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Que estranha forma de fazer política

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  Só uma mente muito retorcida pelo fogo pode pensar que existe alguma coisa a esconder num gigantesco pinhal calcinado, alguém que invoca suicídios , que berra por " toda a verdade " pois "há muito por esclarecer no incêndio de Pedrógão", inclusive o número de mortos . Não se aflijam, os cidadãos ficaram elucidados com a qualidade do combate político em Portugal, fuligem que se agarra às paredes de partidos desacreditados, sem ideias, e que desrespeitam a memória de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. "Que estranha forma de vida", cantava Amália, "que estranha forma de fazer política", digo eu.

A valsa dos condenados

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  Foi com a tentativa de dar significado à coisa, escolhendo a data de 25 de Abril, que PSD e CDS-PP anunciaram concorrer coligados às eleições legislativas , pois "nunca antes houve uma coligação com tanta estabilidade". A estabilidade tem sido semelhante à do Titanic quando colidiu com um icebergue, ou já se esqueceram das demissões de Vítor Gaspar, de Miguel Relvas, de Miguel Macedo e da "decisão irrevogável" de Paulo Portas que rasgou o casco e soltou rebites. No convés, os músicos vão tocando a mesma valsa há quatro anos para os condenados de terceira classe que sabem que se vão afundar com o navio, e para os outros passageiros que, mercê da amizade com a tripulação, do seu poder e estatuto social, já reservaram os últimos salva-vidas.