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A mostrar mensagens de setembro, 2011

O fim do "espectáculo" degradante

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                                                Revista "Veja"    A Catalunha não se orgulha somente do Futebol Clube de Barcelona de Lionel Messi, das melhores estações de esqui de Lérida e Girona, nos Pirenéus, das grandiosas obras arquitectónicas de Gaudí, das inúmeras telas pintadas por Dalí e Miró, das fantásticas praias da Costa Brava e Dourada, do glorioso passado histórico de Tarragona. Juntamente com as Canárias, orgulha-se de ser a segunda região da Península Ibérica a proibir as corridas de touros . Ontem, como hoje, a modernidade catalã faz a distinção entre a tradição cultural e o abjecto ritual de sangue desrespeitador da dignidade animal a que chamam "espectáculo".

Contradições à esquerda

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    Existe uma certa esquerda , hipócrita , que tanto lamenta as vítimas do 11 de Setembro jorrando lágrimas de crocodilo, como a seguir afirma que os E.U.A. "estavam mesmo a pedi-las" para que aquela tragédia acontecesse. Existe uma certa esquerda ressentida que, ignorando o 11 de Setembro de 2001, cria um espaço temporal para que se passe do dia 10 para o 12. Dá-lhes mais jeito invocar o 11 de Setembro de 1973 : a morte de Salvador Allende e o consequente massacre de Pinochet sobre o povo chileno com o beneplácito dos E.U.A. Esta ridícula comparação não é mais nada do que o anti-americanismo primário que lhes corre nas veias, um moralismo bacoco. Aproveitem e lembrem também os milhões de vítimas da repressão política dos regimes que tanto glorificam: em África, em Cuba e na América Latina, na ex-URSS e no Leste Europeu, na China e na Ásia Oriental.

9/11

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                                                        Time Photos   Dez anos depois, os Estados Unidos e o Mundo não recuperaram do bárbaro ataque a Nova Iorque e a Washington, aliás, jamais recuperarão. Aquela manhã sangrenta de Setembro trouxe o que de pior existe no ser humano: o desrespeito pela vida, o ódio, a vingança, o fanatismo religioso e o ressentimento. As feridas abertas pelos milhares de vidas ceifadas é de difícil cicatrização, o vazio sentimental projectado no desaparecimento das torres do World Trade Center é impossível de preencher. Com elas, ruíram as esperanças de alguma vez vivermos em segurança, mas levantou-se a união de um povo, o seu orgulho exemplar, a comunhão de sofrimento, a crença de que se consegue derrotar o mal e todas as teorias de conspiração associadas porque amanhã é um novo dia.  

Romaria dantesca

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                                            Foto de Joel Calheiros   Sem querer beliscar a fé de cada um, acho que a romaria de São Bartolomeu do Mar , em Esposende, é profundamente retrógada e religiosamente questionável. O "banho santo" transforma-se em "banho traumatizante", num esgar de medo à medida que as crianças de tenra idade são mergulhadas por desconhecidos nas gélidas águas do Atlântico. Nem o maior demónio lembrar-se-ia de tamanha tortura - três vezes - sem misericórdia. Sinistro, no ritual da galinha preta, agradeço aos meus pais livrarem-me deste quadro tão pavoroso que nem Dante ousaria descrever.

Uma questão de coluna vertebral

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                                                          É normal alguns adeptos dos clubes de futebol serem fanáticos e verem somente o que lhes convém, o que não é normal é alguns profissionais de comunicação social, sob a capa de um falso patriotismo saloio, terem uma espinha dorsal semelhante a um molusco, ignorando o seu código deontológico. No caso da recente final da Supertaça Europeia, no Mónaco, entre o FC Porto e o Barcelona , um suposto penalty que ficou por marcar a favor dos portugueses foi apelidado de "batota no casino" e de outros adjectivos menos abonatórios contra o árbitro.                                                                           ,,,                                                                   Num  outro caso polémico, em 2010, no Estádio do Dragão, numa eliminatória da Liga dos Campeões opondo o clube da casa ao Arsenal, a falta de "fair-play" de Rúben Micael, marcando um livre indirecto num lance hilariante sem que os joga...