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De regresso à normalidade

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As eleições autárquicas de 2025 sustentaram o PSD como força política dominadora em Portugal, mas com o PS em recuperação, depois do desastre das legislativas que levou à demissão de Pedro Nuno Santos. O bipartidarismo regressou à normalidade pintando o país de laranja e vermelho, e o Chega, partido que propunha reconquistar o Algarve ao estilo de D. Afonso III, ganhou "estrondosamente" três pequenas câmaras, ficando atrás da CDU e do CDS-PP. O partido de André Ventura teve menos de metade dos votos das legislativas, confirmando que é um partido de protesto, de revoltados, que se extinguirá com o tempo, à semelhança do BE. Por fim, em Viseu, o "Cavaquistão" implodiu, e mais a norte, Manuel Pizarro revalidou o título de eterno perdedor "à moda do Porto".

Em casa onde não há pão

    Por causa da divisão dos fundos comunitários destinados à expansão da rede de metro do Grande Porto, o Presidente da Câmara da Trofa disse que o Presidente da Área Metropolitana do Porto e da Câmara de Gaia é o Hugo Chavez  do Norte de Portugal! Em autarquias onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, cada um olha para o seu umbigo e trocam os seus tiques regionalistas pelo centralismo interesseiro, precisamente aquilo de que acusam Lisboa. Este egoísmo já tinha sido notado em 2016 , por ocasião da distribuição de outros fundos comunitários (PEDU) quando quatro presidentes de câmara negociaram à revelia dos critérios comunitários e criaram divisão entre municípios do litoral e do interior.