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Covid zero

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Julgo que a morte de dez pessoas na China num incêndio dentro de um edifício trancado por causa das medidas de confinamento deve desarmar o mais empedernido dos "covideiros". Se calhar, já era hora de responsabilizar quem cometeu tanta barbaridade em nome da "protecção da saúde pública" e quem admirava ou tentou copiar esta política de "covid-zero". No fundo, foi a passividade do mundo ocidental que aceitou este totalitarismo sanitário, aprisionar e isolar famílias durante meses sem acesso a alimentos e medicação, barricar casas, prédios e bairros inteiros. Estes confinamentos radicais também se verificaram noutros continentes e quem sabe se, no futuro, veremos os residentes portugueses enclausurados e aflitos baterem com panelas e frigideiras nas janelas visto  que o Governo recentemente propôs uma revisão constitucional que preveja casos obrigatórios de isolamento profilático e quarentena.

América e os três mosqueteiros

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Os Estados Unidos da América, a Austrália, o Reino Unido e o Canadá vão boicotar os Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim, protestando contra a China devido a crimes contra a humanidade e abusos dos direitos humanos. Parece a história do D' Artagnan e os Três Mosqueteiros da hipocrisia, ou não fosse esse grupo um dos principais violadores de direitos humanos em países democráticos. Discriminação racial, marginalização de migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade, xenofobia contra asiáticos, participação em guerras e conflitos que originam deslocados e crises humanitárias. São nações que têm usado a pandemia para restringir direitos básicos, liberdades e garantias dos seus cidadãos, mobilizando militares para aplicar as suas regras e medidas desproporcionais que fazem perder rendimentos. Limitam o direito à saúde que não a Covid, o direito ao trabalho e o acesso ao mesmo, restringem a liberdade de imprensa e a opinião transformando-se eles próprios na ditadura chinesa qu...

Licença para infectar

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A Áustria, pátria de Adolf Hitler, parece querer recuperar os ideais do antigo dirigente nazi e num acto de purificação impôs um confinamento apenas a cidadãos que não tenham o esquema vacinal contra a covid-19 completo. Suspeito que o próximo passo será activar os campos de concentração das redondezas e enviar estes impuros para internamento ao som de Strauss ou Schubert. Esta política sanitária e persecutória deveria ser censurada pela União Europeia pois viola gravemente os valores fundamentais dos seus cidadãos, ainda para mais sabendo-se que um vacinado pode transmitir o vírus com a mesma rapidez e facilidade do que as pessoas não vacinadas. Sendo assim, o Certificado Digital parece ser um documento legal que dá licença para infectar enquanto se tranca pessoas supostamente saudáveis em casa como castigo.

Apartheid sanitário

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Jamais esqueçamos Frederik de Klerk, o homem que teve um papel determinante na transição da África do Sul para a democracia destruindo o apartheid, um sistema de discriminação racial. Hoje, tornamos a viver um apartheid e embora já não seja uma luta da raça branca contra a negra assistimos a uma segregação sanitária entre vacinados e não vacinados da covid-19. À semelhança do passaporte que controlava a circulação dos negros, existe um certificado verde digital. O nacionalismo "africânder" deu lugar a um fundamentalismo religioso sanitário que atropela a constituição, impede o acesso a determinados empregos, à saúde, à cultura, à restauração, ao espaço público, suspende direitos fundamentais, liberdades e silencia todas as vozes que vão contra a ideologia oficial do "regime branco" inclusive o sossego das organizações políticas de esquerda que supostamente promovem a igualdade entre todos.  

Pedantes de ouro

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Acho que estamos todos agradecidos ao vice-almirante Gouveia e Melo pelo trabalho desempenhado na vacinação contra a covid-19, contudo, como vejo tanto pedantismo em volta de tal personagem ao ponto de ser distinguido com um Globo de Ouro por uma estação televisiva, é justo criar os troféus Pedantes de Ouro. O prémio revelação vai para o ministro da Defesa, devido à polémica em torno da substituição do chefe do Estado-Maior da Armada por troca com Gouveia e Melo, o de teatro para o primeiro-ministro que nada sabia do assunto e o de entretenimento para o Presidente da República que esclareceu todos os equívocos sobre essa notícia. O prémio de ficção vai para o médico e deputado Ricardo Baptista Leite que disse que "nunca tinha visto tantas pessoas morrerem num só turno de 12 horas", apesar do covidário do hospital ter confirmado "apenas" três mortes, a personalidade da moda é uma empresária que, no dia 5 de Outubro, organizou uma homenagem a Gouveia e Melo onde toda ...

Respiracionistas

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Como perigoso "respiracionista" que sempre fui, inspirando e expirando pelos pulmões sem qualquer máscara a tapar-me a boca e o nariz no meio natural e mesmo na rua, porque nunca foi obrigatório, não posso deixar de rir com o anunciado "dia da libertação", a 1 de Outubro. O único "dia da libertação" que conheço em Portugal foi o 25 de Abril de 1974, que colocou um ponto final a quase 50 anos de fascismo e, embora andem por aí saudosistas a impor restrições aos direitos e garantias, mesmo censurando a liberdade de expressão dos cidadãos contra o pensamento único autorizado - entre eles médicos influencers com aspirações políticas e mesmo jornalistas que já se esqueceram do "lápis azul" da ditadura que decidia o que devia ser noticiado ou divulgado -, sinto-me livre. Qualquer "respiracionista" que goste de viver e não liga  aos boletins diários da DGS arrisca-se a ser chamado de "negacionista", a palavra da moda, por qualquer me...

O "Público" foi longe de mais

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O jornal "Público" retirou da sua edição digital um artigo de opinião de um médico convidado com o título "Uma vacina longe de mais", que falava das dúvidas acerca da vacinação de crianças e jovens contra o Covid. Esta "despublicação" disfarçada de " erro de controlo editorial " foi justificada "pelo tom desprimoroso em relação a várias personalidades da nossa vida pública"  e também por "negar o relativo consenso científico em torno das vacinas.” Sempre pensei que um artigo de opinião fosse parcial, abundante de juízos de valor, por vezes polémico e provocador para lançar o debate. Não me lembro de idêntica celeuma com outros cronistas que usaram do mesmo tom nesse jornal e bastava devolver o texto ao seu autor sem o publicar. Mesmo compreendendo os critérios editoriais, fica a sensação que o "Público" sonega e escolhe deliberadamente a informação, não deixando que o leitor analise e interprete os factos, fazendo lemb...

E esta, hein

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Aquele país escandinavo que vive na pré-história, onde os seus habitantes têm que montar os seus próprios móveis e passeiam nas ruas os "chaços" da marca Volvo, têm menos óbitos do que Portugal por Covid-19 bem como menos mortalidade colateral em excesso de outras causas naturais. A Suécia, com o número de população idêntica à do nosso país e cuja estratégia para combater esta pandemia não pode ser pronunciada, foi apelidada de "criminosos sem noção" quando as mortes dentro dos lares de idosos eram fogo em mato seco, aliás, o que acabou de acontecer por aqui. Dizem que não é sério comparar os dois países mas já é honesto comparar a Suécia com os seus vizinhos nórdicos apesar das diferenças da concentração demográfica nas grandes cidades. Deve ser difícil aceitar o facto da Suécia não ter feito confinamentos rigorosos, não ter restringido a liberdade e direitos fundamentais dos cidadãos mas ter optado por recomendações e responsabilidade pessoal, não ter criado tanta...

Apologia do egoísmo

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    Lamento desiludir muito moralista mas como vacinado contra a covid-19 jamais admitirei que tratem os não vacinados - por opção ou por insuficiência de vacinas - como leprosos impuros e que se use um certificado digital inútil para segregar visto que a vacina não impede mas apenas diminui o risco de contrair o vírus. Chega a ser caricato ver alguém a quem foi dispensado tratamento diferenciado devido à sua orientação sexual tentar inferiorizar um não vacinado ou um indivíduo assumir-se de "esquerda" e ter comportamentos discriminatórios indirectos. Não venham com a conversa da preocupação com a saúde pública, da empatia, do bem comum, porque desde Março de 2020 vejo muito egoísta esvaziar as prateleiras do supermercado com o medo de que o mundo acabasse, monopolizando o álcool desinfectante, luvas e máscaras. Não estão preocupados com a vida voltar à normalidade mas sim com o amor aos seus interesses próprios, pois finalmente vão ao restaurante comer as ostras e depois ao ...

País de pedantes

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  Cada vez mais vejo este país transformar-se numa nação de pedantes e lembrei-me daquele colega de trabalho sempre pronto a bajular o patrão mas quando a empresa necessita despedir alguém é o primeiro a levar um pontapé do traseiro. Vem isto a propósito do Reino Unido ter retirado Portugal da "lista verde", ou seja, ter considerado o nosso país um local inseguro para os turistas britânicos viajarem, isto dias depois da festança inglesa no Porto por ocasião da Liga dos Campeões ter sido patrocinada pelo nosso governo. É lamentável ver o político português aceitar o facto de sermos descartáveis do género usar e deitar fora, assistir ao enterro do turismo algarvio passivamente em vez de dar um murro na mesa, mostrar aos ingleses que temos taxas de infecção semelhantes às deles e lembrar-lhes que são um mau exemplo no combate da pandemia pois chegaram a ser o país europeu com mais vítimas por covid, sem falar nas imagens que mostravam a falta de equipamento de protecção individu...

Vizinhos pobres e ricos

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Imaginem os vossos vizinhos ricos ocuparem o pobre quintal onde moram e fazer uma festa de comes e bebes durante alguns dias, infringindo uma série de regras que estavam definidas, nomeadamente a limitação de ajuntamentos, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso público e o distanciamento físico. É chamada a polícia, os mesmos agentes que há uns meses atrás multaram o dono do quintal por estar a comer gomas ao pé de uma máquina de vendas, e que nada fazem perante tal algazarra. Foi isto que aconteceu no Porto com os festejos da Liga dos Campeões, uma execrável diferença de tratamento, de critérios, entre vizinhos pobres e ricos, começando na chacota feita aos portugueses, passando pelo pedantismo do Governo, da FPF (Federação Portuguesa de Futebol) em relação à UEFA, depois de reclamar o regresso do público português aos estádios, e acabando no total descrédito da Direcção-Geral da Saúde, sem esquecer os populistas que diziam sentir vergonha com ...

Olha para o que eu digo, não olhes para o que faço

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Não preciso que chamem o Polígrafo para fazer "fact-checking", todos nós vimos o Presidente da República na sua visita à Guiné-Bissau andar pendurado do lado de fora do carro para cumprimentar a população que o recebeu de forma eufórica, chegando mesmo a sair da viatura para ir ao encontro da multidão, sem distanciamento físico, sem máscaras, sem qualquer tipo de respeito pelas medidas de prevenção da Covid-19, isto feito por alguém que, dias antes, se queixava dos custos para a saúde pública dos festejos da noite sportinguista, numa espécie de "olha para o que digo, não olhes para o que faço". Com tal deboche pelas ruas de Bissau, os "especialistas" influencers e os moralistas que atribuíram um aumento de casos em Lisboa por causa das celebrações futebolísticas, terão que arranjar outras fórmulas matemáticas mas suspeito que ainda vão chegar à conclusão que afinal o vírus é racista, só ataca os brancos de Alvalade e que, em África, não existe grau de tran...

Não sei para onde vou, sei que não vou por aí

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    A proposta da Comissão Europeia em criar um passaporte de vacinação para viajar é discriminatório para não dizer degradante, isto vindo de uma entidade que se bate por condições de igualdade de tratamento para todos. O certificado de imunidade parece um perigoso sistema de castas entre cidadãos, "os puros e vacinados", contra os "impuros" que não vão conseguir as doses ou porque estão no pleno direito de não serem vacinados. Nem vou questionar as provas científicas da vacina na redução dos contágios por coronavírus e na duração da imunidade, estou estupefacto com a normalidade com que muitos cidadãos encaram estas desigualdades, um caminho de medo, egoísmo e de atropelo aos direitos básicos de uma sociedade. Como diria José Régio, "não sei para onde vou, sei que não vou por aí!" 

Cansado de coronas

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Estou farto dos "amigos do Corona", mais preocupados em fomentar guerras no futebol e chorarem por um jogador pago a peso de ouro "transformado num saco de batatas", em vez de recearam pelo seu próprio futuro económico e social afectado pela pandemia. Ameaçam e rasgam as vestes por causa do pontapé na bola mas tornam-se submissos perante o milésimo estado de emergência que corta liberdades e provoca fome. Estou cansado dos matemáticos que se esquecem dos quase 1 milhão de desempregados, das certezas dos "doutores coronas" desmentidas semanas depois, "influencers" sanitários que amplificam o medo e apelam à censura dos "relativistas" de forma ditatorial. Ando cheio do político oportunista que vai para a porta dum hospital dizer que nunca viu tantas pessoas morrerem quando afinal "apenas" uma pessoa tinha falecido naquele turno. Ando aborrecido com alguma comunicação social noticiando que o oxigénio do hospital tinha acabado qua...

O Novo Estado

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    Os quase 500 mil votos que André Ventura recebeu nas últimas eleições presidenciais escandalizou muita gente que considera a extrema-direita uma ameaça à própria democracia, pois é sinónimo de totalitarismo e desprezadora das liberdades individuais. No entanto, quando repetimos pela décima vez o Estado de Emergência, esses cidadãos indignados submetem-se a uma ditadura sanitária que suspende o exercício de direitos, liberdades e garantias.  Ficam confortáveis com a prisão domiciliária da população, o autoritarismo policial e o controle do Estado, fazendo lembrar tempos não muito longínquos do "pai" disciplinador "casado com a Nação" e do bufo delator. A comunicação social é usada para propagar números drásticos e qualquer discurso que difira dos "especialistas" é censurado e apelidado de "negacionista". Neste prepotente Novo Estado, que deveria ser de excepção, devemos manter bom senso, lamentar os mortos mas sobretudo cuidar dos vivos, jamai...

A variante da desgraça

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Deve ser caso único, um Governo fechar escolas por causa da pressão de um Presidente da República, de uma comunicação social irracional, de uma sociedade em pânico - mas que já não se importa com os aglomerados nas urnas de voto -, de docentes e pais ansiosos que transmitem medo aos filhos, para reconhecerem que afinal "as escolas não são nem foram o principal foco de transmissão". Já vamos na variante, um novo traçado para a miséria e desgraça que não oferece caminho alternativo, apenas interrompido por campanhas eleitorais e actos políticos, pois segundo o presidente da Assembleia da República, "o voto é um acto de resistência contra o vírus"! O SNS está à beira da implosão, não porque os portugueses se portaram mal no Natal mas devido ao desinvestimento de sucessivos governos, sacrifica-se os mais velhos pois verificamos que  a mortalidade nos lares de idosos não diminui e agora estamos dispostos a hipotecar o futuro educacional das gerações mais novas, rebentand...

Pela coerência, mantenha-se em casa

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    Um surto de Covid-19 infectou algumas monjas que vivem em celas, sem contactos com o exterior, enclausuradas num mosteiro em Campo Maior. Isto para dizer que um vírus respiratório ultrapassa todas as barreiras, mas mesmo assim estamos dispostos a aceitar um novo confinamento limitador das liberdades que vai trazer depressão, pobreza, desemprego, insolvências, colapsando a economia e sobrecarregando a segurança social, apesar de alguns responsáveis da Organização Mundial de Saúde pedirem aos líderes mundiais que parem de usar o confinamento como principal controlo da pandemia. Em 10 meses, o governo não consegue resolver a taxa de mortalidade nos lares mas em meia dúzia de dias prepara os procedimentos eleitorais necessários à recolha de votos dos idosos no próximo dia 24. Agradeço a todos os medrosos partidos portugueses que se mostraram favoráveis ao confinamento, porque eu, como menino bem comportado e submisso, vou aceitar a obrigatoriedade para não agravar a situação pandémica,...

Comédia sanitária

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    Ao ver o Subdirector-Geral da Saúde anunciar na televisão uma série de recomendações para a época festiva, nomeadamente transformar a ceia em almoço de Natal, evitar entrar em cozinhas e promover encontros rápidos nas escadas dos prédios ou no quintal, pensei estar diante do verdadeiro mestre da culinária, parafraseando Quim Barreiros, ou mesmo de uma rábula do Gato Fedorento. Tratar pessoas como crianças, como se elas fossem incapazes de compreender a realidade, mudar regras previamente estabelecidas em cima do joelho como foi o caso das celebrações do Ano Novo, só serve para descredibilizar os responsáveis políticos e admitir o fracasso das suas medidas para conter a pandemia agora convertida numa comédia sanitária.

A pão e água

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Primeiro foi dito que a actividade cultural não podia parar, depois fomos incentivados ao consumo natalício para alavancar a economia, mas agora o Governo muda o discurso e manda toda a gente para prisão domiciliária, o que não acontecia desde 1975, uma espécie de castigo  para culpabilizar o mau comportamento dos cidadãos em relação ao contágio do vírus.  Parece cientificamente discutível confinar milhões de pessoas, muitas delas saudáveis, em nome da "defesa da saúde". Benjamin Franklim disse que "aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem liberdade nem segurança." Felizmente que a sociedade civil começa deixar de ser mansa e já percebeu que não, não "vamos ficar todos bem" - vão ficar bem os de sempre -,  pois aproxima-se o "a pão e água", sem sustento, resultado de medidas políticas desproporcionais, medrosas, que vão destruir muitas vidas a longo prazo, a saúde mental dos cidadãos, os seus e...

Stay Away Políticos

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  O governo esteve razoavelmente bem na primeira onda da pandemia mas agora está a cair no ridículo e a contradizer-se no sentido de obrigar os cidadãos a usarem máscara em todos os espaços públicos - quando essa peça no passado "dava falsa segurança" - medida que não trava o aumento de infectados na Europa, e principalmente com a exigência em forçar as pessoas com telemóvel a instalar a aplicação "Stay Away Covid". Em sete meses, não foram capazes de procurar uma alternativa sem ser o confinamento, o terror sanitário, o pânico e as limitações da liberdade. Precisamos de uma aplicação que faça desaparecer políticos com tiques ditatoriais e a ladainha dos "covideiros" que a comunicação social alberga, um programa mundial que reúna a comunidade científica para o contraditório, o debate, o confronto de saberes, com vista a acabar este pandemónio económico, social e afectivo que tem infernizado as nossas vidas.