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O último herói

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Morreu Alexei Navalny, o maior e feroz opositor de Putin, o homem que expôs a corrupção na oligarquia russa, o último dos heróis eslavos. Só alguém com grande coragem é que volta ao país que ama depois de ter sido alvo de um atentado, perdendo a oportunidade de se afastar de vez das perseguições políticas e dos envenenamentos muito característicos do governo. Apesar de ser uma figura controversa, o exílio de Navalny na Sibéria prova o medo e o enfraquecimento de um regime político cada vez mais caduco, pois como alguém disse, "as estradas da liberdade são sempre perigosas para as ditaduras".  

O país das coincidências

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A Rússia é um país cheio de coincidências que aumentaram com a invasão da Ucrânia. A morte do líder do grupo mercenário Wagner num acidente de avião, dois meses depois da rebelião contra Moscovo, acontece a seguir de outras bastante misteriosas entre jornalistas, empresários, oficiais russos, funcionários, aliados, opositores de Vladimir Putin e críticos do Kremlin. É o destino, é a telepatia, muitos decidiram suicidar-se ao mesmo tempo saltando de janelas e outros combinaram beber chá misturado com polónio radioactivo pois melhora a qualidade do sono!

Porque é que não te calas?

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Depois da visita à China, o presidente brasileiro disse que a União Europeia, Nato e os Estados Unidos estão a estimular a guerra na Ucrânia. Na cabeça deste eminente "mediador de paz"- que não é mais do que um peão dos interesses da China e do Kremlin -, a Rússia não tem qualquer culpa no conflito. Para alguém que nunca impôs sanções financeiras à Rússia e faz este tipo de declarações, seria suficiente para jamais pôr os pés no parlamento no dia 25 de Abril, conforme está agendado, por apoiar a opressão dos povos em vez da liberdade dos mesmos, sendo caso para perguntar a Lula da Silva, "porque é que não te calas"?

Que grande "trinta-e-um"

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A Finlândia tornou-se o 31.º estado-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), é caso para dizer, mas que grande "trinta-e-um" para a Rússia em forma de derrota geoestratégica. Graças ao espírito belicista e ameaçador de Putin, a Rússia sentirá o bafo da NATO nos mais de 1300 quilómetros de fronteira com a Finlândia, precisamente um dos motivos, o seu alargamento, que alegou para invadir a Ucrânia. Seguir-se-á a adesão da Suécia, outro país que manteve um estatuto de neutralidade durante décadas, o que leva a questionar se a Rússia continuará a ser forte com os fracos e fraca com os fortes.

Carne para canhão

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Vladimir Putin continua num estado de demência que gradualmente lhe afecta o juízo. Desta vez mobilizou reservistas para o conflito na Ucrânia, arrastando inexperientes cidadãos russos a ser carne para canhão. Aquilo que seria uma "operação militar especial" rápida transformou-se numa guerra prolongada, comprovando o desespero e as falhas na estratégia. O único meio de parar esta loucura será com uma forte reacção pública da sociedade russa, revoltando-se contra esta alienação mental, contra as baixas que sofreram (cerca de 6000 soldados) e quando os cidadãos das grandes cidades e dos centros urbanos forem chamados a lutar sem o desejar.

Falta de coerência da esquerda

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Existem pessoas que nunca desiludem pela falta de bom senso que debitam no espaço mediático. O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, é uma dessas pessoas que a propósito da guerra na Ucrânia culpa toda a gente pelo conflito menos a Rússia, comportando-se como uma espécie de extensão do Pravda, órgão oficial do Partido Comunista da antiga União Soviética. É a falta de coerência de um partido que critica o "imperialismo americano" mas que no passado apoiou a invasão soviética à antiga Checoslováquia e à Polónia, nada diz sobre a guerra no Afeganistão nem condena as acções militares na Síria e na Georgia ordenadas por Putin. Esta esquerda extremista à qual se junta o Bloco de Esquerda diz que o executivo liderado por Zelensky é um "governo de extrema-direita com fascistas no seu interior" e apela à extinção do Chega, em Portugal. Talvez fosse melhor para  estes próprios partidos de "esquerda" desaparecerem por serem produtos da cegueira ideológica que ameaça as de...

Roleta russa

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Para percebemos a sacanice do Presidente russo em relação à Ucrânia e que vai provocar uma guerra no leste da Europa, imaginemos Espanha a reconhecer as "república populares do Minho e de Trás-os-Montes" como independentes de Portugal por causa das afinidades culturais com a Galiza, dando-lhes ajuda militar e financeira, só porque o seu chefe de governo sonhou com as antigas expansões territoriais do reino medieval de Castela e com a grande Ibéria. Nesta invasão do nosso descontentamento, a Crimeia é a nossa Olivença, resultado da sede imperialista de um lunático que não respeita fronteiras definidas e que deseja jogar à roleta russa com o mundo preparando-o para a Terceira Guerra Mundial.   

Os bravos Capacetes Brancos

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  Parece que passou despercebido a muita gente a visita de dois  Capacetes Brancos - organização de voluntários que assegura o resgate das vítimas e tratam de documentar cenas de guerra - a Portugal. Talvez porque os filhos ideológicos da ex-União Soviética não gostaram de ouvir os relatos e testemunhos de quem está no terreno e que aponta o regime sírio de Assad como o "primeiro criminoso", com a conivência do aliado russo. Até podem calar estes dois testemunhos, mas já não podem ignorar as descrições de outros cerca de 4000 bravos socorristas que já salvaram mais de 100 mil pessoas e estão nomeados para o Nobel da Paz.  Nós também não esquecemos esta ideologia política cega de esquerda, da sua propaganda, que hipocritamente chora os mortos deste conflito mas que já matou milhões de pessoas noutras partes do globo. 

Quem tem medo da Rússia

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  Apesar de ainda não haver provas da tentativa de assassinato por parte do Kremlin de um antigo espião russo, esta história remete-nos para espisódios que aconteceram com personagens como Litvinenko, Anna Politkovskaia e Nemtsov. A Europa estava adormecida, assistiu passivamente à invasão da Geórgia, à anexação da Crimeia, ao retalhamento da Ucrânia e à fragmentação da Moldávia. Foi preciso um "ataque com arma química em solo europeu" para se perceber o que é a Rússia: um paraíso do cibercrime com uma economia estagnada que vive à base da exportação do gás e do petróleo, uma nação desejosa de ressuscitar o imperialismo, o mito soviético e o saudosismo da Guerra Fria, gostando de ameaçar militarmente os mais fracos. Agradeçamos então ao autoritário Putin por ter unido a velha Europa que tanto tenta dividir, no acto corajoso de expulsar diplomatas russos e mostrar que existem países que não têm medo da Rússia.

A irmandade do sangue

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Sem querer lavar as nódoas de sangue que os EUA têm deixado no Médio Oriente, penso que neste momento a Rússia é o grande executor de cidadãos sírios, juntamente com o carrasco Assad. Há muito que Putin tem tiques de imperialismo e mostrar que é forte com os fracos. Invadiu a Geórgia, anexou a  Crimeia, retalhou o leste da Ucrânia, fragmentou a Moldávia e agora gaba-se de apresentar "armas invencíveis". Junte-se a estes figurões Erdogan, que tem trucidado os curdos,  e achamos a irmandade do sangue. O mundo e a Síria estava tão bem sem estas personagens odiosas que directa e indirectamente mataram em média  uma criança por hora este ano na guerra!