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A culpa foi da tomada

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A partir de agora, quando contarem a história da Carochinha sobre o antigo árbitro Calabote, lembrem-se dos 22 minutos de desconto do jogo FC Porto-Arouca, período em que a equipa da casa evitou a derrota, em mais um episódio de descrédito internacional do futebol português. Como não bastasse, a equipa que mais beneficia destes prolongamentos pede a anulação do jogo, naquele fingimento característico, pois nunca faria isso caso tivesse ganho a partida. Parece que a culpa foi de uma tomada sem corrente eléctrica no estádio, não deixando de ser estranho visto tratar-se da mesma ficha onde eram carregadas as baterias das "bicicletas voadoras" da secção de ciclismo!     

Daqui não saio, daqui ninguém me tira

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  Só há duas coisas certas na vida, os impostos e o Sérgio Conceição ser expulso por insultar os árbitros. Na ressaca da Supertaça, em Aveiro, o Benfica deu um banho de bola ao FC Porto  na segunda parte do jogo. A eterna "vítima" com mau perder, que já foi expulso 24 vezes na carreira como treinador - injustamente, claro - conseguiu ofuscar um bom espectáculo e transformá-lo num circo, naquela cena ridícula de não querer sair do campo, ao melhor estilo da canção "Daqui não saio, Daqui ninguém me tira"! Este comportamento reincidente e nada educativo de alguém que não sabe estar no desporto, noutros países e com outras federações desportivas dava direito a suspensão ou irradiação da actividade.     

Crimes de ódio

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Em Espanha, foram detidos quatro suspeitos de pendurarem um boneco com a cara e camisola do futebolista brasileiro Vinicius Júnior numa ponte, antes de um jogo com o Atlético de Madrid, sendo acusados de "crime de ódio" conotado com o racismo e xenofobia. Em Portugal, no ano de 2020, antes de um clássico entre o FC Porto e Benfica, dois bonecos insufláveis trajados com camisolas do Benfica e dos árbitros foram "enforcados" num viaduto da Alameda do Dragão, mas o caso acabou prescrito sem que nada tenha sido feito para punir os autores da mensagem de ódio, os mesmos que hoje batem no peito contra a discriminação racial no desporto.

Futebol de régua e esquadro

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  Parece que o senhor Pinto da Costa anda desgostoso por não receber mensagens de felicitações da parte de algumas pessoas pela conquista do campeonato de futebol, se calhar estava à espera da congratulação do Biden e do Putin mas deviam estar ocupados. Por mim, vou dar-lhe os parabéns, mas também dizer que nunca se viu tantos erros de arbitragem como nesta época, como por exemplo, no jogo do título, anular um golo por fora de jogo devido ao facto do  avançado estar apenas dois centímetros adiantado. O sistema do vídeo-árbitro podia ser uma ferramenta útil mas transformou o futebol em régua e esquadro, à caça daquele frame duvidoso. Por agora são os centímetros, depois passará a milímetros e mais tarde um nariz grande ou um penteado desgrenhado de um jogador será suficiente para o colocar fora de jogo, a bem da "verdade desportiva", deixando a tecnologia matar a espontaneidade e a beleza do futebol.  

Em força para a Ucrânia

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Qualquer pessoa mais distraída que viu as imagens do último jogo entre o FC Porto e o Sporting terminar em batalha campal, pensou que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tinha começado e nem faltou uma bala apanhada em pleno relvado. Acho que estes jogadores, técnicos, seguranças, apanha bolas, administradores, pessoal que trata da publicidade e da comunicação era útil no novo conflito armado que se avizinha na Europa por causa da Rússia e devia constituir  uma força paramilitar que auxilie o pequeno exército ucraniano de modo a expressar toda a sua agressividade e cagança! 

O regresso dos jagunços

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  A agressão a um repórter de uma televisão num estádio em Moreira de Cónegos, feita por um empresário com ligações ao FC Porto, fez lembrar aqueles anos negros de 80 e 90, com intimidações e coações sobre jornalistas como Carlos Pinhão, Marinho Neves, Eugénio Queirós e Pedro Figueiredo. Recentemente, também Pedro Neves de Sousa, Valdemar Duarte, João Pedro Silva, Duarte Monteiro e outros profissionais da comunicação social, foram importunados fisicamente e verbalmente por jagunços disfarçados de directores de comunicação e assessores de imprensa. Não só o Ministério Público deve agir rapidamente, como as entidades que regem o futebol castigar os clubes envolvidos, frustrados com os maus resultados desportivos, sob pena de sermos conhecidos como um país de terceiro mundo.    

De arrasar

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Creio que o estado de graça de Jorge Jesus como treinador do Benfica terminou, aliás, nunca verdadeiramente começou apesar de prometer "jogar o triplo" e de "arrasar", depois desta derrota na Supertaça Cândido de Oliveira. D'Arrasar era uma banda chunga dos anos 90, curiosamente com a mesma falta de qualidade deste grupo de atletas encarnados pagos a peso de ouro, pois aquilo que temos assistido é um arraso nas contas do clube, com gastos de quase 100 milhões no mercado para satisfazer os caprichos de um treinador que vive das glórias do passado. Numa época de pandemia mundial, onde muitos clubes arriscam a própria existência fruto da quebras de receitas da bilheteira, publicidade, patrocínios e dos direitos televisivos, o Benfica investiu, foi dos poucos que não cortou nos salários do plantel e mesmo assim recebe estes agradecimentos por parte dos seus profissionais. 

O ópio do povo

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Já era hora deste plano de desconfinamento ser aplicado mas não deixa de causar uma certa perplexidade o facto do futebol regressar no fim do mês, ainda para mais depois do cancelamento da Segunda Liga e das principais modalidades de pavilhão. O governo desconfina, o cidadão desconfia por pedirem para andar de máscara, para manter o distanciamento social de forma a reduzir a transmissão do coronavírus mas não compreende como se vai conseguir manter uma distância relativamente ao adversário no pontapé da bola. Enquanto vários eventos desportivos têm sido anulados por toda a Europa, os cientistas nacionais de bancada descobriram que o ópio do povo, o futebol, tem capacidade para purificar a saúde pública e eliminar este maldito vírus, mesmo pondo em risco a integridade física de todos os intervenientes deste espectáculo. 

O ópio do povo

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Já era hora deste plano de desconfinamento ser aplicado mas não deixa de causar uma certa perplexidade o facto do futebol regressar no fim do mês, ainda para mais depois do cancelamento da Segunda Liga e das principais modalidades de pavilhão. O governo desconfina, o cidadão desconfia por pedirem para andar de máscara, para manter o distanciamento social de forma a reduzir a transmissão do coronavírus mas não compreende como se vai conseguir manter uma distância relativamente ao adversário no pontapé da bola. Enquanto vários eventos desportivos têm sido anulados por toda a Europa, os cientistas nacionais de bancada descobriram que o ópio do povo, o futebol, tem capacidade para purificar a saúde pública e eliminar este maldito vírus, mesmo pondo em risco a integridade física de todos os intervenientes deste espectáculo. 

O Brexit do futebol português

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  Em apenas dois dias, as quatro melhores equipas do futebol português foram eliminadas das competições europeias por adversários de segunda linha. Há que dar os parabéns a quem tornou possível esta espécie de "brexit" do futebol português, a sua saída limpa e a consequente entrada do país no grupo de Ligas do Terceiro Mundo. Felicitar os directores de comunicação dos clubes envolvidos pelo ódio que debitam diariamente, os seus presidentes sem cultura desportiva e os símios sem educação que ocupam as bancadas, congratular os mentecaptos que comentam nas dezenas de inúteis programas televisivos, as claques de malfeitores e os jornalistas que não sabem despir a camisola, parabenizar os chefes de família que se transformam em vândalos de fim-de-semana, os arruaceiros virtuais que ameaçam árbitros e alegrarmo-nos com a falta de coragem do Governo em actuar no desporto para acabar com tantos acontecimentos que atentam um Estado de Direito.

O touro enraivecido

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Isto não é conversa para boi dormir pois segundo o treinador do Belenenses existe um touro enraivecido à solta e que dá socos lá para os lados do Estádio do Jamor. Esta nova espécie de bovino, pugilista e alucinado, já terá um historial de comportamentos agressivos à semelhança dos restantes ruminantes daquela conhecida ganadaria que costumam ser bravos, principalmente quando não ganham as corridas. Há quem não veja um boi à frente, mesmo com som e imagens televisivas e há quem queira transformar os corredores dos estádios de futebol num espectáculo tauromáquico de pegas.

Bandos de malfeitores

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A decisão do presidente do Sporting em acabar com os apoios às claques do clube é um acto de coragem, farto de tanto parasitismo e intimidação. Algumas claques de futebol deixaram de ser um grupo de adeptos que apoia e acompanha a equipa para se tornarem numa seita de malfeitores pronta a obter proveitos financeiros do clube, onde o estilo de vida dos seus líderes não corresponde aos rendimentos declarados. Somente uma pequena parte dos seus elementos têm registo obrigatório, e apesar de ser sobejamente conhecida as suas actividades criminosas, têm prioridade sobre os outros sócios e adeptos em relação ao preço dos bilhetes para os jogos. Eu não sei se as claques deviam ser extintas, sei que o futebol  já existia e era mais puro antes destes bandos de mostrengos aparecerem. 

O logro

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  O futebol português parece querer voltar aos tempos em que os campeonatos eram "comprados em supermercados", palavras de um reputado treinador estrangeiro. Confesso que os árbitros contribuíram para este logro através de um VAR obsoleto, o manual de maus conselhos que ignora lances decisivos e altera a verdade desportiva. Admito que existe três grandes eucaliptos que secam o futebol em Portugal mas um tem raízes mais compridas do que os outros. Jogos que se prolongam depois da hora regulamentar à espera do golo ou do penalty decisivo e expulsões ao primeiro minuto de jogo é o recente exemplo dessa intrujice. O organizador da Liga também não ajuda ao marcar jogos para horários desajustados devido a compromissos televisivos e permite que o preço dos bilhetes seja de uma final da Champions League. Depois queixem-se que esta falta de credibilidade faça com que as assistências de alguns jogos dos campeonatos distritais sejam superiores aos da Primeira Liga!

Os velhos do Restelo

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As transferências que acontecem no mundo do futebol não deixam de causar perplexidade e até indignação devido aos seus números milionários, no entanto, a recente venda para o campeonato espanhol de um prodígio português de 19 anos devia deixar orgulhosos muitos portugueses porque é o reconhecimento da qualidade e do talento do jogador lusitano. Em vez disso, os velhos do Restelo, de Alvalade e das Antas, não compreendem, não encontram explicação racional para essa venda e declamam ressentimento. O "velho dos Lusíadas" chega a dar lugar a uma velha eurodeputada que questiona se isto não se trataria de um "negócio de lavandaria". Se Camões fosse vivo não percebia como se exalta por um Ronaldo e pelos seus feitos além fronteiras enquanto se demonstra animosidade por um  jovem que é transferido de forma épica à custa do seu trabalho e habilidade, nada que um bom medicamento com bicarbonato não resolva os problemas destes reaccionários.

Estão a matar o desporto

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Agora que a temporada futebolística acabou exige-se fazer uma reflexão acerca dos motivos que levam a Liga Portuguesa a perder espectadores nos estádios cada época que passa. Creio que não será alheio o clima de talibanismo e a falta de cultura desportiva provocada pelo colapso educacional da família e da escola. Chefes de família que se transformam em vândalos de fim de semana, arruaceiros virtuais que ameaçam árbitros, atiçados por gabinetes de comunicação dos seus clubes, jornalistas que não sabem despir a camisola, suspeitas de aliciamento a jogadores, furto de documentação privada, caciques que misturam política com o futebol, dirigentes e treinadores com mau perder onde qualquer mentecapto comenta nas dezenas de inúteis programas televisivos. Esta gente mata o desporto, por isso tenho saudades dos anos 80 em que só havia o "Domingo Desportivo", de jornalistas como Gabriel Alves, Rui Tovar, Carlos Pinhão, da dupla que nos ensinava basquetebol, o Carlos Barroca e o Profes...

Futebol aVARiado

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O sistema do videoárbitro parecia ser uma ferramenta útil para credibilizar o futebol, para corrigir decisões erradas em momentos-chave do jogo ou em situações graves que tenham passado despercebidas à equipa de arbitragem. No entanto,  aquilo que vemos em Portugal, nomeadamente no último jogo entre o Benfica e o Porto, é um VAR imprestável, um manual de maus conselhos que ignora lances decisivos e altera a verdade desportiva. Alguém está condicionado, só assim se percebe como "aVARia" aquela gerigonça repleta de monitores em que o protocolo favorece sempre o mesmo. Faz lembrar tempos não muito distantes, da falta de coragem, a época em que os presidentes de clubes recebiam árbitros em casa para aconselhamento matrimonial.

Enxurrada de Abril

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    O possível pentacampeonato do Benfica acabou por perder-se nas enxurradas de Abril. Depois do início de época desastroso, de mau planeamento desportivo por parte da Direcção -  que fez com que a equipa estivesse dependente do rendimento de um jogador com 34 anos - e de más opções técnicas, ainda assistimos ao vergonhoso pacto entre os directores de comunicação de FC Porto e Sporting, onde um beneficia das sobras que o outro deixar.  De seguida, correspondência electrónica do Benfica é roubada, deturpada e publicada fora do contexto. Pelo meio, o centro de treinos de árbitros, na Maia, é invadido e os juízes ameaçados e coagidos. Só um clube muito grande podia resistir a tanto ódio e estar a 5 jornadas do fim na frente do campeonato, só um clube como o Benfica é que terá forças para regressar à ribalta ainda mais forte, com sócios e adeptos que o conseguem erguer nas horas mais difíceis. 

Golpe de estádio

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Primeiro, a chantagem de que ameaçava demitir-se se os estatutos do clube e regulamento disciplinar não fossem aprovados, depois, a transformação da Assembleia-Geral num lavadouro público, enxaguando roupa suja, visando antigos dirigentes, antigos treinadores e sócios. No fim, Bruno de Carvalho saiu vencedor, tinha conseguido implantar uma ditadura moderna através de um golpe de estado no reino de Alvalade. O caudilho é assim, julga-se o salvador leonino e permite uma certa oposição, desde que controlada. Não existe melhor propaganda e manipulação colectiva do que censurar jornais, televisões, rádios e plataformas digitais, aquele totalitarismo que visa condicionar aspectos de vida e comportamentos dos cidadãos. Nem falta a polícia política: os adeptos incentivados pelo ódio que insultam e intimidam jornalistas. Será que a democracia portuguesa não pode acusar criminalmente estes irresponsáveis que estragam o desporto?      

O jornalista sem medo

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    Muita gente nem se apercebeu da morte do jornalista desportivo Marinho Neves, mas outros jamais esquecerão o seu contributo para denunciar os batoteiros do futebol dos anos 80 e 90. Nem foi preciso roubar emails, bastou fazer jornalismo de investigação, colaborar com as autoridades e escrever um livro chamado " Golpe de Estádio ", onde prometeu "dizer a verdade através da comédia", profetizando aquilo a que mais tarde veio a ser denominado de Apito Dourado, o maior escândalo do futebol português. Denunciou o verdadeiro e único "polvo", por isso foi perseguido profissionalmente, intimidado e ameaçado a norte do país. Sem medo, Marinho Neves nunca foi um moço de recados, pois quando o insistiam em calar, berrava ainda mais alto!    

Glória ao vencedor, honra aos vencidos

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  Acabada a época futebolística em Portugal é hora de glorificar o vencedor e honrar os vencidos. Convém também recordar que  não há memória dum vencedor ter sido tão vilipendiado pelos dois principais rivais chegando ao ponto de estes terem consumado uma aliança. Valeu tudo, primeiro foi a insinuação dos vouchers, como se a UEFA não reconhecesse que as lembranças de cortesia a árbitros são normais, depois a "cartilha", como se os comentadores e adeptos do Benfica fossem os únicos a receber informação do seu clube. Das violação de emails, das inúmeras lesões musculares que afectaram o plantel até ao ataque às claques ilegais do clube, como se as "legais" fossem sinónimo de urbanidade, surge o último estertor - o vídeoárbitro - o instrumento milagroso que iria restituir troféus a dragões e leões ironicamente proporciona o último título da época ao Benfica!