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Moção de desconfiança

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Em vez de criar este forrobodó no Governo e fazer-se de vítima, o primeiro-ministro devia copiar o exemplo de Hernâni Dias, o antigo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que tinha criado duas empresas imobiliárias que poderiam beneficiar da lei dos solos, e demitir-se. Preferiu trespassar para a família a empresa de onde recebia avenças quando já era governante, escondendo a violação do dever de exclusividade, indo de encontro ao conflito de interesses. Luís Montenegro vai conseguir aprovar a única moção possível - a da desconfiança - por mais serviçais políticos que envie para intoxicar a opinião pública portuguesa na tentativa de limpar-lhe a imagem.

Salvadores da pátria

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Sete meses depois de vencer as eleições legislativas, a propagandeada "mudança" da Aliança Democrática não existe.  A saúde continua um caos, o acesso às urgências hospitalares de obstetrícia e pediatria continuam condicionadas ou encerradas. Na educação, duas semanas após o início lectivo, cerca de 100 mil alunos estão sem professor a pelo menos uma disciplina. Sucedem-se os comportamentos inconvenientes: o ministro da Defesa, Nuno Melo, quase ameaçou tomar Olivença, por sua vez, a ministra da Administração Interna, chamuscou-se na gestão dos incêndios. Num acto de chico-espertice, mexeram na taxa de carbono, o que fez com que o preço dos combustíveis não desça, afectando também o preço de venda do gás engarrafado. Aqueles que consideravam a AD como os salvadores da pátria andam calados, outros andam à rasca, suplicam para que haja um entendimento político porque sabem que a cabeça do governo está no cepo de corte, à espera do golpe final que irá ser dado pelo Orçamento de E...

O pacto do diabo

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  Afinal, Passos Coelho tinha razão, o Diabo finalmente apareceu ao fim de oito anos à porta de um tribunal, no Campus de Justiça, em Lisboa, encarnando no seu próprio corpo. O anjo rebelde expulso do céu e que nos salvou do abismo, anunciou uma espécie de pacto político entre o diabo e o demónio, pois não exclui alianças entre o PSD e o Chega, acusando adversários de "indecente e má figura". Não lembra ao diabo a governação que foi "além da troika", de nesse tempo ter vendido e privatizado a alma das empresas portuguesas ao diabo, de andar o diabo à solta na sociedade portuguesa com o brutal aumento de impostos e de ter o diabo no corpo com os cortes que efectuou em pensões e salários.    

Sei o que fizeste na bancada parlamentar

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Cinco minutos depois de Marcelo Rebelo de Sousa convocar eleições antecipadas e dissolver o Parlamento, na sequência da demissão de António Costa, o presidente do PSD, Luís Montenegro, mostrou vontade de ir ao pote, dizendo, em jeito de campanha, que "é preciso virar a página do empobrecimento" e nem é necessário "emigrar por falta de resposta na habitação". O povo sabe o que o antigo Presidente da bancada parlamentar do PSD fez como porta voz do Governo de Passos Coelho, um protagonista daqueles anos de brutal austeridade que eliminou subsídios de férias e de natal de funcionários da administração pública, dos seus pensionistas e também dos privados, alguém que fez parte de um partido que convidou os portugueses a emigrar, pois só sairíamos da crise "empobrecendo", jamais pode ser tão hipócrita e representar uma solução para o país.

O homem que nunca se engana

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O homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas, pois até disse que podíamos confiar no BES, tornou a sair do sarcófago e conseguiu transformar-se no oráculo da direita portuguesa, fazendo a oposição que o actual líder do PSD não é capaz. Diz que António Costa "perdeu autoridade" e lembrei-me logo daqueles velhos tempos do "cavaquismo" onde havia uma mistura de autoridade com brutalidade policial, no famoso bloqueio da Ponte 25 de Abril, na carga policial contra os estudantes do ensino superior e até nos confrontos de polícias contra polícias, no célebre episódio dos "secos" e "molhados". "Desastrosa", foi também a crise das alegadas escutas em Belém, no verão de 2009, quando surgiu a encenação de que a sua Presidência da República estava a ser vigiada pelo Governo de José Sócrates. Quanto aos "rebates de consciência", espero que lhe cause remorsos a política de propinas, o princípio do utilizador-pagador, a criação dos re...

Exterminadora implacável

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Trinta e sete anos depois da primeira saga do filme Exterminador Implacável, surge uma versão portuguesa tendo como protagonista a advogada e ex-comentadora da televisão Suzana Garcia. A candidata apoiada pelo PSD, afirmou, numa entrevista, que espera que o Bloco de Esquerda e o Chega sejam exterminados, depois de ter elogiado a castração química para abusadores sexuais e tendo se referido ao dirigente da SOS Racismo como "um parasita da sociedade". Lamento que o PSD, em vez de fazer uma oposição séria ao Governo, requisite "terminators" populistas que prometem aniquilar todas os extremos da direita e da esquerda que se atravessem no caminho e mesmo os ex-reclusos, pois "ninguém sai das cadeias melhor do que aquilo que entrou"! No entanto, enquanto o actor original se tornou governador da Califórnia, a exterminadora portuguesa promete ter a pior derrota de sempre do PSD nas autárquicas no concelho da Amadora.

Rodeados de maçons

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Ao ver ser discutido no Parlamento essa questão tão importante para a humanidade dos políticos serem obrigados a declarar se pertencem a sociedades secretas, cheguei à conclusão que os deputados do PAN e do PSD não têm mais nada para fazer.  Os cidadãos não querem saber da vida intima dos políticos, se vestem avental, togas, luvas brancas, se tomam banho de água fria, auto-flagelam-se para sentir a dor ou se andam com um frasco de água benta no bolso, mas apenas cumpram honestamente e com competência a causa pública para à qual foram eleitos. Ainda ontem o meu vizinho de fato escuro que vinha da missa e deixou cair um esquadro, confessou-me uma série de rituais com máscaras e álcool gel, que se descalça ao entrar em casa  e desinfecta as compras da loja, contou-me o seu hábito de acender velas em candelabros e ouvir música clássica antes de vestir o avental para adiantar o jantar da família, só aí percebi que deve pertencer à maçonaria ou à Opus Dei!  

Os castelhanos

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Seiscentos e trinta e seis anos depois das forças de Castela terem cercado Lisboa, um autarca de Ovar exige uma cerca sanitária à capital por causa do aumento da taxa de transmissão do vírus. Esta espécie de Conde Andeiro do reino do PSD vem acompanhado dos habituais peões, besteiros, políticos, comentadores, ressabiados, virulogistas da internet, regionalistas e até treinadores de futebol que sempre quiseram ver "Lisboa a arder". Quando em Abril, a região norte era a mais afectada pela pandemia, contabilizando 60% dos casos nacionais, não me lembro de alguém dizer que o Porto estivesse a colocar em risco todo o País e quando se falou na hipótese de um cordão sanitário na cidade essa medida foi logo apelidada de "inútil, extemporânea, absurda, infeliz, medieval e despropositada" pela trupe que hoje quer cercar a Grande Lisboa. Já que os castelhanos dos tempos modernos não querem juntar-se ao português para ganhar a guerra contra a pandemia, peçam a independência ou ...

O vencedor

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Eu sei que alguns costumam desvalorizar as vitórias políticas de Rui Rio, mas quem vence Fernando Gomes, Francisco Assis, Elisa Ferreira, Santana Lopes, redacções de jornais, caciques e pseudo notáveis do Norte, claques, presidentes de clubes de futebol e quem derrota o fiel discípulo de Passos Coelho, Luis Montenegro, por três vezes, merece um pouco de consideração pois é um homem corajoso, frontal e equilibrado. É hora dos militantes do PSD apoiarem o vencedor, baixarem os egos e deixarem-se de politiquices, de jogos de interesses, dos compadrios, de clientelismo, para recuperarem os votos dos eleitores descontentes que fugiram para a direita radical,  pois o país só tem a ganhar com uma oposição forte e credível.

O monte negro

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Não fiquemos escandalizados com o que está a acontecer no PSD, onde a ambição desmedida, o ego de um homem se sobrepõe aos interesses do partido, porque já aconteceu ao PS, em 2014, quando António Costa considerou a vitória de António José Seguro nas eleições europeias de "poucochinha" e o afastou da liderança. Costuma dizer-se que qualquer cópia é pior do que o original, ainda para mais feita por alguém que foi durante muito tempo líder parlamentar, uma caixa de ressonância dos quatro piores anos das nossas vidas. O monte é negro, sombrio como aqueles anos da troika e o caminho para as legislativas de Outubro é colado a um abismo, mas Rui Rio vai escalá-lo e olhá-lo de frente pois já defrontou de tudo: caciques, maníacos do futebol, "notáveis" da cidade do Porto, pseudo forças vivas do Norte e agora uma espécie de mistura de Passos Coelho com José Relvas.

Seja bem-vindo se vier por bem

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O PSD atravessa a fase mais crítica da sua existência e Rui Rio tem uma tarefa mais complicada do que aquela que o levou a ser o autarca que mais tempo presidiu à Câmara Municipal do Porto.  O monte negro da oposição interna, o ressentimento portista dos pseudo notáveis da cidade e a relação com um governo que foi de brutal austeridade prometem travar o caudal do rio. Sabemos que a herança é pesada mas seja bem-vindo se vier por bem, se decidir afastar o espectro cavaquista e os tiques de bandeira da lapela. Que valorize o interior como prometeu e recupere a social democracia de Sá Carneiro, pois todos temos a ganhar com uma oposição forte. 

O legado de Passos Coelho

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  Dá impressão que os eleitores quiseram dar uma vassourada no PSD nestas eleições autárquicas e os candidatos associados ideologicamente com o partido levaram por tabela. Já foi tarde, devia ter sido em 2015, por ocasião das Legislativas, mas mais vale tarde do que nunca - os portugueses afirmaram que não querem voltar aqueles anos de brutal austeridade porque afinal havia alternativa. O legado de Passos Coelho não é para esquecer, é um compêndio daquilo que não deve ser a social democracia pois manda-nos emigrar, sermos menos piegas, até porque "estar desempregado pode ser uma oportunidade". Nem de propósito: agora que não se recandidata à liderança do PSD, tem a oportunidade de ser um carácter solidário e pôr em prática a filosofia política que ensinou ao serviço da sua vida pessoal!

Que estranha forma de fazer política

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  Só uma mente muito retorcida pelo fogo pode pensar que existe alguma coisa a esconder num gigantesco pinhal calcinado, alguém que invoca suicídios , que berra por " toda a verdade " pois "há muito por esclarecer no incêndio de Pedrógão", inclusive o número de mortos . Não se aflijam, os cidadãos ficaram elucidados com a qualidade do combate político em Portugal, fuligem que se agarra às paredes de partidos desacreditados, sem ideias, e que desrespeitam a memória de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. "Que estranha forma de vida", cantava Amália, "que estranha forma de fazer política", digo eu.

Quintas-feiras chatas

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    As quintas-feiras são chatas, trazem a acumulação de dias de trabalho e lembra que o fim de semana ainda está longe. Talvez por isso, Cavaco Silva decidiu animar o período e lançar o livro " Quinta-feira e outros dias ". Trata-se de uma suposta "prestação de contas aos portugueses" pela forma como exerceu o cargo de Presidente da República, sendo muito mais do que conversas semanais com o primeiro-ministro da altura, José Sócrates. É um lamentável manifesto social-democrata já que a o seu partido não consegue fazer oposição credível ao governo, é um ressentido discurso anti-esquerda, próprio de quem nunca conseguiu despir a camisola laranja. É pena que nesta espécie de lavandaria de roupa suja que abriu em Belém, o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas, à excepção do BES, não nos tenha esclarecido sobre as supostas escutas do PS à sua presidência. E se a sua pensão não vai dar para pagar as despesas, ao menos que este livro o ajude! 

O Cavaleiro da Triste Figura

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O líder do PSD acusou o PS de fazer " triste figura " ao dizer "coisas incongruentes"  e "ridículas" para agradar a clientelas. Deve haver aqui alguma troca de protagonista porque ultimamente Passos Coelho tem encarnado o papel do Cavaleiro da Triste Figura, personagem da estória de Cervantes. Sem Dulcineia  que rejeita nova aliança à Direita, mas com a companhia dos seus fieis escudeiros e de Sancho, pança  de todos aqueles que governaram quixotescamente durante quatro penosos anos, vem agora lutar contra moinhos de vento, imaginando o Diabo . De bandeira na lapela e discurso gasto monta o velho Rocinante, mas ao esquecer-se de olhar para trás, não repara nos outros cavaleiros  que querem tomar o seu lugar no partido.  

Travessia no deserto portuense

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O PSD continua a sua travessia no deserto, comprovado agora com a recente derrota nas eleições legislativas dos Açores. Veja-se também o caso da cidade do Porto onde  nem sequer apresentou candidato às próximas eleições autárquicas. Sei que não é fácil combater politicamente esta espécie de União Nacional em redor do independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS e pelo servilismo do PS, mas só uma oposição insatisfeita pode dar voz a cidadãos que não compreendem o excessivo poder do vereador do PS no executivo, a confusão originada pelo concurso público para a exploração do Palácio de Cristal, a forma como o presidente da câmara  desrespeitou a Galiza na questão dos voos TAP Vigo/Lisboa, as declarações infelizes sobre o  fumeiro e o galo de Barcelos na contestação à promoção turística do Norte, a divisão que criou entre autarcas do interior e do litoral a propósito da distribuição de fundos comunitários (PEDU), e a vergonhosa concessão do estacionamento na via pública que tem infernizad...

Foi chão que deu uvas

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Não devo ser o único a achar que a política já "foi chão que deu uvas". Atente-se no exemplo do PSD:  Alberto João Jardim dedica-se agora à representação num filme onde interpreta o papel de um "pastor visionário", só não sei como ele não consegui antecipar o valor astronómico da divida da Madeira. No continente, um presidente de uma concelhia da Juventude Social Democrata decidiu participar num " reality show ", arrastando a política para um palco de "voyeurismo" saloio, e à última da hora, Passos Coelho deixou cair a sua nova função de apresentador e promotor livreiro para se dedicar aquilo em que é mesmo bom:  caçar   "pokémons "!

"Crime", disse ele

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  O deputado Luís Marques Guedes, do PSD, acusou o ministro das Finanças de alegadamente ter prestado falsas declarações na comissão parlamentar do inquérito ao Banif. " Crime ", disse ele, a fazer lembrar a versão masculina daquela antiga série televisiva de ficção policial. É comovente ver um antigo membro do Governo de centro- direita ofender-se com alguém que tenta resolver as trapalhadas de banqueiros e não ter chamado as autoridades judiciárias a investigar o caso "Tecnoforma", o aumento da dívida pública, para ajudar a descobrir quem lucrou com o desmantelamento dos serviços públicos. Criminosos foram sim os quatro anos de governação que empurrou milhares para fora do país, para o desemprego e para a pobreza, criminosos foram aqueles que esmagaram a função pública e cortaram pensões, quem ajudou a fechar lojas por causa do aumento do IVA e da subida das rendas, quem deu ensejo aos pais, aos avós, de passarem a ajudar monetariamente os filhos e os netos!  

A oeste nada de novo

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    Este não é certamente a mais agradável proposta de Orçamento do Estado para 2016 porque aumenta o Imposto Único de Circulação, o Imposto Sobre Veículos e os combustíveis, que aliados à manutenção das portagens nas ex-SCUT destruirão empresas e criarão desemprego. No entanto, não é um "gigantesco aumento de impostos" como descaradamente se queixa a oposição, quando comparado com quatro anos da maior repressão fiscal de que há memória a que fomos condenados pela dupla PSD/CDS. A oeste, nada de novo, os de  bandeira na lapela professam ser sociais democratas  sem saberem quem foi Sá Carneiro, os outros resolvem as dúvidas deste orçamento aconselhando os portugueses a " usarem mais transportes públicos ".

Bate punho político

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Parece que o vice-presidente do PSD, Marco António Costa, apelou aos socialistas para moderarem a linguagem em relação ao Governo pois utilizaram palavras  como "mentir", "burlar" e "falsear" . Quanto ao "mentir", há um engano, não é a oposição que diz isso, são os próprios portugueses que descreveram o primeiro-ministro como "mentiroso", numa recente sondagem da Universidade Católica para a RTP . Talvez se lembrem das promessas feitas por ele no período que antecedeu a sua chegada ao Governo: de que era "um disparate acabar com o 13º mês", que "aumentar o IVA não tinha fundamento", que o PSD chumbou o PEC 4 porque a "austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento" e de que "não se põe um país a pão e água". Bate punho o porta-voz do PSD, amansando os seus correligionários que estão mudos acerca da investigação do  Ministério Público  sobre si na sequência de d...