Guerra de egos
A situação da saída de Ronaldo da Seleção Nacional é comparável à história de uma empresa onde havia um funcionário que, pela sua produtividade, fechava os maiores contratos e carregava a equipa às costas. O seu estatuto permitia-lhe até desafiar os sucessivos líderes com a complacência do patrão, principalmente quando estes queriam rodar a equipa. Com o passar dos anos, o seu rendimento profissional caiu e os privilégios foram reduzidos, ao mesmo tempo que foi contratado para a chefia um líder carismático, com um ego tão grande como o do funcionário. Nasceu, então, uma guerra de egos: quem estava habituado a ter tratamento especial e um apreço exagerado por si mesmo perdeu peso na empresa e entrou em conflito, fazendo birras por não admitir que a idade avança e que a concorrência interna aumenta.