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Economia espacial

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Foi noticiado com grande pompa e circunstância o primeiro turista espacial português numa viagem de pouco mais de 10 minutos, uma espécie de excursão de garrafão para ricos onde nem faltou o vinho do Porto Vintage. Pensei que o voo do empresário que quer impulsionar a "economia espacial" servisse para acabar com os recibos verdes dos jornalistas da televisão da qual é accionista, que melhorasse as condições precárias dos seus colaboradores na área do turismo, hotelaria e restauração ou até, quem sabe, descobrir água que cada vez mais escasseia neste planeta. Como diria Neil Armstrong na chegada à Lua, foi "um pequeno passo (de auto promoção)  para um homem", nenhum interesse para a humanidade!

O anónimo português

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É de louvar que o custo da estátua de Ronaldo , no Funchal, não tenha saído dos cofres do Governo Regional da Madeira, do próprio erário público, para satisfazer certos fetiches ligados à vaidade. No entanto, há muito bom anónimo português que merecia descerrar a sua própria escultura, não aquele fútil pataco em bronze mas algo que demonstre a resistência tuga, o seu carácter e qualidades não visíveis em tempos de austeridade. Uma figura universal que represente os pais, reformados, com pensões delapidadas que passaram a ajudar os filhos e os netos, os casais desempregados que sustentam uma casa com filhos, as mães solteiras ou divorciadas e as várias instituições de solidariedade social que têm amparado este povo desalentado.