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A mostrar mensagens de abril, 2021

O regresso dos jagunços

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  A agressão a um repórter de uma televisão num estádio em Moreira de Cónegos, feita por um empresário com ligações ao FC Porto, fez lembrar aqueles anos negros de 80 e 90, com intimidações e coações sobre jornalistas como Carlos Pinhão, Marinho Neves, Eugénio Queirós e Pedro Figueiredo. Recentemente, também Pedro Neves de Sousa, Valdemar Duarte, João Pedro Silva, Duarte Monteiro e outros profissionais da comunicação social, foram importunados fisicamente e verbalmente por jagunços disfarçados de directores de comunicação e assessores de imprensa. Não só o Ministério Público deve agir rapidamente, como as entidades que regem o futebol castigar os clubes envolvidos, frustrados com os maus resultados desportivos, sob pena de sermos conhecidos como um país de terceiro mundo.    

O pior 25 de Abril de sempre

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Foi irónico ver as comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, a chamada casa da democracia que recentemente autorizou o Presidente da República a declarar o 15º excessivo estado de emergência em Portugal, concedendo decretos-leis que atentam à nossa liberdade individual e colectiva. Os cravos deviam ser substituídos por urtigas, tanta irritação têm provocado na pele dos portugueses. Reparem bem no desplante, os diplomas do reforço dos apoios sociais devido à pandemia podem violar a Constituição por "aumentarem a despesa do Orçamento de Estado", mas o direito ao trabalho, ao sustento, a direitos básicos de cidadania, o encerramento de vários sectores da actividade económica, de sectores sociais e de saúde já são constitucionais. Antes do 25 de Abril havia ditadura política e a DGS (Direcção-Geral de Segurança), agora existe uma ditadura sanitária e a DGS (Direcção-Geral de Saúde), antes do 25 de Abril não havia férias, agora é preciso um passaporte sanitário para ...

Rodeados de maçons

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Ao ver ser discutido no Parlamento essa questão tão importante para a humanidade dos políticos serem obrigados a declarar se pertencem a sociedades secretas, cheguei à conclusão que os deputados do PAN e do PSD não têm mais nada para fazer.  Os cidadãos não querem saber da vida intima dos políticos, se vestem avental, togas, luvas brancas, se tomam banho de água fria, auto-flagelam-se para sentir a dor ou se andam com um frasco de água benta no bolso, mas apenas cumpram honestamente e com competência a causa pública para à qual foram eleitos. Ainda ontem o meu vizinho de fato escuro que vinha da missa e deixou cair um esquadro, confessou-me uma série de rituais com máscaras e álcool gel, que se descalça ao entrar em casa  e desinfecta as compras da loja, contou-me o seu hábito de acender velas em candelabros e ouvir música clássica antes de vestir o avental para adiantar o jantar da família, só aí percebi que deve pertencer à maçonaria ou à Opus Dei!  

Indignados mas com falta de memória

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Foi preciso aparecer a decisão instrutória não definitiva da Operação Marquês para muitos indignados só agora acharem que o sistema de justiça está doente e precisa de reforma. Os revoltados e os peticionários querem queimar o juiz na fogueira inquisitória e ameaçam invadir as ruas. Certamente andam com falta de memória pois não vi tal agitação social no passado perante outros escândalos políticos como o caso Tecnoforma, na ilegalidade na atribuição de fundos públicos envolvendo precisamente um ex-primeiro-ministro, no caso dos submarinos, comprometendo um ex-ministro da Defesa, relativamente ao processo de um concurso público para a aquisição de dois barcos e no caso dos Vistos Gold, implicando um ex-ministro da Administração Interna, com os desfechos que todos nós estamos habituados.    

Deve ser da água

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Quase sete anos e 56000 folhas processuais depois, a decisão instrutória da Operação Marquês pariu um rato e muita frustração. O juiz Ivo Rosa fez com que o Ministério Público desejasse esconder-se  num buraco, ou utilizando um termo da virologia actual, na área nasal interna vulgarmente conhecida como fossa nasal, tal foi a "especulação, fantasia e total incoerência" da acusação. Eu não sei se José Sócrates é culpado dos crimes que sobram, sei é que de repente surgiram os juízes das redes sociais, os comentadores de taberna, simples cidadãos odiosos e até jornalistas a decretar sentenças, gente que podia cursar Direito, candidatar-se à magistratura ou a outros sectores da justiça para acelerar a lentidão da mesma. Como diz a canção, deve ser qualquer coisa na água que os põe assim!