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Cromofóbicos

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Se os deputados do Chega querem continuar a fazer figuras tristes no Parlamento usando cravos verdes e pretos na lapela, por ocasião das cerimónias do 25 de Abril, é melhor ficarem em casa no próximo ano. Parecem aqueles complexados com a cor vermelha que dizem ter sangue azul ou não suportam ver o Pai Natal vestido de vermelho e branco. Para esses cromofóbicos que têm medo da cor, que têm um transtorno que só permite ver o mundo a cinzento desbotado ou um daltonismo que não enxerga o facto de um golpe militar ter-se transformado numa celebração popular apartidária, fico admirado como tais personagens ainda não se lembraram de criar uma petição para retirar a cor vermelha da bandeira portuguesa!

Predadores narcísicos

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Gabriel Mithá Ribeiro, ex-vice-presidente do Chega e antigo deputado da Assembleia da República, disse que André Ventura tem uma patologia a nível mental e que é "um predador narcísico incurável." O tudólogo do Observador defensor do nacionalismo, diz que o racismo deixou de existir no século XXI - menos quando foi rejeitado como vice-presidente da Assembleia da República. No passado,  bajulava o "pai fundador do Chega", que ele era "a cura de uma sociedade mentalmente doente", mas agora afinal é um "demónio vingativo" irracional, tóxico, autoritário, frio e irresponsável. Zangando-se as comadres, sabem-se as verdades de um partido cheio de incongruências, paradoxos, contradições, vinganças, enxameado de oportunistas, de pessoas pouco recomendáveis, de populistas psicóticos desejosos de poder numa guerra de "fachos", perdão, de tachos. 

Um país estranho

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Estranho país este que voltou a eleger para primeiro-ministro alguém que trespassou para a família a empresa de onde recebia avenças quando já era governante, armando-se em vítima e provocando eleições legislativas. País sem memória este que, 51 anos depois do 25 de Abril, parece querer voltar aos momentos mais negros da sua história ao escolher um partido de inspiração fascista para minar a Assembleia da República. Daqui a alguns anos, lembrem-se de dizer aos vossos filhos e netos que votaram no Chega, um partido que utiliza o medo e a propaganda falsa como instrumento de motivação, que em Maio de 2025 cuspiram na democracia e na própria Constituição, abrindo caminho para o autoritarismo e o controlo dos direitos dos cidadãos.

Políticos e cidadãos de bem

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A figura do chamado "político de bem", eleito por "cidadãos de bem" que foram seduzidos por "discursos de bem", chegou a Portugal através dos populistas do Chega. Ultimamente, a tal alternativa política da moralidade e dos bons costumes anda mergulhada em polémicas e os seus deputados têm ou tiveram problemas com os tribunais em Portugal. Reparem na hipocrisia, os políticos e os "cidadãos de bem" apontam o dedo aos outros porque acham-se superiores, representantes da sociedade ideal, mas fazem pior ou igual aos "impuros". Este texto foi escrito por um "cidadão do mal" para ser lido por "políticos de bem" e "pessoas de bem".  

Jamais passarão

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O ataque ao Centro Ismaili, em Lisboa, assanhou os eleitores do Chega e gerou aproveitamento político do seu líder culpando a "política de portas abertas sem qualquer controlo", mesmo que tudo indique se ter tratado de um acto específico do foro psicológico e não um acto terrorista. Nas redes sociais, a chusma de oportunistas do costume apontou o dedo aos migrantes, imigrantes, refugiados, tentando associar o trágico episódio ao radicalismo islâmico e culpando-os pelos males do país. Por mim, e tenho a certeza que pela maioria da sociedade portuguesa, tenho a dizer-lhes que jamais passarão!

Altares e palcos

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  Já não bastava a polémica relacionada com o vergonhoso preço da construção do altar por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, ainda temos que levar com pessoas a quererem palco, como foi o caso da "artista" que interrompeu uma peça de teatro, em Lisboa, protestando contra o facto de um actor do sexo masculino representar uma personagem transexual. Por último, na Convenção do Chega, também subiu ao palco gente com verdadeiras habilidades da arte política do vazio, sonhando fazer parte do próximo governo através do berro, da arruaça e do populismo radical.

Os fascistas do futuro

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  Não tenho qualquer simpatia por André Ventura nem pelo seu partido mas desatei a rir quando soube que Ana Gomes quer ilegalizar o Chega por causa da sua ideologia ligada à extrema direita, isto vindo de alguém com um passado ligado a um partido de extrema esquerda, sem falar no desrespeito para com meio milhão de portugueses que votaram nas últimas presidenciais, a não ser que considere que existe igual número de fascistas em Portugal, nomeadamente no Alentejo. Alguém disse que "os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas", respeitando a democracia só quando convém, ignorando o Tribunal Constitucional e a vontade dos cidadãos que estão fartos da classe de políticos profissionais de discursos ocos à qual Ana Gomes pertence. Silenciar e ilegalizar estes fenómenos em vez de saber o porquê de tanto descontentamento político é como tentar cortar os membros de uma hidra mitológica e vê-los crescer cada vez mais.    

À direita nada de novo

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    Tenho a impressão que à entrada de leão do novo presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, mais conhecido por "Chicão", vai seguir-se a saída de sendeiro, à "Chiquinho". Esta direita quer ser sexy, apresenta caras jovens mas vícios conservadores antigos, pois segundo o novo líder o aborto devia ser criminalizado e o casamento entre pessoas do mesmo sexo devia ter outra designação. Dirige-se aos partidos de esquerda como a "quadrilha das esquerdas unidas" ao mesmo tempo que abre a porta a um entendimento suicida com a extrema-direita do Chega, cujo líder, André Ventura, deseja devolver a colega deputada Joacine Moreira ao seu país de origem!  À direita carregada de populismo nada de novo, finge ser liberal mas é pouco respeitadora da diversidade individual e da democracia.