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Regresso ao passado

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  Não está em causa a justa vitória do FC Porto no último clássico frente ao Benfica, mas o recente jogo entre estas equipas fez-me regressar ao passado, à década de noventa. Não houve guarda Abel mas houve Paulinho Santos a partir dentes e maxilares, não houve creolina no balneário mas houve a intimidação habitual: arremesso de bolas de golfe para o relvado, foguetes lançados na noite anterior junto ao Hotel onde pernoitava o Benfica, vandalização das suas casas e uma novidade este ano - bonecos insufláveis equipados de vermelho "enforcados" às portas do estádio. No filme habitual não falta o protagonista principal, o árbitro medroso e condicionado por um clima de ódio que vem das bancadas. Isto é uma guerra incentivada por dirigentes, malfeitores, grunhos, parasitas e fanáticos que vai acabar mal, pois ninguém sabe para que serve a “Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto”, recentemente criada pelo Governo e que prometia segurança, valores éticos, re...

Falta de cultura desportiva

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Havia muito para dizer em relação ao último FC Porto - Benfica mas não posso deixar passar em claro o clima de intimidação que se continua a verificar sempre que o Benfica visita a cidade do Porto. Desde foguetes e petardos que rebentam junto ao hotel do Benfica antes do jogo até ao apedrejamento do autocarro, a cidade Património Mundial continua a ser um mundo à parte que assusta turistas pois ninguém é identificado e responsabilizado pelas autoridades devido a estes crimes. A presença de um simples cachecol ou camisola é motivo para meia dúzia de mansos - que nunca se insurgem quando o patrão os explora, quando algum político ou banqueiro os esmifra -, se transformem em grunhos. Depois queixem-se que as assistências de alguns jogos dos campeonatos distritais sejam superiores aos da Primeira Liga ou que o IVA das touradas seja mais baixo do que o futebol!

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço

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  Alguém diga ao treinador do FC Porto para terminar com "este clima de suspeição sobre os jogadores" que tanto o incomoda, tem que dar o exemplo. Num jogo com o Tondela, acusou a  agressividade dos beirões em comparação com a passividade frente ao Benfica. Pode-se também deslocar à Senhora da Hora, no canal do clube, e mandar calar o director de comunicação que lança desconfianças sobre todos os agentes do futebol, acabando por arruinar o próprio negócio. Por outro lado, é ridículo ver o presidente do Sporting sentado na Assembleia da República, na "casa da democracia", quando está farto de atacar a comunicação social, censurando jornais, televisões, rádios, discursando sobre "violência vs valores", quando é o próprio a instigar o ódio, lembrando um incendiário a dar aulas a um bombeiro. Estas personagens são como o ditado: olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.

Os renegados

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O Benfica é um clube extraordinário: permite que uma pessoa insolvente publique um livro, mesmo falando mal do emblema, de modo a ajudá-la a pagar o que deve! Enquanto o credor esfrega o olho, perdão, as mãos, escreve-se um livro baseado em correspondência electrónica roubada. O "Zé Cabra" da escrita aliou-se a um blogueiro doutorado em História mas parecem renegar factos passados, por isso eu sugiro um título para a 2ª edição do livro que acabe com tanto puritanismo: "Fruta para dormir, rebuçado e café com leite", "A creolina nos balneários", "O Famoso Guarda Abel", "Mandei um árbitro para o Brasil", "Fuga para Vigo", "Uma aventura no Centro de Treinos dos Árbitros e na casa de suas famílias",  "Largos dias têm quinhentinhos", "Sabes que o melhor está para vir quando te sentares num tribunal", e "Sei o que tens feito há mais de trinta anos"!

Telhados de vidro

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  Depois do "funcionário do ano" ter divulgado emails mencionando a suposta existência de uma rede de influência do Benfica sobre estruturas de decisão do futebol para influenciar a arbitragem em Portugal, sabe-se agora que também o director-geral do FC Porto está a ser investigado por "factos susceptíveis de integrarem o crime de corrupção no fenómeno desportivo". O ditado nunca falha: "quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho". Por outro lado, gostava de ver a reacção dos caçadores de bruxas do futebol português, aqueles coscuvilheiros e justiceiros da Internet dos tempos modernos que pirateiam criminalmente correio electrónico privado deturpando-o e publicando-o fora do contexto, bem como o destaque dado por alguma comunicação social que participa neste voyeurismo e só rasga as vestes consoante a cor da camisola do clube.

Ressentidos e vingativos

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  Quero elogiar a  SIC por não ter aceite a imposição do FC Porto de negar a entrada do ex-autarca Rui Rio no pavilhão do clube, por ocasião de uma emissão especial do programa televisivo "Quadratura do Círculo". E se o clube da cidade tem o direito de receber quem quer, em sua casa, também Rui Rio, como antigo edil, teve legitimidade para não se meter no lamaçal chamado futebol, de questionar Planos de Pormenor urbanísticos, de evitar as relações perigosas entre o desporto e a política - daquelas em que se oferece centros de estágio pagos pelo erário público. O ressentimento portista é feio, vingativo, de uma pequenez confrangedora que rebaixa a cidade e afugenta os visitantes.

Não estraguem as modalidades amadoras

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  A passada quarta-feira foi uma má propaganda para o basquetebol português . No pavilhão do FC Porto, com uma transmissão televisiva à revelia da Federação e após a equipa da casa ter perdido o título de campeão nacional para o Benfica, voltou o mau perder do costume. Pedras, isqueiros, cadeiras, todo o tipo de objectos e até um incêndio serviu para descarregar as frustrações nos atletas encarnados. Quem atiçou o fogo, quem chama aos outros "adeptos do clube do fascismo", de burros, quem cultiva a semente do ódio a Lisboa, quem assiste da poltrona presidencial e vê o circo a arder é o mesmo que desculpa os seus e tem a distinta lata de culpabilizar a polícia . Não deixem que esta gente estrague as modalidades amadoras à semelhança do que fizeram com o futebol.        

Bloqueio mental

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Parece que um  cidadão apresentou queixa ao Ministério de Educação por causa de uma educadora de um jardim-de-infância , em Mafra. Não foi pela competência da educadora, não foi pela qualidade da comida da cantina, não foi pela eventual existência de um crucifixo na sala de aula, foi apenas devido a uma adaptação de uma cantiga infantil com saudações ao Benfica. Tomando as dores dos outros, o FCP, em forma de ruminação mental, emite um ofensivo comunicado fazendo alusões ao fascismo, aos "ayatollahs", às madrassas, misturando liberdade de escolha e opinião daquele pai com moralidade saloia. Há clubes que nunca mudam, mas confesso que os meus complexos de inferioridade ficam exaltados quando vejo batas azuis, sebentas verdes, babetes amarelas e giz branco! 

Desbloqueio arbitral

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  À tarde, no Marquês de Pombal, em Lisboa, um concerto de Stravinsky para celebrar a chegada da Primavera, à noite, no Estádio da Luz, depois da derrota do FCP para a Taça da Liga, o escarcéu, o habitual Sermão de Santo António aos Peixes proferido pelo padre do costume, por aquele que até agora tinha dito que "os árbitros têm sido uns heróis" . Ele bem tenta curar a cegueira dos seus adeptos, ele bem tenta desvalorizar esta competição porque nunca a ganhou, ele bem sabe que a sua equipa e o seu treinador são medianos, ele bem sabe que sem o erro de arbitragem que lhe permitiu ganhar na Luz, para o campeonato, já tinha sido apeado da corrida ao título. Porque dizem por aí que o Estádio da Luz é um salão de festas para outros clubes, talvez por isso a UEFA o tenha escolhido para ser palco da final da Liga dos Campeões em 2014 ,  agora que houve desbloqueio arbitral e uma vitória honesta e justa .

A farsa

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  No Estádio da Luz , os benfiquistas sentiram o travo frutado na boca, a indigestão de uma mariscada e os resquícios da impunidade de presidentes de clubes de futebol que recebem árbitros em suas casas em busca de aconselhamento familiar. Entre erros próprios, incompetência do treinador e de dirigentes encarnados, quando chega o momento da verdade, das decisões, lá surge a mão arbitral que embala o berço do futebol português há mais de trinta anos.  A farsa continua, de " proençada em proençada " até à destruição final do futebol, até que, os adeptos, fartos de tanta comédia, não contribuam mais para esta indústria que se alimenta do maior clube português e se dediquem a actividades mais genuínas.

A loja do mestre André

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    Afinal, a madeira da " cadeira de sonho " tinha caruncho e partiu-se. Na loja do mestre André venderam-se ilusões, promessas e juras eternas, nada que qualquer fax e uma transferência bancária não resolvam. No entanto, parece que havia outro, o adjunto, transformado em obreiro de títulos de última hora. Gabo-te a coragem por saberes que os clientes do costume viriam à tua loja apresentar reclamação, furibundos, chamando-te traidor e apelando às vigílias . Obrigado mestre André por este alto momento de comédia e ironia, aprendeste com os melhores, porque foi preciso alguém de sangue azul pagar na mesma moeda a quem inventou a arte de desviar jogadores e treinadores praticamente assegurados noutros clubes utilizando o cinismo e o poder do dinheiro.

Baía de sinceridade

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    As palavras de Vítor Baía, criticando o clube do seu coração por fechar-se ao exterior e não o ter homenageado - como os mais de 400 jogos pelo FC Porto e o seu palmarés invejável assim o exigiam - revelam que mais do que um portista está ali um desportista. O prefixo faz toda a diferença: por mais lavagens cerebrais que se façam em determinados clubes, por mais que se atice os sócios e adeptos, por mais que se renegue o passado e a deontologia profissional por um miserável prato de lentilhas , a opinião livre e certeira é mais poderosa do que discursos encomendados  e outros tantos ao melhor estilo talibã.

Mimados e beneficiados

  Costuma dizer-se que não se deve cuspir para o ar sob pena de nos sujarmos. Vem isto a propósito das declarações de André Villas Boas, técnico do FC Porto, ironizando com o facto do SL Benfica ter sido escandalosamente prejudicado pela arbitragem em Guimarães. Que se repetisse o jogo, disse ele, de forma jocosa. Não é que, passadas algumas semanas, provou do mesmo remédio, no mesmo local, com a particularidade de ter fantasiado com uma penalidade que ninguém viu, nem mesmo o seu fiel jornal diário desportivo. Um tremenda falta de fair-play, frequente naquelas paragens, pouco habitual nos de sangue azul, que nem a sua recente retratação desculpa. Se a sua intenção era imitar Mourinho, faltou-lhe classe, se o seu esforço é seguir as pisadas de Robson, faltou-lhe humildade. Sem necessidade, a sua equipa continua a praticar excelente futebol.

Dias de tempestade

  No passado dia 18 de Março, o Mistral - um vento seco e cortante - fustigou a Provença, nomeadamente a cidade de Marselha. Chegou tarde, vindo de noroeste, mas paradoxalmente aqueceu o coração de muitos emigrantes e benfiquistas presentes no Vélodrome. Enquanto isso, em Portugal, assistia-se a uma espécie de intifada para as bandas de Alvalade : um bando de energúmenos atiçados por dirigentes desportivos ávidos de protagonismo . Como não bastasse, no último Domingo, o Algarve foi castigado por um vento do Levante fora de época. Soprou quente, arrancou pedras, vidros, provocou feridos e fez disparar as vendas de medicamentos contra a azia. Queria pensar que houve uma equipa superior a isso tudo, mas infelizmente, há sempre alguém disposto a estragar o futebol em nome do ódio. 

O princípio da crise

Não convivo com o mal dos outros, mas quando vejo adeptos do F. C. Porto esperarem adversários europeus do Benfica ao aeroporto, incentivando-os, não posso evitar um sorriso ao constatar a humilhação portista em Londres.  E mandando o patriotismo hipócrita às malvas, aqueles que assinaram em cinco minutos e os amnésicos de ocasião, devem ter noção de que não voltarão tão cedo ao palco dos Campeões. Mas prevendo estragos futuros, num gesto de falsa solidariedade, logo tratam de lamentar-se pelas poucas verbas atribuídas aos participantes da Liga Europa comparativamente à Champions.  Entre promessas sobrenaturais , confrontos físicos entre atletas , transferências abortadas , apitos vermelhos, túneis sem guardas, vigílias, ameaças à comunicação social e incompreensíveis empréstimos de jogadores , já não disfarçam aquele que pode ser o maior descalabro financeiro de sempre e de proporções desportivas inimagináveis. 

Jornalismo faccioso

Há um jornal semanário do Porto que gosta de reflectir sobre os problemas do norte de Portugal e defende a regionalização administrativa. Sem dúvida que é um projecto nobre, no entanto, os valores da "pluralidade, rigor, isenção e honestidade" que tanto apregoa, deveriam ser usados em todas as situações e não só aquelas em que "malhar" em Lisboa é a palavra de ordem. Por exemplo, quando os seus iluminados opinadores ironizam com a ajuda da Câmara Municipal da capital ao Benfica, convinha lembrarem-se da condenação do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto por beneficiar o Boavista FC ou da nebulosa execução do Plano Pomenor das Antas em que o FC Porto foi parte envolvida. Aliás, era bom dissertarem sobre o Centro de Treinos Olival-Crestuma e como foi parar às mãos desse mesmo clube. E se o futebol é um tema gasto, uma leitura às derrapagens financeiras na construção do Metro do Porto, da Casa da Música, e na ampliação do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, seria i...

Patético desespero

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  Como é que alguém condenado pela justiça desportiva   - por um órgão jurisdicional que exerce o poder público delegado pelo Estado – continua a ignorar esse castigo, debitando ofensas contra outros clubes, confundindo responsabilidade desportiva com a civil? Não obteve absolvição desportiva e viu mesmo o seu clube do qual é presidente ser castigado, mesmo assim, com a presunção que lhe é conhecida, vem arvorar-se em paladino da honestidade por terem sido arquivados todos os processos criminais exigindo uma investigação que ele designa por “apito encarnado”.  Tal satisfação só é comparável ao facto de as escutas telefónicas terem sido declaradas inválidas em processos disciplinares desportivos...  O nervosismo do senhor Pinto da Costa é evidente: fechando-se a torneira dos milhões da Liga dos Campeões, a gestão do seu clube ficará seriamente ameaçada. Aliás, era interessante explicar aos seus consórcios o motivo do FC Porto apresentar resultados financeiros nada favor...

E pluribus unum

        Saíram goradas as expectativas daqueles que tinham a certeza de que o Benfica cairia na classificação do campeonato nacional de futebol no final de Dezembro. Os dias que antecederam o último jogo com o FC Porto revestiram-se de chorrilhos arrogantes por parte do adversário, de que a vitória deste era um facto consumado. Profetas da desgraça travestidos de comentadores desportivos e cartomantes que adivinhavam o onze encarnado, alinhavam-se com os fazedores de notícias em que elementos ligados ao Benfica tentaram agredir e intimidar presidentes de outros clubes bem como árbitros. Como não bastasse o circo montado, na jornada anterior, em Olhão, uma equipa local estranhamente aguerrida amputou o Benfica de importantes atletas. No Domingo passado, a trupe falhou redondamente porque simplesmente menosprezou o dístico da bandeira encarnada - " E pluribus unum " - um entre muitos; uma simbiose de união, esforço, garra e sacrifício que catapultou a vitória.

Êxito desportivo?

Em Portugal conquistam-se tetracampeonatos de futebol como quem come uma peça de fruta. Dizem que é devido à competente organização e estabilidade. Na Europa não encontramos praticamente nenhum clube que iguale tal façanha mas verificamos a existência de um poder judicial forte, imparcial, sem qualquer tipo de temor reverencial à figura desportiva. Uma justiça que não se demite das suas funções nem tampouco expede cartas-brancas para relações institucionais menos claras: com os políticos, nos órgãos jurisdicionais desportivos, na arbitragem, na tristemente instrumentalizada comunicação social, nas transacções obscuras entre jogadores, em subterfúgios processuais, no tráfico de influências e nos compadrios. Tão importante como o próprio jogo e perante a impossibilidade de se apagar o passado, este é o êxito desportivo que alguns  hipocritamente glorificam.

Burlas a Norte

Passou despercebida nos media ligados ao desporto, e em particular ao futebol, com excepção do Record , uma das maiores burlas da Banca portuguesa, que envolveu mais de 170 milhões de euros (cerca de 3,5 milhões de contos) e nomes sonantes do futebol do Norte do país. O autor desta proeza, na altura vice-presidente do FC Porto e administrador da FC Porto SAD, mas também gerente da Agência do Banco Mello (grupo BCP) no antigo edifício das Antas, no Porto, Nuno Espregueira Mendes, foi recentemente condenado a 6 anos de prisão efectiva por burla agravada. Segundo o acórdão que o condenou, Espregueira Mendes montou uma negociata tipo D. Branca, pagando altíssimos juros (10% ao mês) à conta de depósitos na “sua” Agência (para o que ele próprio “financiava” os seus “clientes”), os quais eram investidos em aplicações com elevadas taxas de juro, aproveitando-se da alta de valores mobiliários (Bols...