Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta legislativas

Um país estranho

Imagem
Estranho país este que voltou a eleger para primeiro-ministro alguém que trespassou para a família a empresa de onde recebia avenças quando já era governante, armando-se em vítima e provocando eleições legislativas. País sem memória este que, 51 anos depois do 25 de Abril, parece querer voltar aos momentos mais negros da sua história ao escolher um partido de inspiração fascista para minar a Assembleia da República. Daqui a alguns anos, lembrem-se de dizer aos vossos filhos e netos que votaram no Chega, um partido que utiliza o medo e a propaganda falsa como instrumento de motivação, que em Maio de 2025 cuspiram na democracia e na própria Constituição, abrindo caminho para o autoritarismo e o controlo dos direitos dos cidadãos.

Sei o que fizeste na bancada parlamentar

Imagem
Cinco minutos depois de Marcelo Rebelo de Sousa convocar eleições antecipadas e dissolver o Parlamento, na sequência da demissão de António Costa, o presidente do PSD, Luís Montenegro, mostrou vontade de ir ao pote, dizendo, em jeito de campanha, que "é preciso virar a página do empobrecimento" e nem é necessário "emigrar por falta de resposta na habitação". O povo sabe o que o antigo Presidente da bancada parlamentar do PSD fez como porta voz do Governo de Passos Coelho, um protagonista daqueles anos de brutal austeridade que eliminou subsídios de férias e de natal de funcionários da administração pública, dos seus pensionistas e também dos privados, alguém que fez parte de um partido que convidou os portugueses a emigrar, pois só sairíamos da crise "empobrecendo", jamais pode ser tão hipócrita e representar uma solução para o país.

Direito a não votar

Imagem
  O PDA (Partido da Abstenção) voltou a ser o grande vencedor das Eleições Legislativas. Claro que aparecem logo os democratas de ocasião dizendo que o voto devia deixar de ser um direito para se tornar num dever, assim ao estilo do regime norte coreano. Mas em vez de tratarem como criminosos as pessoas que decidem não ir votar, seria importante perceber os motivos para tão elevada abstenção. Não é pelos portugueses estarem desinformados, não é para ir à praia nem tampouco para ver um jogo de futebol, é somente  por não terem confiança nas instituições políticas, pelos maus exemplos, pelas relações perigosas entre a política e outros sectores, por discursos eleitorais agressivos mas vazios, por promessas goradas e expectativas frustradas. Não votar também é um direito de Abril, um protesto, um grito de quem não se identifica com qualquer partido e que não faz de ti pior cidadão nem condena ninguém à fornalha do inferno.