O descanso do Leão
Foto de Miguel A. Lopes
A voz que atravessou gerações, o homem dos sete ofícios, o verdadeiro desportista, competente, da paixão pelo arrebatador Sporting dos "cinco violinos". A suprema ironia: o comunicador nato incomunicável numa cela de Caxias, preso pelos revolucionários que cuspiram nos ideais de Abril a troco da imposição da sua democracia. Fazendo jus ao nome, o Artur, corajoso e autoconfiante, começou uma nova vida aos 50 anos no país irmão, porque o nosso, maldizente, fechou-lhe as portas. Voltaste, rejuvenescido e aclamado até chegar o descanso, nobre Leão, com a certeza e a consciência de que nunca te arrependeste de nada na tua exemplar vida.
Que palavras... Nem fui capaz de dizer nada mais depois do teu comentário.
ResponderEliminarUma linda e merecida homenagem.
ResponderEliminarPerdeu-se o homem, ficou a obra e os bons exemplos.
Gostei de ver que foi o Miguel o autor da foto, conheço-o e considero-o um grande artista na arte de bem fotografar.
muito bem escrito. teremos saudades!
ResponderEliminarapoiado!
ResponderEliminarCaro Dylan: concordo a duzentos por cento com tudo o que escreveu. Sabe que eu sou desse tempo do Artur Agostinho, dos cinco violinos e demais acontecimentos. Eram tempos sãos, de alegria e de salutar rivalidade. Respeitava-se o adversário e aceitavam-se as vitórias e derrotas sem queixumes nem acrimónia, de forma simples e com naturalidade. Depois ... depois apareceram os bárbaros e despeitados que tudo subverteram, implantando o ódio e a violência como forma de consecução de objectivos imorais e sujos. Bons tempos aqueles! Paz á alma de Artur Agostinho!
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