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Filhos do "putinismo"

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Estou cansado dos argumentos destes novos negacionistas da guerra na Ucrânia, uns verdadeiros filhos do "putinismo" que acreditam que o suposto genocídio da população russófona no Leste do país é justificação para uma invasão. Para eles, o governo ucraniano composto por descendentes de judeus é um regime de inspiração neonazi, afinal o próprio Hiltler "tinha sangue judeu", e no meio de tanto delírio e incoerência nem enxergam que Putin anda de braço dado com a extrema direita europeia de Le Pen, Salvini e Orbán. A propósito deste roubo de terras, do extermínio de um povo e na destruição dos seus símbolos eslavos, lembrei-me da música duma banda australiana dos anos 80, os Midnight Oil, que questionava como pode dormir um povo, a população indígena, quando as suas camas estão ardendo (Beds Are Burning).  

O regresso dos negacionistas

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Depois dos negacionistas do Holocausto e dos negacionistas das alterações climáticas, da teoria da ligação entre os efeitos da rede 5G e a Covid, da conspiração das vacinas com chip localizador, surgem agora os negacionistas da guerra na Ucrânia. A sua cegueira ideológica radical transforma o leste europeu numa espécie de filme "Matrix" onde tudo é uma ilusão e propaganda anti-Rússia. No conforto das suas casas, acham que as cidades cercadas  sem acesso a água, electricidade ou gás, debaixo de temperaturas negativas, sem comida e medicamentos é desinformação. Um povo trucidado pelos bombardeamentos às suas casas, hospitais e maternidades só pode ser manipulação, os disparos sobre corredores humanitários são criação da imaginação. No fundo, a culpa da "operação especial" é da Nato, da União Europeia, dos americanos, das elites, dos globalistas. Relativizam a violência da Rússia sobre a Ucrânia, justificam estes crimes com outros crimes no passado usando da "boa ...

Roleta russa

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Para percebemos a sacanice do Presidente russo em relação à Ucrânia e que vai provocar uma guerra no leste da Europa, imaginemos Espanha a reconhecer as "república populares do Minho e de Trás-os-Montes" como independentes de Portugal por causa das afinidades culturais com a Galiza, dando-lhes ajuda militar e financeira, só porque o seu chefe de governo sonhou com as antigas expansões territoriais do reino medieval de Castela e com a grande Ibéria. Nesta invasão do nosso descontentamento, a Crimeia é a nossa Olivença, resultado da sede imperialista de um lunático que não respeita fronteiras definidas e que deseja jogar à roleta russa com o mundo preparando-o para a Terceira Guerra Mundial.   

Em força para a Ucrânia

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Qualquer pessoa mais distraída que viu as imagens do último jogo entre o FC Porto e o Sporting terminar em batalha campal, pensou que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tinha começado e nem faltou uma bala apanhada em pleno relvado. Acho que estes jogadores, técnicos, seguranças, apanha bolas, administradores, pessoal que trata da publicidade e da comunicação era útil no novo conflito armado que se avizinha na Europa por causa da Rússia e devia constituir  uma força paramilitar que auxilie o pequeno exército ucraniano de modo a expressar toda a sua agressividade e cagança! 

A Síria morre aos poucos

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  A Síria morre aos poucos, com ela o povo, inúmeros estropiados apanhados no meio do ego de um louco e da cobardia política dos seus históricos aliados. No espectáculo degradante das execuções sumárias, é o sofrimento das crianças que mais impressiona. Não tenhamos dúvidas, nesta sangrenta arte da guerra ansiamos por alguém com coragem, um Eisenhower dos tempos modernos que liberte esta gente e faça o tirano provar do seu próprio fel.

O conflito israelo-palestiniano

A comunidade internacional apressou-se a condenar a invasão israelita aos territórios palestinianos. Sem dúvida que têm razão. Mas será que também tiveram a mesma atitude aquando da invasão russa à Georgia? E por falar em Russia, não foi a ex-URSS que fomentou sub-repticiamente a "Guerra dos Seis Dias" ao colocar-se do lado da aliança árabe? Será que alguém condena as palavras de instigação à guerra e à " intifada " anti-semita do iraniano Amandinejah ou as suas ameças nucleares?   Mas afinal quem governa a Palestina? Não são partidos fanáticos que inclusive degladiam-se para tomar o poder? Israel abandonou alguns territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia para evitar mais conflitos e pelos vistos levava com uns " rockets " de agradecimento! A frágil Autoridade Palestiniana não consegue controlar os grupos de extremistas. É preciso ponderar friamente a situação no Médio Oriente e atentar nas palavras de Robert Cooper: " o conflito alimenta o fanati...