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A mostrar mensagens de abril, 2012

Es.Corraç.Ados

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    Hoje acordei como habitualmente sem nada para fazer mas com a vontade de ocupar ilegalmente uma escola desactivada pela Câmara Municipal há cinco anos. Nunca ouvi falar do conceito de propriedade privada e pública, não quero saber disso, mas tenho a impressão de que ela pertence à colectividade. Não tenho licenças nem os míseros 30 euros para poder cá estar, mas ameaço o presidente da autarquia e outros que forem necessários para poder lá residir. Tenho anónimos mascarados que me protegem nesta associação de deslavados da qual faço parte. Somos maus, artistas, dizemo-nos rebeldes e sabemos que haverá sempre um político interesseiro que nos dará razão, mesmo que seja no outro lado do rio.

Lembrar Abril

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  Não concordo nada que a Associação 25 de Abril se tenha demarcado das comemorações oficiais do 38º aniversário da "Revolução dos Cravos", a que se juntam em solidariedade Mário Soares e Manuel Alegre. Compreendo o desalento que grassa na sociedade e os constantes ataques que são feitos aos valores conquistados em 1974, mas a "Abrilada" será sempre para mim a data mais importante do país, e hoje, mais do que nunca, deve ser lembrada. Genuíno, de cravo na lapela, sem os activistas da moda e os infiltrados de ocasião , de nostalgia e alegria, o 25 de Abril permanecerá intocável, à prova de exterminadores de feriados e de saudosistas "marcelo-salazaristas".

Fim do ciclo

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  Penso que o ciclo de Jorge Jesus no Benfica acabou , se bem que a letargia dos seus dirigentes não lhes permita confessar o óbvio. Três épocas em que o rendimento da equipa oscilou entre o bom e o deplorável, onde nem todos os erros de arbitragem que levaram outros aos títulos podem justificar os fracassos, principalmente em jogos decisivos. Cultive-se a exigência, não é um qualquer mastigador de chicletes que pode fazer do Benfica a sua coutada, pavoneando a teimosia e a boçalidade. Corte-se radicalmente com o sistema que alimenta esta coisa a que chamam futebol português, que suga o Benfica e incha à custa deste, mas que nas derrotas goza descaradamente e cospe no prato que indirectamente lhe dá de comer.

Castrador e castrista

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      Em Santiago de Cuba, um corajoso cidadão, aproveitando o silêncio da missa rezada por Bento XVI, gritou bem alto "abaixo o comunismo" e "abaixo a ditadura", sendo imediatamente manietado pelos fantoches de serviço do regime castrista e castrador. Os lacaios do partido silenciam a população, controlando as formas de comunicação com o exterior da ilha, entre reclusões e "trabalhos reeducativos" aos dissidentes políticos. Não paro de pensar no que acontecerá aquele bravo, aquela voz que ignora a cegueira partidária e a ideologia que sustenta uma ditadura. Como é possível usar uma t-shirt dum carrasco transformado em revolucionário e achar que isso é sinónimo de liberdade?