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A mostrar mensagens de agosto, 2008

O pior clube da Europa na bolsa

  FC Porto é o pior clube da Europa na bolsa.   Acções da SAD caíram 30% desde o início do ano, o pior desempenho entre os clubes europeus. Se a bolsa funcionasse com as regras do futebol, a SAD do Porto seria despromovida. Isto porque as acções do emblema azul e branco seguem com o pior desempenho entre os clubes europeus de futebol cotados em bolsa. A conquista do tricampeonato de nada valeu aos accionistas do FC Porto que, apesar do sucesso desportivo do clube, viram o seu investimento derrapar 30% este ano. O mesmo é dizer que cinco mil euros investidos no início do ano valem hoje 3.500 euros. Esta prestação coloca a SAD portista no último lugar do Dow Jones Stoxx Football, um índice que reúne 27 clubes europeus que negoceiam em bolsa. Um dos investidores penalizados pelo comportamento das acções é o próprio presidente do FC Porto, Pinto da Costa, que perdeu 91 mil euros com os títulos do clube que dirige, desde o início do ano. De acordo com o último relatório e contas, Pinto da C...

Crónica de Armando Baptista-Bastos sobre o "Janeiro"

É uma fotografia dramática, publicada no "Diário de Notícias": um grupo de jornalistas, à porta de "O Primeiro de Janeiro" - aguarda. Aguarda, quê? Que o seu destino seja resolvido. A porta está fechada: uma metáfora do que acontece. A ERC declara algo de embrulhado em santas intenções; o ministro Santos Silva faz o que tem por hábito fazer: diz coisas. Os jornalistas aguardam. Estou ali com eles. A minha débil e rouca voz protesta os protestos dos meus camaradas. Separam-nos muitos anos de idade. Une-nos a força de uma antiga solidariedade, que em si mesma se respeitava como a certeza das grandes esperanças. Eu próprio, várias vezes no desemprego por motivos políticos, obtive a generosa solidariedade de camaradas que pensavam diametralmente oposto ao que eu pensava. Camaradas, assim mesmo. O poder impetuoso de uma palavra que conferia o timbre próprio de uma particular aristocracia. Tenho muito orgulho em pertencer-lhes. Sinto uma crispada emoção ao saber que me pe...

O "Janeiro" visto pelo Director do Jornal de Negócios

"O Primeiro de Janeiro fechou na sexta-feira, despediu toda a redacção, reabriu terça-feira com uma "nova" redacção, de jornalistas que já fazem outro jornal, o Norte Desportivo . Ainda não se percebeu bem o que aconteceu, mas o que parece é que este "golpe de Estado" que exonera uma redacção inteira é um abuso flagrante da lei do despedimento colectivo. Se isto é legal, peço desculpa por todas as vezes que escrevi que a lei laboral portuguesa é rígida."   Pedro Santos Guerreiro  

Dissertação de José Pacheco Pereira sobre o "Janeiro"

"O Primeiro de Janeiro foi o meu primeiro jornal, como era normal para a classe média portuense que o lia, assim como o Comércio do Porto , e que considerava o Jornal de Notícias demasiado sensacionalista. Era o Janeiro e o Notícias , como se pedia nas bancas, sendo que do Notícias se dizia que se se dobrasse "escorria sangue" dadas as notícias de acidentes e crimes que lhe enchiam as páginas. O Comércio era muito popular a Norte, no Minho, no Douro, pela rede muito fina que tinha de correspondentes locais, cujas notícias são muitas vezes a única maneira de esboçar uma história local para pequenas vilas e aldeias. O Janeiro , pelo contrário era uma instituição respeitável, muito parecido com a cidade do Porto, no seu trajecto de jornal liberal, burguês, moderadamente oposicionista, ligado aos interesses industriais do Norte e ao comércio portuense que servia a cidade e o seu hinterland duriense. Era também (aqui com o Comércio , cuja página literária  rivalizava com a...

Um jornalista com "tomates"

      O comunicado da SAD do Futebol Clube do Porto em resposta ao parecer de Freitas do Amaral é uma peça de alta comédia e um excelente retrato da mentalidade mais rasteira que por aí sobrevive. Durante anos e anos o futebol português foi um ecossistema onde muitos se alimentaram, cresceram e se reproduziram através de golpes baixos e jogadas de bastidores, construindo um mundo imprestável, onde as almas decentes só entravam com dois dedos a tapar o nariz. A falência económica dos clubes e a sua profissionalização através das SAD obrigaram a clarificar certos procedimentos, única forma de assegurar a sobrevivência do próprio futebol. Mas há hábitos difíceis de perder, e por isso assiste-se hoje a uma guerra entre o velho e o novo mundo, entre quem tenta despoluir o sistema e quem está tão habituado a viver no meio da imundice que é incapaz de abdicar dos seus vícios. O comunicado da SAD do Porto é notável por isso: ali estão, à vista de todos, dois mundos em colisão. O que se passou ...

O verdadeiro Apito Dourado tem longos anos...

http://www.youtube.com/watch?v=QXu7kU-BHFY   Não pretendo gabar-me, mas a verdade é que percebi tudo sobre o futebol português no dia 21 de Setembro de 1994. Disputavam-se os últimos cinco minutos da segunda mão da final da Supertaça, no Estádio das Antas. Quem marcasse, ganhava. E o Benfica marcou. Custou um bocadinho, mas marcou. Lembro-me como se fosse hoje: Carlos Secretário, um especialista a fazer assistências para os adversários, isola de forma brilhante César Brito. César Brito remata para excelente defesa com as mãos de Baía, que se encontra dois metros fora da grande área. O árbitro, sr. Donato Ramos, observa rigorosamente a lei que se aplica em jogos no Estádio das Antas e manda seguir. Por sorte, a bola sobra para um jogador do Benfica chamado Amaral. Amaral chuta e José Carlos, defesa-central do FC Porto, introduz a bola na própria baliza. Golo. Nisto, o árbitro auxiliar, que naquela altura ainda se chamava bandeirinha, levanta a dita. No momento em que o jogador do FC Por...

Vergonha no Jornal "O Primeiro de Janeiro" - parte II

Ilídia Pinto, representante do SJ presente na manifestação desta manhã frente à redacção, aconselhou os trabalhadores de O Primeiro de Janeiro a continuar a comparecer no local de trabalho até que recebam as cartas de despedimento. Paulo Almeida, jornalista do O Primeiro de Janeiro e porta-voz da redacção, demitida na passada quinta-feira, considerou que o processo em causa "começou bastante torto". Frisou que os "jornalistas não foram tratados como se impunha já que muitos trabalhavam no jornal há mais de uma década e foram tornados descartáveis". "Os despedimentos têm leis a serem cumpridas e não o foram. Por isso não assinámos a rescisão dos contratos porque não nos davam garantias", acrescentou. O jornalista admitiu que a equipa que fazia o matutino está "bastante desanimada" e apelou aos colegas, que entretanto passaram a redigir o jornal, que "reflectam sobre esta situação". O novo O Primeiro de Janeiro está a ser redigido pelos j...

Gestores de "merdia"

Depois de extinção do Jornal " O Comércio do Porto " é agora a vez do centenário " O Primeiro de Janeiro", referência na imprensa diária portuguesa. Apesar da crise asfixiante que se vive no sector, não pode ser branqueado o mau papel de directores e administradores. Estes últimos, são verdadeiras fraudes empresariais que enganam os jornalistas e restantes trabalhadores, e  transformaram-se em sorvedouros de dinheiros comunitários. Sub-repticiamente dispensam a Redacção, mudam as fechaduras das portas, ignoram os salários em atraso e fogem dos impostos. São os  gestores da nova vaga, ávidos de lucro, abrem e fecham empresas como quem muda de camisa. Os seus bens estão no nome de outros. Até quando durará a impunidade destes "xicos espertos"?