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Estrela decadente

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Agradecemos tudo o que Ronaldo fez pelo nosso país mas era hora de assumir que actualmente é uma estrela decadente que desorienta a Selecção e embacia os mais novos. Fernando Santos também já perdeu o norte porque ao contrário do treinador do Manchester United que colocou o jogador no seu devido lugar depois daqueles episódios rocambolescos no clube inglês, não teve a coragem de o sentar no banco. Jogar futebol é como conduzir, quando a capacidade de reacção está cada vez mais lenta talvez seja altura de parar e não renovar mais a carta.

A chave do sucesso

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  Reflecti sobre a fraca prestação da Selecção portuguesa no Europeu de futebol e há coisas que têm de mudar. Precisamos do vice-almirante Gouveia e Melo como treinador e do seu camuflado que futuramente tornar-se-á tão icónico como o sobretudo cinzento do José Mourinho. A chave do sucesso passaria por contratar Manuel Luís Goucha como consultor de moda e alterar aquele feio equipamento azul turquesa com listas horizontais. Cristina Ferreira também podia relatar os jogos devido ao poder das suas cordas vocais e na área da nutrição desportiva, o subdiretor-geral da Saúde, Rui Portugal, introduziria as famosas compotas antes dos jogos. Rosa Grilo podia ajudar na pontaria às balizas, e na área médica, Paulo Portas é imprescindível devido aos seus conhecimentos em virologia mas também na logística, nomeadamente em viagens de barco, sendo obrigatório convocar para a equipa das quinas o líder do CDS-PP, "Chicão", habituado a fintar dentro de um táxi!  

Voltar à normalidade

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Era impossível Portugal voltar a ter a sorte que teve em 2016, por ocasião do Campeonato Europeu de Futebol, em França. Na altura, os deuses alinharam-se e uma combinação de circunstâncias fizeram com que "Os Aurélios" enfrentassem selecções medianas como a Croácia, Polónia e País de Gales em fases decisivas do torneio. Passados cinco anos, quando se atravessam à frente equipas como a Alemanha e a Bélgica, a sorte deu lugar ao (h)azar(d) e Portugal foi colocado fora do Euro2020, sendo a hora de Ronaldo, Pepe, Fonte e João Moutinho darem o espaço a outros dentro da selecção. Os portugueses tentaram, esgotaram o stock de cerveja, caracóis e tremoços, mas agora é tempo de regressar de Sevilha e voltar à normalidade em terras lusas, trazendo botijas de gás, de preferência com o carro bem atestado porque por aqui os preços dos combustíveis voltaram a subir e sem querer ser desmancha-prazeres lembrar que as moratórias de crédito adiadas estão a terminar.    

Patriotas de ocasião

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    Vi centenas de desocupados em Lisboa, junto ao aeroporto, à espera da Selecção portuguesa proveniente da Rússia. Pensei que tal aparato se devesse à intenção da FPF em dividir os cerca de 11 milhões de euros recebidos em prémios que embolsou no Mundial, ou os 66 mil euros que cada jogador recebeu. Isso é que era um exemplo de patriotismo solidário, a preocupação com o bem estar dos seus. Cheira a falso colocar bandeiras na janela e depois andar o resto do ano a enganar o Estado, contornando as suas leis, ignorando a cidadania, subvertendo o interesse geral da comunidade, da nação, em proveito próprio ou alheio, demonstrando que o patriotismo esgota-se no futebol.

Torre inesquecível

  Há homens que têm o seu lugar reservado no Olimpo. Enquanto o país vivia numa letargia, havia alguém que insistia em erguer o nome de Portugal aos olhos do mundo na saudosa década de ouro do futebol português - a época de 60. A epopeia de José Torres e dos amigos Coluna, Cavém, Germano, Águas, José Augusto, Simões, Eusébio e Costa Pereira foi gloriosa. A maneira despretensiosa e romântica como o torrejano representava a Selecção nacional é um exemplo para os dias de hoje. A Torre inabalável do castelo encarnado só sucumbiu perante o esquecimento , mas para já, a minha memória distingue claramente quem ajudou a alicerçar o SL Benfica e dar ânimo a tantos portugueses sedentos de auto-estima. 

O Mundial do costume

Penso que o sucesso da Selecção portuguesa no Mundial já estava condenado ao fracasso através de uma convocatória inicial inquinada. De facto, desde opções maioritariamente defensivas que encurtaram o poder ofensivo, passando por naturalizados birrentos em fim de carreira, juntou-se uma gritante falta de ambição. Ao nacionalismo bacoco de cerveja na mão, exacerbado com a goleada à pior selecção do Mundial e apoiado no histerismo da imprensa desportiva, acrescentou-se a vaidade do capitão, ameaçando imolar-se em ketchup ! Bastou um tiro da armada invencível para afundar a nau Catrineta, pondo a nu os pecados da FPF, refém de interesses económicos e clubísticos, ou não tivesse esta perdido o estatuto de utilidade pública desportiva.