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Fanatismo das palavras

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Há um certo fanatismo nas palavras quando se fala do conflito israelo-palestiniano. Os proponentes recorrem ao revisionismo histórico e à desinformação para ver quem mata mais, quem começou a disparar primeiro e quem tem os aliados mais poderosos. Nestas trincheiras de ódio chora-se lágrimas de crocodilo porque a cegueira ideológica faz-lhes alucinar com matanças boas e outras más, consoante a religião, com misseis aconchegadores e bombas más, consoante o atirador, com terroristas protectores e terroristas exterminadores. No fundo, é chique ser-se qualquer coisa sem sequer fazerem a mínima ideia onde fica a Palestina, mas terem algo a exibir orgulhosamente nas redes sociais. Quanto à paz, essa coisa pode sempre esperar...  

Jogos de guerra

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  Se por um lado devemos condenar com veemência o assalto de tropas israelitas a navios que inviabilizaram ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza, não é menos verdade que também o Egipto há muito que bloqueava este território. No entanto, agora já aparece hipocritamente como o salvador da causa humanitária. E por falar em aproveitamentos políticos e serôdias lições de moral, não compreendo a indignação turca a este respeito nem o seu silêncio quando massacra constantemente a população curda e ocupa ilegalmente o norte da Ilha de Chipre. Não sei como é possível quererem fazer parte na União Europeia  e acho que alguém quer comprar uma guerra no Médio Oriente : o Irão - abastecendo belicamente o grupo terrorista Hamas e fazendo a Autoridade Palestiniana parecer obsoleta -,  a Síria - apoiando o Hezbollah no Líbano - oferecem-se agora para escoltar as frotas humanitárias dos activistas de pacotilha que tampouco sabem o significado da palavra paz e direitos humanos.