Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta cibercrime

Cidadão justiceiro

Imagem
  Foi desmentida a notícia colocada na comunicação social de que a PJ (Polícia Judiciária) iria recrutar o pirata informático Rui Pinto para ser investigador do Estado com ordenado, casa e despesas pagas com o dinheiro dos nossos impostos! Fico satisfeito em saber que a polícia de investigação criminal não precisa de contratar um cibercriminoso que faz da extorsão e chantagem o seu modo de vida, mas fico surpreendido com a quantidade de pessoas que desejava a notícia como verdadeira para "acabar com a corrupção", isto dito por honestos cidadãos justiceiros que proferem sentenças mas geralmente são os mesmo que enganam a segurança social, burlam o fisco, metem uma cunha para os seus interesses e viajam sem pagar o transporte público.

Somos Pinto

Imagem
Noutro país civilizado, o cibercrime é severamente punido. Em Portugal, o sabão azul e branco conseguiu transformar um pirata informático num herói, uma mistura de Assange com Snowden, um Robin dos Bosques com um Zé do Telhado. Não consta que o hacker caridoso roubasse aos ricos para dar aos pobres, sabe-se que fez da extorsão a organizações desportivas e da chantagem a instituições financeiras o seu modo de vida. "Somos Pinto", berram os fanáticos da bola, sem quererem saber se o produto do roubo é real, manipulado ou publicado fora do contexto, sem terem a curiosidade de ver o striptease da correspondência privada  dos seus clubes para estarem todos em pé de igualdade. Chegam ao ponto de dizer que o justiceiro do teclado "prestou serviço à comunidade", por isso, já estou como o Camilo de Oliveira, "este país perdeu o tino, este país é um colosso, está tudo grosso".