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Os renegados

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O Benfica é um clube extraordinário: permite que uma pessoa insolvente publique um livro, mesmo falando mal do emblema, de modo a ajudá-la a pagar o que deve! Enquanto o credor esfrega o olho, perdão, as mãos, escreve-se um livro baseado em correspondência electrónica roubada. O "Zé Cabra" da escrita aliou-se a um blogueiro doutorado em História mas parecem renegar factos passados, por isso eu sugiro um título para a 2ª edição do livro que acabe com tanto puritanismo: "Fruta para dormir, rebuçado e café com leite", "A creolina nos balneários", "O Famoso Guarda Abel", "Mandei um árbitro para o Brasil", "Fuga para Vigo", "Uma aventura no Centro de Treinos dos Árbitros e na casa de suas famílias",  "Largos dias têm quinhentinhos", "Sabes que o melhor está para vir quando te sentares num tribunal", e "Sei o que tens feito há mais de trinta anos"!

O regresso do "Apito Dourado"

Para aqueles que pensavam que o "Apito Dourado" iria trazer a limpeza necessária ao mundo do futebol, mais concretamente à arbitragem, enganaram-se redondamente. Em Guimarães, com a visita do Benfica ao Estádio Afonso Henriques, assistiu-se a um jogo do campeonato no qual o resultado esteve perto de ser falseado. A equipa visitante viu-se sonegada de uma grande penalidade, de foras-de-jogo mal assinalados, de agressões aos seus atletas e duma escandalosa dualidade de critérios. Acabou por ser um hino à entreajuda e sofrimento: 14 contra 10! Quem ficou a perder foram aqueles que não acreditam em compadrios, corrupção moral e tráfico de influências na estrutura arbitral. Oxalá fosse verdade...

O verdadeiro Apito Dourado tem longos anos...

http://www.youtube.com/watch?v=QXu7kU-BHFY   Não pretendo gabar-me, mas a verdade é que percebi tudo sobre o futebol português no dia 21 de Setembro de 1994. Disputavam-se os últimos cinco minutos da segunda mão da final da Supertaça, no Estádio das Antas. Quem marcasse, ganhava. E o Benfica marcou. Custou um bocadinho, mas marcou. Lembro-me como se fosse hoje: Carlos Secretário, um especialista a fazer assistências para os adversários, isola de forma brilhante César Brito. César Brito remata para excelente defesa com as mãos de Baía, que se encontra dois metros fora da grande área. O árbitro, sr. Donato Ramos, observa rigorosamente a lei que se aplica em jogos no Estádio das Antas e manda seguir. Por sorte, a bola sobra para um jogador do Benfica chamado Amaral. Amaral chuta e José Carlos, defesa-central do FC Porto, introduz a bola na própria baliza. Golo. Nisto, o árbitro auxiliar, que naquela altura ainda se chamava bandeirinha, levanta a dita. No momento em que o jogador do FC Por...

25 de Abril no futebol

O "25 de Abril no futebol", preconizado por Dias da Cunha, o tão propalado sistema que rege os destinos desportivos fora do terreno de jogo, foi ferido de morte. Com a deliberação do CD da Liga de futebol abre-se uma nova página na história do desporto em Portugal. Convocam-se manifestações, agridem-se jornalistas, utiliza-se a comunicação social para confundir a opinião pública. O processo "Apito Dourado" segue dentro de momentos, nos tribunais judiciais. A sua morosidade não ajuda mas tem o condão de pôr os visados em sentido: a partir de agora, o mais intocável deixou de o ser e a memória destes tristes acontecimentos jamais será apagada.