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Os bravos Capacetes Brancos

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  Parece que passou despercebido a muita gente a visita de dois  Capacetes Brancos - organização de voluntários que assegura o resgate das vítimas e tratam de documentar cenas de guerra - a Portugal. Talvez porque os filhos ideológicos da ex-União Soviética não gostaram de ouvir os relatos e testemunhos de quem está no terreno e que aponta o regime sírio de Assad como o "primeiro criminoso", com a conivência do aliado russo. Até podem calar estes dois testemunhos, mas já não podem ignorar as descrições de outros cerca de 4000 bravos socorristas que já salvaram mais de 100 mil pessoas e estão nomeados para o Nobel da Paz.  Nós também não esquecemos esta ideologia política cega de esquerda, da sua propaganda, que hipocritamente chora os mortos deste conflito mas que já matou milhões de pessoas noutras partes do globo. 

A irmandade do sangue

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Sem querer lavar as nódoas de sangue que os EUA têm deixado no Médio Oriente, penso que neste momento a Rússia é o grande executor de cidadãos sírios, juntamente com o carrasco Assad. Há muito que Putin tem tiques de imperialismo e mostrar que é forte com os fracos. Invadiu a Geórgia, anexou a  Crimeia, retalhou o leste da Ucrânia, fragmentou a Moldávia e agora gaba-se de apresentar "armas invencíveis". Junte-se a estes figurões Erdogan, que tem trucidado os curdos,  e achamos a irmandade do sangue. O mundo e a Síria estava tão bem sem estas personagens odiosas que directa e indirectamente mataram em média  uma criança por hora este ano na guerra!

A Síria morre aos poucos

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  A Síria morre aos poucos, com ela o povo, inúmeros estropiados apanhados no meio do ego de um louco e da cobardia política dos seus históricos aliados. No espectáculo degradante das execuções sumárias, é o sofrimento das crianças que mais impressiona. Não tenhamos dúvidas, nesta sangrenta arte da guerra ansiamos por alguém com coragem, um Eisenhower dos tempos modernos que liberte esta gente e faça o tirano provar do seu próprio fel.

Gritos de impotência

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Foto: The Times    "Falam falam mas não os vejo a fazer nada", podia ser um diálogo de uma rábula humorística, só que, infelizmente, a situação é bem mais séria. O regime do homem de bigodinho irritante continua a massacrar a sua população, na Síria . Perante a tímida reacção da China e da Rússia, perante a expectativa israelita, perante a inércia da Organização das Nações Unidas , perante a escalada de violência que agora executa mulheres e crianças, teoriza-se bastante mas pouco se age. O mundo acobarda-se, grita, mas sofre da impotência que nenhum medicamento pode elevar, e morre-se, morre-se tão estupidamente . 

A Síria não pode esperar

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Foto: The Guardian       Enquanto se continua a massacrar população na Síria, esgrime-se argumentos políticos irrelevantes à medida que a chacina vai aumentando. Uma certa esquerda vive na negação, sempre com o ridículo discurso do imperialismo na ponta da língua, ensurdecendo quando o ditador Bashar Al-Assad prime o gatilho. Aos filhos do socialismo e outros que se esquecem que também foram mortos e perseguidos em nome da liberdade , juntam-se agora alguns monárquicos , não se demarcando claramente do vergonhoso regime de Damasco, mesmo todos sabendo que o povo sírio não pode esperar.