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Os fugitivos

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    Parece que Portugal esteve à beira de uma revolta quando três fugitivos cadastrados foram fotografados e expostos na comunicação social. Dando de barato que a actuação dos sindicatos de polícia não foi muito ortodoxa, a reacção de muita gente, inclusive do ministro da Administração Interna é surpreendente e exagerada. Nunca, em circunstância alguma, deve-se colocar um criminoso foragido em direito de igualdade com um cidadão comum, até porque o Código Civil diz que não é necessário o consentimento da pessoa retratada quando existem exigências de polícia ou de justiça. Não deixa de ser irónico que tenham sido as imagens dos fugitivos fundamentais para a sua captura e, agora, no momento da detenção, seja "absolutamente inaceitável" e um "espectáculo indigno"!

À beira de um ataque de nervos

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  A agressão física e psicológica feita pela polícia a uma família, em Guimarães, é de  alguém que não cumpre o seu código deontológico. Visionando as imagens televisivas da festa que se seguiu em Lisboa, o descontrolo continua: os policias respondem a provocações e contribuem para a desordem pública . Cresce o número de cidadãos sem valores, sem referências, de caciques regionalistas e desportivos que incendeiam ambientes, de jovens desempregados, revoltados e regados a álcool, de inimputáveis, de policiais mal pagos e irritados. O futebol não devia ser assim, um filtro que côa todas as frustrações da sociedade, de destrambelhados que não sabem respeitar as diferenças clubísticas, de um país à beira de um ataque de nervos onde ninguém toma as rédeas de tantas cavalgaduras.

Triste sina de ser polícia

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  Os polícias, tal como todos os funcionários públicos, têm sido das classes mais massacradas por cortes de, em média, 200 euros no rendimento mensal e no aumento dos descontos para subsistemas de saúde. Já não compensa o risco de ser polícia pois a nobre arte de perseguir criminosos transformou os primeiros em vítimas, de roubos perpetrados aos seus vencimentos por larápios travestidos de governantes. Se o Estado já não os respeita  atribuindo ridículos subsídios de fardamento,  nem faz nada para dignificar a profissão, como hão-de os cidadãos respeitar os agentes de autoridade e a sua triste sina?  

Direito à greve policial

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  Foto de " Itacar é News"   Mais de 21 anos após a manifestação policial na Praça do Comércio, em Lisboa, o degradante “secos e molhados”, que acabou com a carga do Corpo de Intervenção da PSP, as condições da polícia portuguesa pouco mudaram. A liberdade sindical foi conseguida, mas por sua vez, a idade da reforma passou para os 60 anos. Esta profissão de risco não é devidamente recompensada monetariamente, com cargas horárias desgastantes em esquadras que ameaçam ruir e com falta de meios para o desempenho da função policial. Já não bastava a estagnação das próprias carreiras, o profissional de polícia ainda tem que levar com um direito penal português que protege o criminoso.  Por tudo isto e, apesar da Constituição não o permitir , estes novos funcionários públicos que interagem com os cidadãos deveriam ter o direito de admissão à greve , à semelhança de países como a Holanda e de outras classes profissionais  como os médicos, deixando de lado os tiques autoritários e p...