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O poder decisório da mulher grávida

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  A Organização das Nações Unidas diz que a mulher tem o direito de decidir ter ou não filhos, quando tê-los e, acrescento eu, escolher como tê-los. Vem isto a propósito das declarações da Ministra da Saúde e a sua obsessão em diminuir o número de cesarianas , inclusive com penalizações para os médicos. Sei que as cesarianas têm um custo maior para o SNS do que um parto normal, mas só uma mente muito retorcida pode pensar que um obstetra recorre a uma cesariana com a intenção que não seja apenas um mero acto médico seguro e eficaz. Porque deve ficar ao critério da mulher, evidentemente aconselhada pelo médico, se o seu estado emocional e psicológico vai conviver bem com a dor, com a analgesia, com o interminável trabalho de parto, sem ansiedade, sem estar pressionada por saber que o Estado está mais preocupado com questões financeiras do género - controlar a quantidade de betadine que se gasta nos Hospitais públicos -, em vez de se preocupar com o bem estar da parturiente e do seu fu...

Direito dos animais

Sem dúvida que o ano de 2009 tem sido bom para os defensores dos direitos dos animais, nomeadamente quanto à proibição de touradas pelas autarquias. Só foi pena a outra classe política representada na Assembleia da República ter rejeitado um projecto-lei  sobre a proibição de uso de animais em circos. Neste aspecto, a ANIMAL , pela voz do seu presidente, irreverente e audacioso, tem denunciado aquilo que a grande maioria das sociedades modernas condenam: o desprezo pela Declaração Universal dos Direitos do Animal, proclamada pela UNESCO .  A juventude, tantas vezes criticada noutras ocasiões, tem dado um contributo importante para a mudança das mentalidades arcaicas deste País  no que respeita aos animais:  contra os lobbies, contra grupos económicos que exploram o sofrimento animal e contra aqueles que estão sentados numa bancada protegidos por tapumes exigindo sangue.