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A galinha dos ovos de aforro

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Durante muito tempo, a  principal  vantagem dos Certificados de Aforro  face aos depósitos bancários foi a sua taxa de juro bruta máxima. De repente, mostrando a sua subserviência aos bancos, o Estado muda as regras e mata a galinha dos ovos de ouro de muitos aforradores que apenas tinham a intenção de canalizar as suas poupanças familiares. A banca esfrega as mãos de contentamento, pode continuar a ter os seus lucros pornográficos ao mesmo tempo que pratica as mais baixas taxas de juros dos depósitos a prazo da Europa.     

Querido mudei a casa

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O Estado determinou  "a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional", a totalidade dos imóveis de um empreendimento privado no Alentejo, uma espécie de "Querido mudei a casa" ou como tornar o nosso domicílio propriedade de outros em tempos de pandemia, com candidatos forçados, remodelações, materiais e mobiliários oferecidos pelos legais proprietários. Em vez de comportar-se como um "Okupa", controlando aquele espaço, os nossos líderes políticos podiam recuperar para alojamento tanto património público abandonado pelo Estado, imóveis da administração central,  palacetes, antigos centros de saúde, escolas, postos fronteiriços, estações ferroviárias, casas florestais que se degradam a cada dia que passa ficando eu espantado com a maioria dos cidadãos acharem isto tudo normal.

Psicose governamental

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Li algures que Portugal apresenta a maior taxa de perturbações mentais em toda a Europa. Já suspeitava, pois é na liderança do Estado que tais demências são mais notadas. A esquizofrenia nasceu em 2011 ao assistirmos a um imposto extraordinário sobre os nossos subsídios de Natal, o aumento do IVA, e continuou em 2012 com o aumento do IMI. A bipolaridade em deixar cair a TSU dos pensionistas e ao mesmo tempo impor uma contribuição extraordinária sobre as reformas. A ansiedade de querer mexer nos escalões e nas taxas do IRS, cortar subsídios e prestações sociais com a convicção de que a culpa desta psicose governamental é da função pública. De manchete em Machete, da demissão de Relvas à de Gaspar, de Paulo Portas que ameaçou fazer o mesmo mas que acabou promovido a vice-primeiro-ministro, não há psicofármacos que tratem esta gente e os tragam à realidade!