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O lóbi do sangue

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Não devíamos estar a discutir a redução do IVA nas touradas mas sim a abolição do "espectáculo" tauromáquico. Sabemos que o Parlamento rejeitou recentemente uma proposta nesse sentido, mas não deixa de ser anormal que este seja o mesmo local onde foi aprovado um diploma que põe fim ao uso de animais selvagens nos circos e nas ruas, o respeito pelo bem estar animal. Insólito também é a regressão de valores morais e culturais, pois em séculos passados personagens como o primeiro-ministro Passos Manuel proibiram as touradas, considerando-as um "divertimento bárbaro e impróprio de nações civilizadas". Lamento que  a Assembleia da República se vergue ao lóbi sanguinário e não ouça uma maioria que sente enorme repulsa por tão abjecta "tradição". Tenho pena que o Governo não se entenda, que permita transmissões de touradas no serviço publico de televisão, que a "gerigonça" tenha elementos que se comportem como bandarilheiros, que a ministra da Cultura r...

Agonia animal

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Isto do empreendedorismo tauromáquico é um bocado estranho. Designam-se por "prótoiro" e à partida dão a impressão que querem o bem do bovino. Mas não, querem transformar as festas religiosas de Viana do Castelo numa verdadeira agonia animal, onde a romaria dos pescadores dará lugar a um mar de gente sedenta de sangue. À touraria, nem falta o consentimento de um insensato tribunal , dando cobertura à cada vez mais diminuta manada de aficionados deste atraso civilizacional.

O fim do "espectáculo" degradante

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                                                Revista "Veja"    A Catalunha não se orgulha somente do Futebol Clube de Barcelona de Lionel Messi, das melhores estações de esqui de Lérida e Girona, nos Pirenéus, das grandiosas obras arquitectónicas de Gaudí, das inúmeras telas pintadas por Dalí e Miró, das fantásticas praias da Costa Brava e Dourada, do glorioso passado histórico de Tarragona. Juntamente com as Canárias, orgulha-se de ser a segunda região da Península Ibérica a proibir as corridas de touros . Ontem, como hoje, a modernidade catalã faz a distinção entre a tradição cultural e o abjecto ritual de sangue desrespeitador da dignidade animal a que chamam "espectáculo".

Impunidade em Monsaraz

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  Foto de Carlos Andrea    Compreende-se que - num País onde casos mediáticos como o "Apito Dourado"e "Casa Pia" diluem-se em manobras processuais emperrando os tribunais, acabando-se com a noção que não foi feita justiça - matar ilegalmente um touro em Monsaraz frente a uma multidão histérica e sedenta de sangue, vai acabar como nos anos anteriores: com a conivência das autoridades, da autarquia, do Governo Civil de Évora, com a impotência da Inspecção-Geral das Actividades Culturais e, finalmente, com o arquivamento da praxe no Tribunal de Comarca. Parecem saídos de um argumento de um filme de Kusturica - uma comédia burlesca onde se conclui que o culpado foi o touro!  

Tradições degradantes

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  A Catalunha cravou um ferro nos aficionados por corridas de touros. De facto, a proibição das corridas de touros nesta região autónoma é um sinal de que as coisas podem mudar em Espanha, Portugal, França e países sul-americanos de tradição tauromáquica. Mas lá, como cá, o Partido Popular teima em ter protagonismo para não dizer ridículo: a solicitação de Rajoy para que a "fiesta" seja reconhecida pela Unesco como Património Imaterial da Humanidade e a associação do CDS-PP a uma corrida nas Caldas da Rainha. Até compreendo que em Espanha o lobby taurino esteja desesperado pois a receita desta indústria é gigantesca, já em Portugal, é vergonhoso o patrocínio de um partido político a este tipo de eventos . Pior do que isso é ver o seu líder partidário dizer que "não confunde política com entretenimento". Dá-me voltas ao estômago: se para uns as touradas são tradições sanguinárias, para outros são sinónimo de diversão do novo-riquismo português.

Direito dos animais

Sem dúvida que o ano de 2009 tem sido bom para os defensores dos direitos dos animais, nomeadamente quanto à proibição de touradas pelas autarquias. Só foi pena a outra classe política representada na Assembleia da República ter rejeitado um projecto-lei  sobre a proibição de uso de animais em circos. Neste aspecto, a ANIMAL , pela voz do seu presidente, irreverente e audacioso, tem denunciado aquilo que a grande maioria das sociedades modernas condenam: o desprezo pela Declaração Universal dos Direitos do Animal, proclamada pela UNESCO .  A juventude, tantas vezes criticada noutras ocasiões, tem dado um contributo importante para a mudança das mentalidades arcaicas deste País  no que respeita aos animais:  contra os lobbies, contra grupos económicos que exploram o sofrimento animal e contra aqueles que estão sentados numa bancada protegidos por tapumes exigindo sangue.

Touradas deprimentes

É asqueroso ver como o "lobby" tauromáquico se movimenta em Portugal. Já não bastava o "serviço público" da RTP oferecer este espectáculo retrógrado, também a TVI, e agora mais recentemente a SIC, associam-se a estas lides degradantes e cobardes. De facto, ninguém duvida de que o Homem consegue ser superior a qualquer animal ao usar as suas armas. Hilariante seria ver o toureiro nu em frente ao touro numa arena! Este enorme mamífero, ao ter sistema nervoso central, tem capacidade para sentir dor, ansiedade, medo e sofrimento. Infelizmente existem pessoas que enriquecem com o sangue derramado de outrem – são os patrocinadores - acotovelam-se para colocarem os seus reclames nestes anfiteatros. Outros falam em nome dos costumes ignorando que as tradições nunca se deveriam sobrepor á prática de valores nobres e dignos. Como disse Gandhi, "a grandeza de uma nação pode ser julgada pela forma como os seus animais são tratados". Já agora, a ablação feminina t...