Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta angola

Cuspir no prato que se comeu

Imagem
  A surpresa, a tragédia e o horror, afinal a empresária Isabel dos Santos é o Diabo na terra. Parece que ninguém se lembra que a angolana foi a única a querer ficar com o produto tóxico chamado BPN (Banco Português de Negócios) ou da quantidade de bajuladores, políticos, empresários e grupos económicos que vieram ao beija-mão sedentos do capital angolano. É feio cuspir no prato do empreendedorismo onde se comeu, ainda mais sem que banqueiros, empresários, parceiros de negócio, entidades reguladoras, auditores e até Governos se apercebessem de irregularidades ou questionassem donde vinha tanta riqueza.

Estômagos sensíveis

Imagem
  Raramente partilho das ideias do Bloco de Esquerda, mas neste caso, tenho de felicitar a sua atitude em relação ao congresso do MPLA , em Angola. Convidado ou não, foi o único partido português a não prestar vassalagem a alguém que está no poder há 37 anos. Felizmente ainda existem políticos com estômagos sensíveis que não conseguem digerir a falta de liberdade de expressão e associação, os abusos sobre os cidadãos e presos políticos, as grandes desigualdades sociais, a falta de oportunidades para os jovens, o cerco ao jornalismo  independente, a estranha acumulação de riqueza por parte das elites e a lenta transformação da democracia angolana numa monarquia dinástica .   

A cassete do costume

Imagem
  Não me surpreendeu o facto do  PSD e o CDS-PP terem "chumbado " na assembleia da República  votos de condenação da situação de 17 ativistas angolanos condenados a penas de prisão, após julgamento por co-autoria de actos preparativos para uma rebelião e associação criminosa. Está-lhes no sangue, já o mesmo não posso dizer do PCP, que se juntou à direita, e num acto repulsivo preferiu afagar o marxismo leninismo do governo angolano e mandar às malvas a sua bandeira: a luta contra a opressão política, social, a liberdade, a democracia e o progresso social. O partido da cassete já se esqueceu das perseguições de que foi alvo na época do Estado Novo, e tal como o governo angolano acabará por cair de podre pois a filosofia partidária estagnou no tempo. 

Rebelião de palavras

Imagem
A detenção de vários activistas políticos em Angola " suspeitos de prepararem um golpe de Estado " fez-me lembrar tempos do Estado Novo, em Portugal, onde um ajuntamento de três pessoas já era considerado uma manifestação, por isso tinha de ser reprimido e neutralizado. Nesta rebelião de palavras, também não faltam jornalistas condenados por "crimes de difamação" por fazerem críticas a membros do Governo, a que se juntam activistas de Direitos Humanos, numa clara violação de liberdade de expressão e de imprensa. Parece que a "democracia" angolana não convive bem com a insatisfação do povo, com a resistência à brutalidade policial no país, com a desigualdade social, com a denúncia de acumulação de riqueza por parte de "amigalhaços" do Governo, com desalojamentos colectivos forçados e demolições de casas que dão lugar a luxuosos condomínios, com a elevada taxa de violência doméstica, com a corrupção que aumenta à medida que o preço do petróleo desc...

Meteorólogo político

Imagem
Parece que Angola normalizou as relações com Portugal, aquilo que classificou de " ciclo de males entendidos " e decidiu reatar as parcerias. Deve ser por isso que o primeiro-ministro diz que os " portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte" !   Ele bem quer criar bom tempo para as eleições legislativas deste ano, mas este ciclónico primeiro-ministro, baixando os gélidos salários através de impostos e elevando o ar quente e tenso na sociedade, origina condições para formar as actuais tempestades e depressões que vêem assolando o país desde 21 de Junho de 2011.

Azedume angolano

Imagem
Não percebo este azedume angolano em relação ao meu país, talvez os seus cidadãos e altos dirigentes se achem judicialmente inimputáveis. Deixem o Ministério Público fazer o seu trabalho, parem de ser vingativos e de terem a presunção de que são o abono de Portugal . Não esqueçam que existem outras economias emergentes que podem ser nossos parceiros estratégicos. Podemos estar na penúria mas não queiram ser accionistas da nossa dignidade, pois não aceitamos moralismos em forma de editoriais de jornal . Ainda somos uma democracia não militar que permite o associativismo, a liberdade de expressão, o direito aos sindicatos, à greve, uma soberania que despreza o trabalho infantil, a repressão policial e que não concentra a riqueza em meia dúzia de amigalhaços do Governo.