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Nem oito nem oitenta

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Está provado que viver na cidade aumenta o risco de depressão e ansiedade. O ruído, o tráfego que aumenta os níveis de dióxido de carbono, o tempo despendido ao volante e a luta diária para encontrar um estacionamento pago a peso de ouro porque o planeamento urbanístico não acompanhou o planeamento dos transportes, podem tornar a vida na cidade num verdadeiro inferno. Juntem agora a actual febre do turismo que faz desregular o mercado imobiliário, aumentar rendas e provocar o despejo dos residentes dos centros históricos. O turismo é importante para a economia local e nacional, combate a desertificação urbana e recupera espaços abandonados, mas nem oito nem oitenta, ninguém questiona se é sustentável a cidade receber tanta gente, se não estamos a descaracterizar um local onde a alma da cidade são as pessoas que lá habitam, estudam ou trabalham.

O síndrome provinciano

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Já não suporto esta guerra Norte-Sul, agora por causa da decisão do Governo para que o Infarmed vá para o Porto. Ao centralismo de Lisboa responde o Porto como de costume, olhando para o seu umbigo. O país precisa de uma descentralização mas o Norte também pois a região não termina no Douro - é Braga, Vila Real, Viana do Castelo, Bragança, distritos que não têm aquelas figurinhas políticas e desportivas coladas à antena da boa imprensa e à espera do clarão fotográfico. Enquanto o interior agudiza, é insultuoso assistir aos egos de Lisboa e Porto sobre quem tem direito a melhores aeroportos, pontes, transportes públicos, eventos culturais e fundos comunitários. Como diria Fernando Pessoa, "o síndrome provinciano é o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades", rivalidades que atrasam o país.

O roto e o nu

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O roto, que em tempos dizia que "só os burros é que falam da arbitragem", insurge-se agora contra os árbitros e as nomeações usando a gasta táctica da vitimação e intimidação . O nu, que ao fim de duas jornadas da Liga rejubilava com os " ventos de mudança ", agora também se junta às choradeiras diárias . O roto e o nu são almas gémeas em falência técnica que odeiam o vermelho e se copiam. Disfarçam as suas incompetências desportivas à custa dos árbitros pois investiram tantos milhões para receber tostões. O roto e o nu têm voz na imprensa incendiária , no populismo desportivo grunho, sendo caso para perguntar a toda a esta gente: porque não se vestem com moralidade e bom senso?

Em defesa de Rui Rio

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  Um desvairado fez as delícias daqueles que odeiam Rui Rio. Usando a capa de uma revista, acrescentou por fotomontagem a expressão "Rio és um FDP", na fachada de um edifício e imprimiu milhares de exemplares. Acossado por um tribunal e por um pedido de indemnização por parte de Rui Rio , já veio dizer que aquela expressão não tem o sentido insultuoso que lhe querem dar. Acobardou-se, acabou a cagança de alguém que confunde liberdade de opinião com libertinagem ordinária. Vá preparando os euros para a provável indemnização ao óbvio insulto, e se não os tiver, que peça emprestado aos "notáveis" da cidade do Porto que têm estado em atarefada campanha autárquica para mudar de edil.