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Os irrevogáveis

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Depois de, em 2013, Paulo Portas ter revogado a sua demissão "irrevogável" e ter ficado vice-primeiro-ministro, eis que o Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, pondera candidatar-se à Presidência da República depois de ter dito, em Abril, de forma definitiva, que não era "talhado" para o cargo. Até é possível que o autarca acabe com a crise da habitação em Portugal depois daquele processo que envolveu a imobiliária da família ou se transfira para a SAD do seu amado clube no fim do seu mandato, mas não se prevê nada de bom para quem sempre alimentou guerras entre o norte e o sul, achincalhando a TAP. Um bom slogan político para a sua futura campanha podia ser "Um presidente para todos os portugueses...acima do norte do Douro"!

Gerigonças

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    Antes de sair da liderança do CDS,  Paulo Portas apelidou o acordo do actual governo com a esquerda de "gerigonça", estranhando eu a palavra usada vindo de alguém que, em vários momentos da história do partido, atrelou a traquitana, um táxi de 4 deputados, ao PSD. Inesquecíveis são os tempos em que criou um jornal elitista , de direita, conservador, antieuropeísta e que escreveu que "só iria para a política se estivesse louco"! O ziguezague "irrevogável" promoveu-o a vice-primeiro ministro, mas o que vai deixar saudades é aquela gerigonça centrista snob e urbana vestida com roupa de marca que irrompia pelas feiras, ou quando berravam pela lavoura de chapéu de palha na cabeça e calçado de vela.