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O último não herói americano

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A vida humana é sagrada, seja alguém da direita ou da esquerda política, democrata, republicano, ou mesmo sendo um ultra conservador como Charlie Kirk, assassinado no dia 10, durante um evento na Universidade do Vale do Utah, mas numa cerimónia fúnebre absolutamente medonha, misturando evangelização religiosa com comício político e vingança, conseguiram branquear tal pessoa. Machista, alguém que fazia campanha contra a vacinação e disseminou informações falsas durante a pandemia de Covid-19, envolvido nas manifestações que culminaram na invasão ao Capitólio e que negou as alterações climáticas, uma personalidade que apelou à absolvição do agente que matou George Floyd e que promoveu a teoria de uma suposta fraude nas eleições presidenciais americanas de 2020 – foi transformado num mártir, elevado à condição de herói americano, meses antes de uma deputada estadual democrata e o seu marido terem sido assassinados noutro caso de violência política sem que tenha existido semelhante hister...

Assalto ao Capitólio

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Donald Trump parece aquela cárie que obriga à desvitalização de um dente em vez da sua extracção. Quando parece que finalmente vai deixar de doer, volta aquela "moedeira" irritante, sinal de que ainda existem bactérias, pois ficaram canais e tecidos por desinfectar. A invasão dos seus apoiantes ao Capitólio, símbolo do idealismo democrático americano, ao tentar impedir a ratificação dos voto das eleições presidenciais que deram a vitória a Joe Biden e a consequente transição do poder, é a prova de que eleger um populista demagogo e insidioso é perigoso. Só lamento que as autoridades policiais, sempre tão nervosas no gatilho para outras ocasiões, tenham deixado conspurcar um local que conta a história dos Estados Unidos e dos seus presidentes.  

Eleitores pela verdade

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As eleições para a presidência do Benfica parecem as eleições para a presidência dos EUA, os derrotados pedem a recontagem dos votos por "falta de transparência e democracia", mesmo tendo sido actos eleitorais bastante concorridos. Eu acho que há votos ilegais, principalmente os electrónicos, onde já se viu, pessoas a votarem em papel depois da 1h da manhã em filas intermináveis e após o fecho das urnas! Vá lá que ninguém se lembrou de parar a contagem dos votos em pleno processo, mas como agora é moda, os benfiquistas contestatários até podem criar o movimento "Eleitores pela verdade", juntando-se aos apoiantes de Donald Trump ou aqueles que recusam que a direita faça acordos com a extrema direita nos Açores, pois só à esquerda é permitido entender-se com a extrema esquerda, seguindo o precedente estabelecido por António Costa, em 2015. Eu próprio devia juntar-me a esse grupo da verdade, acho que o administrador do meu condomínio é produto de uma fraude eleitoral a...

Make America normal again

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"Make America normal again" (tornar a América novamente normal), podia ser o slogan da campanha presidencial de Joe Biden, mas apesar da sua pequena vitória que castiga os últimos 4 anos anómalos na Casa Branca, o país continuará dividido e egoísta por causa do sopro daquele "trumpetista" que distorce a realidade. Os resultados das eleições mostram que a América rural está rodeada de falsos pudicos, continua a ser conservadora, parola, sexista e muitos dos eleitores urbanos ignoram o racismo endémico - já se esqueceram dos negros que morreram às mãos da polícia -, a desigualdade, as alterações climáticas e fecham os olhos ao espectáculo degradante dos imigrantes na fronteira com o México. Não deixa de ser irónico que a primeira democracia do mundo tenha elegido, em 2016, um populista que é a própria ameaça à soberania nacional e pisca o olho ao supremacismo branco - o célebre "recuem e estejam a postos", dirigido a um grupo de extrema direita - sendo assus...

Era uma vez na América

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O primeiro debate presidencial às eleições americanas entre Donald Trump e Joe Biden foi degradante. Era uma vez na América um presidente que espirrava e o mundo constipava-se, quando generosamente colocava o saber científico e médico ao serviço da humanidade para combater pandemias que ameaçavam a saúde pública. Era uma vez uma América que não desprezava os seus tradicionais aliados, preocupava-se com questões climáticas e promovia o diálogo entre os povos. Hoje, o Presidente dos Estados Unidos receita injecções de desinfectante para eliminar o coronavírus, ressuscita o racismo, o ódio, a intolerância, o egoísmo, sem sabermos como foi possível à nação mais poderosa e influente do mundo ter substituído o idealismo norte-americano pelo nacional radicalismo da direita e ter deixado o país à beira da implosão. 

Ficheiros secretos

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  Nos EUA, milhares de pessoas prometem invadir uma base militar secreta da Força Aérea para ver os alienígenas pois acreditam esconder provas de vida extraterrestre. Este foi o resultado de andarem a ver a série "Ficheiros Secretos" anos a fio! Já se pensa fazer o mesmo em Lisboa, ocupar o estabelecimento prisional da Polícia Judiciária para ver o alienígena da informática, o hacker habitante de outro planeta que não da Terra, mas aviso já que em Portugal não existem "aliens", só alienados, e aquilo que vão conseguir ver na prisão é uma mistura do Spock com o Zé do Telhado!

Assalto à Casa Branca

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    O Presidente dos Estados Unidos, como é seu timbre, transformou uma derrota nas eleições intercalares (acontecem na metade do mandato de quatro anos do presidente), num "tremendo sucesso"! Os republicanos podem ter segurado o Senado mas perderam a Câmara dos Representantes ( a maior das duas câmaras do Congresso) para os democratas e estados que foram ganhos por Trump, há dois anos, nas eleições presidenciais. Parece um filme de Hollywood, um populista com um discurso de ódio aproveita-se do complexo sistema eleitoral do país que permite que o candidato mais votado não seja o vencedor, para assaltar o poder Executivo (Casa Branca). O enredo ainda vai a meio, mas as intercalares parecem mostrar algum arrependimento norte-americano em colocar um estouvado com as mãos no poder Legislativo (Congresso), no poder Judicial (Supremo Tribunal) e no Senado.   

Mundo de trampa

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A terra da liberdade é assim mesmo, permite que um qualquer louco com ideias contrárias à própria Constituição americana seja presidente do país. Esta espécie de Tiririca milionário vai tornar o mundo mais perigoso, mais intolerante, um mundo com muros, discriminação e machismo. Um colector que recolhe a trampa toda, da extrema direita ao nacionalismo exacerbado, os frustrados da esquerda e da direita, com a particularidade deste homem ameaçador ter dedos nervosos, um no gatilho e o outro na bomba nuclear.

Um homem Nobel

      O Nobel da Paz tem características diferentes dos restantes prémios atribuídos pela Academia Sueca. Desde logo, é atribuído em Oslo por um comité independente norueguês, laureando alguém ou alguma entidade que se distingue pela capacidade de resolver diplomaticamente diversos problemas, independentemente de ficarem concluídos ou não. Foi assim com Jimmy Carter, é agora assim com Barack Obama. Porque privilegia o diálogo e o bom senso entre os povos, porque ele próprio é o resultado da esperança e do sonho: ter sido o primeiro presidente afro-americano da história dos EUA. Um exemplo do idealismo norte-americano, ainda hoje cobiçado, abraçando causas como os Direitos Humanos e trabalhando internamente para um plano de reforma do sistema de saúde. Com Obama, voltaram as preocupações com o meio ambiente, com o desarmamento nuclear, com a desmobilização do Iraque e com a possibilidade do fim do embargo a Cuba. Apressou-se a condenar o golpe de Estado nas Honduras e a...