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Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

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O provérbio de Goethe, "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", adequa-se perfeitamente a Ronaldo. Depois de ter elogiado Donald Trump, "porque ele é um dos tipos que pode fazer com que coisas aconteçam", foi recebido na Casa Branca, tendo jantado ao lado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, o responsável pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018, dentro do consulado saudita, em Istambul, conforme um relatório dos serviços secretos americanos. O repasto serviu para homenagear o fidalgo de um regime onde as mulheres são tratadas "abaixo de cão", não podendo ir ao médico sem a presença de um "guardião", em que o consentimento masculino é necessário para abrir uma conta bancária, onde as mães que se divorciam dos seus maridos não podem obter a guarda dos filhos, no lugar em que existe polícia religiosa e que, até há pouco tempo, as mulheres não podiam conduzir, tudo isto branqueado pelos milhões do futebol saudita que os parolos...

O regresso da normalidade

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E, de repente, o mundo parece voltar à normalidade apesar da guerra na Ucrânia ainda não ter terminado. Donald Trump enfrenta uma acusação criminal e pode ser preso, tornando-se no primeiro antigo inquilino da Casa Branca a sentar-se no banco dos réus. Jair Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e agora regressou ao Brasil, não como qualquer D. Sebastião, mas encarando uma série de acusações na justiça, inclusive uma por alegado incitamento ao ataque contra as sedes do poder, em Brasília. O mundo fica mais tranquilo com a acção do Tribunal Penal Internacional (TPI) ao emitir um mandado de captura para Vladimir Putin e o desporto mais airoso com a não comparência de Sérgio Conceição nas conferências de imprensa dos jogos da I Liga.

Era uma vez na América

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O primeiro debate presidencial às eleições americanas entre Donald Trump e Joe Biden foi degradante. Era uma vez na América um presidente que espirrava e o mundo constipava-se, quando generosamente colocava o saber científico e médico ao serviço da humanidade para combater pandemias que ameaçavam a saúde pública. Era uma vez uma América que não desprezava os seus tradicionais aliados, preocupava-se com questões climáticas e promovia o diálogo entre os povos. Hoje, o Presidente dos Estados Unidos receita injecções de desinfectante para eliminar o coronavírus, ressuscita o racismo, o ódio, a intolerância, o egoísmo, sem sabermos como foi possível à nação mais poderosa e influente do mundo ter substituído o idealismo norte-americano pelo nacional radicalismo da direita e ter deixado o país à beira da implosão.