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Desplante americano

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  A América, esse demónio que nos tenta através da sua maravilhosa literatura, da música, dos filmes, que nos obriga a consumir tabaco, refrigerantes e "fast-food", acaba de descobrir uma espécie de soro que impede a evolução do vírus Ébola. Num acto egoísta, sem pompa e circunstância,  informa toda a comunidade científica internacional da descoberta, a única esperança de cura em 40 anos! Veja-se o desplante, depois de ser o país que mais disponibiliza ajuda humanitária e financeira ao exterior, ainda tem tempo para salvar milhares de vidas no continente africano, no pior surto de sempre da doença.

Reflexão americana

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  Estes últimos dias tiveram a coincidência de dar protagonismo a duas personagens de apelido Armstrong. Neil Armstrong faleceu anos depois de abrir a caixa de Pandora do espaço sideral, da descoberta, da incessante procura de vida no Universo. O outro Armstrong, Lance, depois de vencer a competição mais difícil da sua vida, o cancro, e sete edições da Volta a França - prova mais importante do calendário velocipédico mundial -, é injustamente acusado de ter feito batota. Poderíamos nós viver sem estas e outras figuras americanas elevadas a heróis? Sim, mas a vida não era a mesma coisa.

Contradições à esquerda

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    Existe uma certa esquerda , hipócrita , que tanto lamenta as vítimas do 11 de Setembro jorrando lágrimas de crocodilo, como a seguir afirma que os E.U.A. "estavam mesmo a pedi-las" para que aquela tragédia acontecesse. Existe uma certa esquerda ressentida que, ignorando o 11 de Setembro de 2001, cria um espaço temporal para que se passe do dia 10 para o 12. Dá-lhes mais jeito invocar o 11 de Setembro de 1973 : a morte de Salvador Allende e o consequente massacre de Pinochet sobre o povo chileno com o beneplácito dos E.U.A. Esta ridícula comparação não é mais nada do que o anti-americanismo primário que lhes corre nas veias, um moralismo bacoco. Aproveitem e lembrem também os milhões de vítimas da repressão política dos regimes que tanto glorificam: em África, em Cuba e na América Latina, na ex-URSS e no Leste Europeu, na China e na Ásia Oriental.