivo, não se deixando amedrontar, cultivou uma imagem de líder, sendo legítimo apontá-lo como o futuro presidente do partido do seu coração, actualmente moribundo. Com uma carreira política exemplar ao serviço da social democracia arrisca-se a ser o novo rosto de oposição ao Governo, porque a batalha na cidade, contra tudo e todos, está ganha h...