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Moção de desconfiança

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Em vez de criar este forrobodó no Governo e fazer-se de vítima, o primeiro-ministro devia copiar o exemplo de Hernâni Dias, o antigo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que tinha criado duas empresas imobiliárias que poderiam beneficiar da lei dos solos, e demitir-se. Preferiu trespassar para a família a empresa de onde recebia avenças quando já era governante, escondendo a violação do dever de exclusividade, indo de encontro ao conflito de interesses. Luís Montenegro vai conseguir aprovar a única moção possível - a da desconfiança - por mais serviçais políticos que envie para intoxicar a opinião pública portuguesa na tentativa de limpar-lhe a imagem.

Deixem os jornalistas em paz

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Tenho a certeza que a maior parte dos portugueses confia mais nos jornalistas do que nos políticos, mesmo que o primeiro-ministro critique o ritmo "ofegante" do jornalismo e imagine perguntas "sopradas" ao auricular. Acredito que a grande maioria dos jornalistas respeita o seu Código Deontológico, ao contrário de muita da classe política que não cumpre os princípios gerais do Código de Conduta dos Deputados à Assembleia da República, comprovado pelos inúmeros casos de prevaricação e corrupção. Luís Montenegro e os restantes políticos devem deixar os profissionais da comunicação social fazer o seu trabalho democraticamente, não soprando nos bolsos dos cidadãos com ofegantes impostos, mas realizando as promessas eleitorais de interesse público.

Salvadores da pátria

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Sete meses depois de vencer as eleições legislativas, a propagandeada "mudança" da Aliança Democrática não existe.  A saúde continua um caos, o acesso às urgências hospitalares de obstetrícia e pediatria continuam condicionadas ou encerradas. Na educação, duas semanas após o início lectivo, cerca de 100 mil alunos estão sem professor a pelo menos uma disciplina. Sucedem-se os comportamentos inconvenientes: o ministro da Defesa, Nuno Melo, quase ameaçou tomar Olivença, por sua vez, a ministra da Administração Interna, chamuscou-se na gestão dos incêndios. Num acto de chico-espertice, mexeram na taxa de carbono, o que fez com que o preço dos combustíveis não desça, afectando também o preço de venda do gás engarrafado. Aqueles que consideravam a AD como os salvadores da pátria andam calados, outros andam à rasca, suplicam para que haja um entendimento político porque sabem que a cabeça do governo está no cepo de corte, à espera do golpe final que irá ser dado pelo Orçamento de E...

Sei o que fizeste na bancada parlamentar

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Cinco minutos depois de Marcelo Rebelo de Sousa convocar eleições antecipadas e dissolver o Parlamento, na sequência da demissão de António Costa, o presidente do PSD, Luís Montenegro, mostrou vontade de ir ao pote, dizendo, em jeito de campanha, que "é preciso virar a página do empobrecimento" e nem é necessário "emigrar por falta de resposta na habitação". O povo sabe o que o antigo Presidente da bancada parlamentar do PSD fez como porta voz do Governo de Passos Coelho, um protagonista daqueles anos de brutal austeridade que eliminou subsídios de férias e de natal de funcionários da administração pública, dos seus pensionistas e também dos privados, alguém que fez parte de um partido que convidou os portugueses a emigrar, pois só sairíamos da crise "empobrecendo", jamais pode ser tão hipócrita e representar uma solução para o país.

O vencedor

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Eu sei que alguns costumam desvalorizar as vitórias políticas de Rui Rio, mas quem vence Fernando Gomes, Francisco Assis, Elisa Ferreira, Santana Lopes, redacções de jornais, caciques e pseudo notáveis do Norte, claques, presidentes de clubes de futebol e quem derrota o fiel discípulo de Passos Coelho, Luis Montenegro, por três vezes, merece um pouco de consideração pois é um homem corajoso, frontal e equilibrado. É hora dos militantes do PSD apoiarem o vencedor, baixarem os egos e deixarem-se de politiquices, de jogos de interesses, dos compadrios, de clientelismo, para recuperarem os votos dos eleitores descontentes que fugiram para a direita radical,  pois o país só tem a ganhar com uma oposição forte e credível.

O monte negro

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Não fiquemos escandalizados com o que está a acontecer no PSD, onde a ambição desmedida, o ego de um homem se sobrepõe aos interesses do partido, porque já aconteceu ao PS, em 2014, quando António Costa considerou a vitória de António José Seguro nas eleições europeias de "poucochinha" e o afastou da liderança. Costuma dizer-se que qualquer cópia é pior do que o original, ainda para mais feita por alguém que foi durante muito tempo líder parlamentar, uma caixa de ressonância dos quatro piores anos das nossas vidas. O monte é negro, sombrio como aqueles anos da troika e o caminho para as legislativas de Outubro é colado a um abismo, mas Rui Rio vai escalá-lo e olhá-lo de frente pois já defrontou de tudo: caciques, maníacos do futebol, "notáveis" da cidade do Porto, pseudo forças vivas do Norte e agora uma espécie de mistura de Passos Coelho com José Relvas.