Modos de vida


 


Depois de ter dito que "temos de empobrecer, de regressar ao que é mais básico", Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, volta a arrazoar no alto da sua castidade dizendo que existem "profissionais da pobreza em Portugal, que fazem da mendicidade um modo de vida". E então? É um discutível modo de vida, talvez censurável, mas não tão grave como aqueles profissionais do dinheiro, do "off shore" ao lóbi, aqueles banqueiros que usaram o dinheiro dos outros e arruinaram o BPN, BPP e o BES. E que dizer do profissional da política, aqueles que são ou foram deputados e simultaneamente gestores de empresas que têm negócios com o Estado, ou daqueles que com um simples mandato de cinco anos têm direito a uma pensão vitalícia? Modos de vida, no país do "salve-se quem puder".

Comentários

  1. Há 40 anos que o país está assim nesse estado do "salve-se quem puder". Quando a crise aperta as coisas saltam mais à vista. Goste-se ou não da Isabel Jonet, que nem sequer tem nada que fazer o que faz porque ela não precisa de ser ajudada ao contrário de muita gente, o seu trabalho fala por si. Mais do que palavras, interessam mais as acções.

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    Respostas
    1. Pois, o problema é mesmo esse, ela não precisa de ser ajudada...
      Mas este post não é para falar da figura, que aliás, não simpatizo, é apenas criticar alguém que goza com os "profissionais da pobreza" - será que alguém tem prazer em ser mendigo?! É um modo de vida que ao contrário de outros não envolve roubos nem actos criminosos.

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